Brasil
Aberta consulta pública sobre concessão do canal de acesso ao Porto de Santos
Está aberta, até 2 de maio, a consulta pública sobre o projeto de concessão do canal de acesso ao Porto de Santos (SP). A iniciativa visa ampliar o diálogo com os setores envolvidos e com a sociedade, além de colher contribuições que contribuam para o aprimoramento dos documentos técnicos e jurídicos que compõem o projeto.
Os interessados poderão enviar sugestões por meio de formulário eletrônico disponível no site da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), onde também estão acessíveis as minutas e demais documentos relacionados à proposta, que servem de base para análise e contribuições.
Arquivos complementares, como mapas, plantas e imagens, poderão ser encaminhados para o e-mail [email protected]. As contribuições em texto devem ser inseridas diretamente no formulário, com a devida identificação do participante, dentro do prazo estabelecido.
Para aqueles que não dispõem de acesso a meios digitais, será possível realizar o envio das contribuições presencialmente, usando computadores da Secretaria-Geral da Antaq, em Brasília (DF), ou nas unidades regionais, cujos endereços estão disponíveis no site institucional da Autarquia.
Canal de acesso
O projeto de concessão do canal de acesso ao Porto Organizado de Santos prevê a transferência parcial das atividades hoje administradas pela Autoridade Portuária de Santos (APS), com foco na gestão e exploração do canal de acesso aquaviário por um período de 25 anos.
Com investimentos estimados em R$ 688 milhões, a futura concessionária será responsável pela operação, manutenção e modernização da infraestrutura de acesso ao porto. Entre as principais obrigações estão a dragagem de aprofundamento do canal, com metas de atingir 16 metros em até três anos e 17 metros em até seis anos, além de realizar dragagem de manutenção contínua, modernização da sinalização náutica, implantação do sistema VTMIS e gestão ambiental do projeto.
Serviço
- Evento: Consulta pública do Canal de Acesso ao Porto Organizado de Santos
- Como participar: de forma online, no link destinado à Audiência Pública nº 02/2026-ANTAQ
- Prazo para contribuições: 2 de maio
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Ministério da Saúde mobiliza Força Nacional do SUS para apoiar serviços de saúde no Amazonas
O Ministério da Saúde enviou no último domingo (11) uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) ao Amazonas para apoiar os gestores estaduais e municipais na organização da resposta dos serviços de saúde aos efeitos das queimadas. A atuação tem como foco identificar necessidades prioritárias, orientar a definição de medidas de apoio e contribuir para a continuidade da assistência à população.
Em articulação com as autoridades sanitárias locais, a equipe técnica está elaborando um diagnóstico situacional da rede de saúde. O levantamento permitirá identificar as demandas dos serviços, avaliar a capacidade de atendimento e subsidiar o planejamento de ações para manter a assistência, inclusive às populações indígenas.
O diagnostico também irá avaliar a disponibilidade de profissionais e insumos, das condições de transporte sanitário e dos fluxos de atendimento, além do acompanhamento da procura por serviços de saúde. A partir dessas informações, será possível apoiar os gestores na definição de prioridades e na adoção de medidas adequadas às necessidades de cada território.
A atuação da FN-SUS também considera os cuidados necessários diante da exposição à fumaça, que pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que demandam atenção especial. Nesse contexto, o levantamento técnico contribui para orientar a organização dos serviços e a preparação da rede para atender à população.
A mobilização ocorre em um cenário de emergência relacionada às queimadas no estado. Em 10 de outubro, o Governo Federal reconheceu a emergência decretada pelo Governo do Amazonas em 36 municípios.
Com a presença da equipe técnica e o trabalho conjunto com os gestores locais, o Ministério da Saúde busca fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde, apoiar a identificação de necessidades e contribuir para que a população afetada tenha acesso contínuo e oportuno à assistência.
Medidas de resposta
A avaliação será conduzida por meio do Diagnóstico Situacional Vivo, instrumento técnico-operacional que reúne informações de vigilância, dados assistenciais, observações em campo e diálogo com os gestores locais. O objetivo é acompanhar a evolução do incidente, identificar as principais necessidades e orientar o dimensionamento das medidas de resposta.
A partir dos resultados, poderão ser definidas ações de orientação técnica e apoio à organização dos serviços, deslocamento de profissionais e equipes especializadas ou mobilização de estruturas temporárias de saúde, inclusive hospitais de campanha, caso haja indicação técnico-assistencial.
“O nosso Diagnóstico Situacional Vivo permite compreender o incidente e definir, junto aos gestores, o tamanho exato da resposta: ela pode começar com orientação técnica e chegar, se necessário, ao envio de equipes e hospitais de campanha. A missão da Força Nacional do SUS é identificar onde a rede de saúde foi interrompida ou sobrecarregada e ajudar a restabelecer a assistência com rapidez e eficiência. Quanto antes a rede voltar a funcionar plenamente, menos a população sofrerá”, afirma Rodrigo Stábeli, diretor da Força Nacional do SUS.
A equipe deverá consolidar o relatório diagnóstico situacional inicial e encaminhá-lo ao ministro da Saúde. O documento subsidiará a decisão conjunta entre União, Estado e municípios sobre a necessidade, a modalidade e a dimensão do apoio federal.
Saúde Indígena
A missão também avaliará as condições de saúde das populações indígenas que vivem nas áreas atingidas pelas queimadas. O trabalho será realizado em colaboração com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e em articulação com os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) envolvidos. A avaliação buscará identificar os impactos da exposição à fumaça, as dificuldades de acesso aos serviços de saúde, eventuais interrupções no cuidado e as necessidades de apoio às equipes de saúde indígena. Também serão analisadas as condições para manter a assistência nas comunidades, considerando as especificidades territoriais e socioculturais dessas populações.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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