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Dia oito da Zona Verde: vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, lança consulta pública da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial

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Com um auditório Jandaíra cheio na manhã do oitavo dia de Zona Verde (17/11), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, anunciou mais um passo na agenda rumo à descarbonização da indústria brasileira: o lançamento de uma etapa da consulta pública da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial (Endi). A divulgação foi feita durante um painel sobre o tema.

“A indústria do futuro é de baixo carbono, e a Endi vai fortalecer a produção nacional, aumentando a competitividade da indústria brasileira em um cenário global que exige baixas emissões. Com essa estratégia, mais uma vez, o Brasil mostra que está na liderança global quando falamos de sustentabilidade”, afirmou Alckmin.

Agora, terão início as oficinas técnicas e debates com academia, sociedade, órgãos governamentais e representantes da indústria, entre eles os mais intensivos em consumo de energia em seus processos operacionais, como na fabricação de vidro, cimento, aço, alumínio, papel e celulose e química. 

“E essa não é apenas uma agenda ambiental e climática”, defendeu o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, Alex Carvalho. “É uma agenda de competitividade, inovação e, especialmente, de desenvolvimento socioeconômico, que é o que um país como o Brasil mais necessita. Temos cinco anos para a agenda global da economia climática, e a presidência da COP do Brasil está sugerindo a todos os demais países que, neste exato momento, ofereçam consistência e um ritmo claro de implementação até 2030”. 

Para a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, a intenção é, a partir da estratégia, adotar um motor de desenvolvimento econômico sustentável na indústria. “Estamos construindo algo que não é apenas um plano, mas um movimento nacional capaz de transformar nossa estrutura produtiva e posicionar o Brasil no centro da economia verde global”, avaliou.

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Ocupação territorial

Entre os temas do dia, ganhou força a discussão a respeito do uso do solo no país em diversas vertentes. Entre elas, a de territórios com povos quilombolas.

São mais de 7.700 comunidades quilombolas no Brasil mapeadas. Dessas, 3.854 já foram certificadas pela Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura. Mas são só 494 territórios quilombolas demarcados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Foi apresentando estes números que Clédisson dos Santos Júnior inaugurou o debate “Adaptação Climática Antirracista e Justiça Climática nas cidades”. Clédisson, que é secretário do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Igualdade Racial, falou sobre a necessidade de reconhecer as populações em seu direito territorial, inclusive por um propósito ambiental. “Onde havia quilombola na Mata Atlântica, em 1985, a área de floresta estava em 60,2%. Ano passado, vimos que está em 60%. Ou seja, 0,2% apenas de perda. Preservamos como ninguém”, apontou.

Em um dia marcado por debates ao redor da ocupação do solo, as pressões sofridas pelos povos quilombolas também foram destacadas pela painelista Célia Pinto, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). “A especulação imobiliária também tem sido um problema sério, especialmente para os quilombos situados na Amazônia, na região litorânea, que vêm sofrendo intensamente com esse processo”, informou. 

Já no painel “Semiáridos do Planeta: Contribuições dos povos dos Semiáridos do Brasil”, a fala de Rejane Silva, vice-presidente da ASA Brasil, pontuou que quem vive nas áreas expostas à desertificação acaba contribuindo com o manejo da região, protegendo e gerando renda. “A gente tem o período em que chove muito, e depois não chove nada. Fazemos então a captação da água durante o período de chuva, para ser utilizada depois, quando enfrentamos a estiagem. A gente faz isso porque precisa de uma ação de dentro do território, que valorize o território e proteja nossas famílias, melhore as nossas vidas. Vem de dentro”. E vem de dentro também a promoção de agendas de agricultura familiar. “A franja do mar do Nordeste está ocupada pela cana-de-açúcar. Então a agricultura familiar está no semiárido. E é essa gente que produz comida para nós comermos. E isso está ameaçado pela mudança climática”, completou Carlos Magno, representante da “Plataforma Semiáridos América Latina” no Brasil.

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A produção agrícola e ocupação dos territórios foi também tema central do painel do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com o tema “A Reforma Agrária como solução popular frente à crise climática”. 

