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Acordo entre Ministério de Portos e Aeroportos e a Federação Nacional das Operações Portuárias reforça agenda ESG no setor

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O Ministério de Portos e Aeroportos e a Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop) firmaram, nesta quarta-feira (4), um Acordo de Cooperação Técnica para o desenvolvimento e a implementação do projeto Portos e Pontes, iniciativa voltada à promoção e à disseminação de boas práticas de sustentabilidade no setor portuário brasileiro. A parceria visa fortalecer a agenda de sustentabilidade conduzida pelo MPor e está alinhada às diretrizes do Programa Nacional de Descarbonização dos Portos (PND), aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas e aos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil no cenário internacional.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a assinatura do acordo representa um avanço importante para a consolidação de uma agenda sustentável. “Essa assinatura representa a construção de uma agenda portuária alinhada à sustentabilidade nos portos brasileiros, fortalecendo cada vez mais as boas práticas no setor”, afirmou.

Projeto Portos e Pontes
Com foco nos pilares Ambiental, Social e de Governança (ESG), o projeto busca estimular a incorporação da sustentabilidade às práticas de gestão e operação portuária, promovendo o engajamento de operadores portuários, Órgãos de Gestão de Mão de Obra (OGMOs) e demais atores estratégicos do setor. A proposta parte do entendimento de que a agenda ESG deve ser tratada de forma transversal entre os portos e os territórios onde estão inseridos.

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Entre as ações previstas no âmbito do projeto Portos e Pontes estão a divulgação de casos e experiências exitosas, a realização de eventos técnicos e atividades de sensibilização, a mobilização do setor para adesão a iniciativas sustentáveis e o monitoramento periódico da evolução das práticas ESG nos portos brasileiros. As atividades vem para contribuir com o amadurecimento do setor em relação à sustentabilidade.

Para o presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias, Sérgio Aquino, o projeto reforça o compromisso da entidade com a responsabilidade social e ambiental no setor portuário. “A Fenop possui diversos comitês técnicos, entre eles o de responsabilidade social e ambiental. Foi a partir desse comitê que surgiu o programa Portos e Pontes, sob uma coordenação muito forte, com atuação destacada da nossa executiva, Maria Cristina Dutra. Estamos muito honrados e satisfeitos em firmar este convênio”, destacou.

Sobre o acordo
A Secretaria Nacional de Portos (SNP) atuará no apoio institucional às ações, na participação técnica e na articulação com outros órgãos públicos e entidades relevantes, além de assegurar o alinhamento do projeto às diretrizes de sustentabilidade do MPor. À Fenop caberá a coordenação da execução do projeto, a operacionalização das ações previstas e a mobilização dos operadores portuários e dos Órgãos de Gestão de Mão de Obra.

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Esse Acordo de Cooperação Técnica terá vigência de até 24 meses e contará com mecanismos de acompanhamento e avaliação conjunta, permitindo ajustes e aprimoramentos ao longo de sua execução.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Ministério da Saúde abre inscrições para curso de epidemiologia de campo

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O Ministério da Saúde (MS) abriu processo seletivo para a 23ª Turma do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) no nível avançado. As informações estão disponíveis no Edital nº 11/2026 e as inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma eletrônica do EpiSUS, até 30 de agosto de 2026. O início das atividades está previsto para 1º de março de 2027.

Podem se candidatar profissionais de nível superior das áreas de biologia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia, saúde coletiva/saúde pública e terapia ocupacional, entre outras áreas correlatas. Devem possuir pós-graduação concluída em áreas relacionadas à epidemiologia, vigilância em saúde ou saúde coletiva e, pelo menos, três anos de experiência profissional em serviços de saúde nas áreas de vigilância epidemiológica, sanitária, hospitalar, ambiental ou em atenção primária.

