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Agro

Abate de bovinos em Mato Grosso recua em fevereiro com menor oferta de machos

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O abate de bovinos em Mato Grosso totalizou 566,58 mil cabeças em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), com base em registros do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA).

O volume representa queda de 11,61% em relação a janeiro, quando foram abatidas 640,54 mil cabeças. Apesar do recuo mensal, o resultado configura o segundo maior número da série histórica para um mês de fevereiro, ficando atrás apenas do registrado em fevereiro de 2024.

Abate de machos registra queda mais acentuada

Entre as categorias, o abate de bovinos machos apresentou retração mais intensa no comparativo mensal.

  • Machos: 266,92 mil cabeças abatidas, equivalente a 47,11% do total, com queda de 19,23% em relação a janeiro.

A redução mais significativa na disponibilidade de machos contribuiu para alterar a participação das categorias no total de animais abatidos no estado.

Fêmeas passam a representar maior parte dos abates

O volume de fêmeas enviadas ao abate também apresentou redução, porém em menor intensidade.

  • Fêmeas: 299,66 mil cabeças abatidas, representando 52,89% do total, com recuo de 3,51% na comparação mensal.
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Com isso, a participação das fêmeas no abate total aumentou, reflexo da menor oferta de bovinos machos no período.

Menor oferta e demanda externa sustentam preços da arroba

De acordo com a análise do IMEA, a queda mais expressiva na disponibilidade de machos, combinada com demanda externa firme por carne bovina brasileira, contribuiu para fortalecer os preços da arroba do boi gordo no mercado interno durante fevereiro.

Esse cenário reforça a influência da dinâmica de oferta de animais para abate e do desempenho das exportações na formação dos preços da pecuária bovina no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Imposto de Renda 2026: produtor rural precisa redobrar atenção com Livro Caixa e fiscalização no agro

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O produtor rural brasileiro enfrenta um cenário fiscal cada vez mais rigoroso em 2026. Com o avanço da reforma tributária e o fortalecimento do cruzamento eletrônico de informações pela Receita Federal, especialistas alertam para a necessidade de maior cuidado na entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR).

O prazo para envio das obrigações termina no dia 29 de maio de 2026, e inconsistências nos dados podem gerar retenção em malha fina, perda de créditos tributários e até dificuldades no acesso ao crédito rural.

Livro Caixa ganha importância com reforma tributária

Com a implementação gradual dos novos tributos IBS e CBS, previstos na reforma tributária, o controle fiscal das propriedades rurais passou a ter papel ainda mais estratégico.

O LCDPR se tornou uma ferramenta central para comprovação de custos, rastreabilidade de operações e validação de créditos tributários dentro da atividade rural.

A obrigação do documento vale para produtores que registraram receita bruta superior a R$ 4,8 milhões no ano-calendário.

Segundo especialistas da Aegro, um dos erros mais frequentes ocorre quando o produtor informa valores diferentes no LCDPR e na ficha de Atividade Rural da declaração do Imposto de Renda.

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A divergência entre os documentos aumenta significativamente o risco de fiscalização automática pela Receita Federal.

Novas regras tributárias elevam atenção no campo

Além da entrega do IRPF, produtores precisam acompanhar mudanças recentes nas regras tributárias do agronegócio.

As novas alíquotas do Funrural passaram a valer em abril deste ano, fixadas em:

  • 1,63% para pessoa física;
  • 2,23% para pessoa jurídica.

A definição do regime de recolhimento deveria ter sido realizada até 31 de janeiro, exigindo planejamento tributário antecipado por parte das propriedades rurais.

Com a entrada em vigor da Lei Complementar nº 214 da reforma tributária, o regime de caixa continua sendo utilizado para apuração do imposto de renda da atividade rural. Porém, especialistas alertam que erros fiscais podem trazer impactos financeiros relevantes ao produtor.

Falhas em notas fiscais podem gerar perda de créditos

A aquisição de insumos sem nota fiscal ou com classificação tributária incorreta pode gerar consequências diretas sobre a carga tributária da atividade rural.

Nesses casos, o produtor pode perder o direito à redução de 60% na alíquota prevista para determinadas operações, além de deixar de acumular créditos tributários para compensações futuras.

O novo ambiente tributário exige maior organização documental, controle financeiro e acompanhamento detalhado das operações realizadas dentro da fazenda.

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Receita Federal intensifica cruzamento eletrônico de dados

A fiscalização tende a se tornar ainda mais rígida nos próximos anos. A Receita Federal deverá ampliar o cruzamento automático entre notas fiscais eletrônicas, declarações de imposto de renda, cadastros estaduais e movimentações financeiras.

Segundo especialistas, produtores que não mantiverem controle adequado da documentação poderão enfrentar:

  • retenção em malha fina;
  • perda de créditos tributários;
  • autuações fiscais;
  • bloqueios no acesso ao crédito rural;
  • aumento de passivos tributários.
Gestão financeira passa a ser estratégica no agro

Diante do novo cenário tributário, cresce a demanda por ferramentas de gestão agrícola capazes de automatizar controles fiscais e financeiros dentro das propriedades.

A Aegro destaca que a digitalização da gestão rural pode ajudar produtores a melhorar a previsibilidade de custos, organizar documentos fiscais e reduzir riscos de inconsistências perante os órgãos de fiscalização.

Com a reforma tributária avançando e a fiscalização cada vez mais digital, especialistas reforçam que planejamento financeiro, organização documental e controle tributário passam a ser fatores decisivos para a sustentabilidade das operações no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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