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TJPR acolhe recurso do MPPR e determina que Município de Campo Largo corrija edital de concurso público e aplique reserva de 10% de vagas para cotas

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A partir de recurso do Ministério Público do Paraná, a 4a Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná determinou que o Município de Campo Largo corrija os editais dos resultados finais de seus concursos públicos vigentes (Editais 01.075 e 02.075, ambos de 2025) de modo a garantir a reserva de 10% das vagas para candidatos negros e 10% para pessoas com deficiência.

Áudio da Promotora de Justiça Mariana Andreola de Carvalho Silva

A decisão decorre de atuação da 1a Promotoria de Justiça de Campo Largo após a verificação de que, às vésperas da publicação dos editais dos certames, foi aprovada lei municipal (3.898/2025) que reduziu os percentuais de reserva de vagas pela metade, fixando-os em apenas 5%. Além disso, a nova lei estabelecia que os candidatos inscritos no sistema de cotas e aprovados com nota suficiente para constar na ampla concorrência fossem computados no quantitativo das vagas reservadas, restringindo ainda mais as oportunidades para esses grupos.

Diante da situação, para resguardar previsão constitucional e garantir o acesso equitativo ao serviço público, a 1a Promotoria de Justiça de Campo Largo ajuizou inicialmente uma medida cautelar cível, extinta sem resolução de mérito pelo Juízo de primeira instância. Diante da decisão, o Ministério Público do Paraná apresentou recurso de Apelação Cível perante o TJPR. No acórdão, o Tribunal de Justiça destaca que “a redução de percentuais de ações afirmativas, desacompanhada de estudos técnicos que comprovem a superação das desigualdades estruturais, configura ofensa ao princípio da vedação ao retrocesso social, violando a Constituição Federal e os compromissos internacionais de direitos humanos assumidos pelo Brasil”.

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Além da retificação da classificação final dos aprovados nos concursos públicos, a decisão também determinou o afastamento da regra municipal questionada, assegurando que o candidato cotista aprovado na relação de ampla concorrência libere a vaga reservada para o próximo candidato da lista de cotas, efetivando a finalidade inclusiva da política pública no município.

Recurso: 0013473-80.2025.8.16.0026

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Ministério Público do Paraná lança campanha #MundoSemBullying para escolas da rede pública estadual

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O Ministério Público do Paraná lança a segunda edição da campanha #MundoSemBullying, que visa promover, entre os dias 3 e 13 de novembro, ações de conscientização contra o bullying e o cyberbullying em escolas da rede pública estadual. 

O objetivo da ação, voltada a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, é incentivar o respeito e a empatia, orientar sobre canais de proteção e abordar a responsabilização pelas práticas. Promotores(as) e Procuradores(as) de Justiça irão realizar palestras nas unidades de ensino.

Alcance – Coordenada pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente e da Educação (CAOPCAE) do MPPR, a campanha alcançou em sua primeira edição, em 2025, 37.178 alunos de 277 escolas, em 184 municípios. A iniciativa contou com a participação de 136 Promotores(as) e Procuradores(as) de Justiça.

A Campanha #MundoSemBullying  é alusiva ao Dia Internacional contra a Violência e o Bullying na Escola, instituído pela Unesco na primeira quinta-feira de novembro, e, como novidade desta nova edição, contará com a parceria do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos.

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Considerando que a campanha será desenvolvida durante o Mês da Consciência Negra, a edição de 2026 também abordará, de forma transversal, o respeito à diversidade e o enfrentamento ao racismo, ao preconceito e à discriminação no ambiente escolar.

De acordo com a Promotora de Justiça Beatriz Spindler de Oliveira Leite, que atua no CAOPCAE, a iniciativa busca fortalecer a prevenção e a proteção dos estudantes: “Queremos que eles reconheçam o bullying, compreendam os danos que a prática provoca e saibam como buscar ajuda. A campanha também convida quem presencia essas situações a apoiar a vítima e procurar um adulto de confiança, fortalecendo o respeito às diferenças e o compromisso coletivo com uma escola acolhedora e segura”. 

Fonte: Ministério Público PR

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