Os candidatos selecionados deverão residir na capital federal durante os dois anos de treinamento, com disponibilidade para atuação em qualquer localidade do país ou do exterior. Estão abertas à concorrência 12 vagas, sendo 10 destinadas a candidatos brasileiros, natos ou naturalizados, e duas a candidatos de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e da Região das Américas.

Da formação à prática nos serviços de vigilância

A enfermeira Mariana Sanches de Mello, de 36 anos, participou da 19ª turma do EpiSUS avançado em 2022 e esteve em uma investigação de campo em área indígena localizada em Roraima, em 2023, como parte das atividades práticas da formação. A profissional reside em Belo Horizonte, atua na Vigilância das Doenças Transmissíveis Agudas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) e declara que as informações e vivências do curso fazem parte da sua rotina de trabalho.

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“Os conhecimentos absorvidos no EpiSUS estão presentes nas investigações de casos e surtos, na análise e interpretação de informações epidemiológicas, na avaliação da qualidade dos dados e, principalmente, na tomada de decisões. As habilidades metodológicas adquiridas, assim como o domínio de ferramentas para análise de dados, fazem parte do meu dia a dia e demonstram que o conhecimento desenvolvido durante a formação é plenamente aplicável à prática dos serviços de vigilância. Mais do que ensinar técnicas, o EpiSUS prepara profissionais capazes de transformar informações em ações coordenadas, com impactos mensuráveis e reais para a saúde da população”, explica.

Segundo ela, o diferencial do programa é a formação em serviço. “Vivenciar investigações epidemiológicas, responder a emergências em saúde pública, desenvolver estudos e apoiar decisões em cenários reais proporciona um aprendizado que dificilmente seria alcançado apenas em sala de aula. É uma formação que ensina não apenas a aplicar métodos epidemiológicos, mas também a compreender os desafios cotidianos dos serviços, considerando os contextos sociais e a realidade dos territórios para construir soluções viáveis e efetivas”.

Mariana conta que um exemplo recente foi a implantação da Vigilância Sentinela das Doenças Invasivas Bacterianas em Minas Gerais. Desde a análise das bases de dados até a definição de indicadores, a elaboração de protocolos e a articulação entre vigilância, assistência e laboratório, a iniciativa foi sustentada por competências desenvolvidas durante o EpiSUS. “Essa experiência reforçou, na prática, como a epidemiologia aplicada é capaz de transformar dados em estratégias concretas para fortalecer a resposta do sistema de saúde”.

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Etapas do processo seletivo

O processo é composto por três etapas eliminatórias e classificatórias: análise curricular com base na formação acadêmica e na experiência profissional; entrevista por videoconferência com arguição sobre conhecimentos gerais, motivação e resolução de situações-problema; avaliação presencial de conhecimentos e habilidades em epidemiologia aplicada, realizada em Brasília, ao longo de cinco dias.

Os candidatos selecionados e com vaga homologada recebem bolsa mensal concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) durante os dois anos de formação, além de auxílios para deslocamento e participação em eventos técnico-científicos, conforme o Regulamento Interno do Programa.

Sobre o programa

O EpiSUS é um programa de formação em serviço, com duração de dois anos e dedicação exclusiva, voltado à capacitação de profissionais de nível superior para atuação em epidemiologia de campo. A formação tem carga horária mínima de 3.600 horas presenciais, das quais aproximadamente 80% correspondem a atividades práticas e 20% a atividades teóricas.

O EpiSUS integra a Rede Internacional de Programas de Treinamento em Epidemiologia e Intervenções em Saúde Pública (TEPHINET) e tem como finalidade formar epidemiologistas de campo capazes de apoiar ações de preparação, vigilância e resposta a eventos em saúde pública de interesse nacional ou internacional.

Na prática, os profissionais são capacitados para investigar surtos e eventos de saúde pública, analisar dados epidemiológicos e apoiar a definição de medidas de prevenção e controle. Esse trabalho pode contribuir, por exemplo, para identificar as causas de um aumento inesperado de casos de uma doença específica e subsidiar a adoção de medidas de resposta naquele local.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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