A primeira painelista, Renata Menezes, coordenadora nacional da Juventude Sem Terra, falou das ações da instituição. “Dentro das áreas de assentamento, existe em curso o plano nacional ‘Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis’ do MST, para contribuir com uma visão antiexploração sobre os humanos e a natureza. O sistema atual não é capaz de produzir alternativas de enfrentamento à crise ambiental. Queremos uma agricultura harmônica. O modelo hegemônico do agronegócio, voltado para commodities, não tem como prioridade alimentar os brasileiros. A ocupação do solo vem sendo predatória no setor, com poluição dos rios, garimpo ilegal”.

Giselda Coelho, parte da União Nacional das Cooperativas da Reforma Agrária Popular, defendeu que a perspectiva sobre essa ocupação territorial seja ampla. “Enquanto a gente tratar a terra como fonte de especulação, morre a chance de ver a terra como direito à dignidade”, enfatizou.

Confira a programação completa da Zona Verde aqui.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Dia D mobiliza crianças e adolescentes para atualizar a caderneta de vacinação

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O Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) e mobiliza pais, mães, responsáveis e equipes de saúde de estados e municípios para intensificar a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Ao longo do dia, Unidades Básicas de Saúde, pontos móveis e ações em locais públicos, como parques e espaços de lazer, estão abertos para receber as famílias. São mais de 20 doenças que podem ser prevenidas com as vacinas do calendário do SUS. A iniciativa faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro.

Durante a ação, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação, em papel ou disponível no Meu SUS Digital para que os profissionais verifiquem a situação vacinal e indiquem as doses necessárias.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a ação em Brasília (DF) e reforçou a mobilização em todo o país. “Todos os estados e municípios brasileiros responderam ao chamado do Ministério da Saúde para a atualização da imunização de crianças e dos adolescentes. Essa é uma campanha diferente porque ela não é de uma vacina, mas de todas que estão no calendário infantil. Leve o seu filho, leve a sua filha para se proteger”, ressaltou.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Na noite de ontem (21), Padilha também fez um pronunciamento em rede nacional para convocar a população para a vacinação e reforçar a importância de manter a caderneta atualizada, contribuindo para a prevenção e o controle de doenças imunopreveníveis.

Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.

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Esta é a primeira edição da campanha com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A verificação da caderneta é especialmente importante para crianças que iniciaram um esquema vacinal, mas não receberam todas as doses previstas ou os reforços. A vacinação é seletiva: os profissionais de saúde conferem a situação de cada pessoa e aplicam somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto.

Abaixo, as vacinas disponíveis:

  • BCG;
  • Hepatite B recombinante;
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Pólio inativada VIP;
  • Rotavírus humano;
  • Pneumo 10-v e 20-v;
  • Meningo C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningo ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • Pneumo 23-v;
  • dT;
  • HPV 4;
  • Dengue tetravalente. 

Vacinação contra o sarampo

Como parte da estratégia, a vacinação contra o sarampo foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses locais, a vacina está sendo ofertada para pessoas de 6 meses a 59 anos, conforme a situação vacinal e as orientações para cada faixa etária.

A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é adicional e não substitui as doses de rotina, previstas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, os profissionais de saúde verificam a idade e o histórico vacinal para indicar as doses necessárias.

Em 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. Durante o Dia D e até o fim da campanha, a vacinação contra o sarampo estará disponível em todos os estados, conforme a indicação para cada faixa etária e situação vacinal.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Abastecimento

Para a Campanha de Multivacinação deste ano, foram distribuídas 1,5 milhão de doses aos estados. No total, mais de 177 milhões de doses foram distribuídas no país para abastecimento da rede de vacinação.

Até o momento, foram registradas mais de 94,8 milhões de doses aplicadas das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Novo reforço contra a poliomielite

Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado no Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é importante que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Vacinação infantil

Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam avanço no cenário da vacinação infantil no Brasil.

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) — as chamadas crianças “zero-dose” — passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, uma redução de aproximadamente 86% em relação a 2024 e de quase 90% em relação a 2023. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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