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Brasil

MME abre consulta pública para modernizar regras de descontos tarifários a irrigantes e aquicultores

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O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta sexta-feira (26/12), consulta pública para receber contribuições sobre a proposta de Portaria Normativa que moderniza as regras de concessão de descontos especiais nas tarifas de energia elétrica destinadas a produtores rurais que atuam nas atividades de irrigação e aquicultura. Os interessados terão prazo de 30 dias para enviar as contribuições.

A iniciativa regulamenta as inovações introduzidas pela Lei nº 15.235/2025, que ampliou a flexibilidade dos horários de aplicação do benefício tarifário, alinhando a política pública à evolução tecnológica do setor elétrico e às demandas produtivas do campo. A proposta busca aprimorar a aplicação do desconto diário de 8 horas e 30 minutos, com foco em maior autonomia operacional e ganhos de eficiência para os produtores rurais.

“Estamos reafirmando o nosso compromisso com a conciliação entre a segurança e a eficiência do sistema elétrico e o fortalecimento da agricultura irrigada e da aquicultura, atividades estratégicas para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar do País”, afirmou o ministro Alexandre Silveira.

Entre os principais avanços previstos na proposta colocada em consulta pública está a ampliação da liberdade de escolha do período de utilização do desconto, que poderá ocorrer de forma contínua ou fracionada ao longo do dia, permitindo a adequação do consumo de energia às características específicas de cada atividade produtiva.

A proposta também estabelece prioridade ao consumidor na definição dos horários de uso do benefício. Irrigantes e aquicultores poderão indicar, junto à distribuidora, a escala de horários mais adequada à operação, assegurando o acesso à energia com desconto nos momentos de maior produtividade, com exceção do horário de ponta, entre 18h e 22h59.

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Outro ponto de destaque é o melhor aproveitamento da energia solar alinhando a necessidade do sistema elétrico às melhores práticas de cultivo. A proposta estimula o consumo de energia nos períodos de maior geração, especialmente entre 9h e 16h, contribuindo para o melhor aproveitamento da energia limpa disponível no sistema elétrico e gerando economia direta para os produtores.

A consulta pública amplia o espaço de participação social e permite que produtores, cooperativas e demais agentes do setor contribuam para o aprimoramento da norma, de forma a refletir as realidades regionais e as necessidades do setor rural.

Em novembro de 2024, o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério da Pesca e Aquicultura assinaram Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para o desenvolvimento sustentável da aquicultura e energia em reservatórios hidrelétricos, aperfeiçoando o aproveitando das águas que pertencem à União com práticas que mirem a geração de emprego, renda e segurança alimentar em sinergia com a sustentabilidade. O ACT visa alavancar o potencial dos 74 reservatórios de usinas hidrelétricas do país considerados aptos para a atividade de aquicultura.

O link da Consulta Pública pode ser acessado aqui: https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-mme-n-889-de-24-de-dezembro-de-2025-677986717 

Aliança

Para fomentar a agricultura irrigada por meio de ações integradas entre os setores de energia e agropecuária, o Governo Federal, por meio do MME, lançou em abril deste ano a Aliança pelo Desenvolvimento Energético dos Polos e Projetos de Irrigação do Brasil. A iniciativa também reúne os Ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Agricultura e Pecuária (MAPA).

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Os polos de agricultura irrigada são regiões com alto potencial produtivo, onde o uso de tecnologias de irrigação permite até três safras por ano, gerando até 1,2 emprego por hectare irrigado. Além de aumentar a produtividade agrícola, esses polos impulsionam o desenvolvimento regional, da agroindústria e a geração de renda no campo.

Entre as propostas apresentadas pelo MME às distribuidoras de energia, está a flexibilização dos horários de fornecimento subsidiado de energia elétrica para irrigação, prevista na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), de modo a permitir maior sinergia entre os setores e otimização entre o consumo, a infraestrutura de rede e a disponibilidade de geração.

A iniciativa também contempla o levantamento da perspectiva de crescimento das demandas energéticas dos polos de irrigação. O objetivo é avaliar como considerá-la no planejamento das concessionárias de distribuição de energia elétrica e no planejamento da expansão da Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN), visando à compatibilização com o desenvolvimento setorial. O plano prevê, ainda, a avaliação de alternativas de financiamento para redes de distribuição trifásica, com foco no atendimento aos polos irrigados e projetos públicos, considerando a necessidade de sustentabilidade tarifária do setor elétrico.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Brasil

Governo do Brasil ingressa em programa internacional para reduzir emissões de metano no setor de petróleo e gás

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Governo do Brasil anunciou, nesta segunda-feira (22/6), a adesão ao Programa de Regulação de Combustíveis Fósseis (FFRP, na sigla em inglês), iniciativa internacional que apoia governos no fortalecimento de marcos regulatórios para reduzir as emissões de metano no setor de energia. O projeto é conduzido pelas organizações Coalização Clima e Ar Limpo (CCAC, na sigla em inglês) e Clean Air Task Force (CATF). 

Representado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o país comunicou a integração ao grupo, assim como fizeram Egito, Bósnia e Herzegovina, durante a London Climate Action Week.   

iniciativa se soma a uma agenda regulatória e de cooperação técnica já em andamento na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que tem a regulamentação das emissões de metano entre os temas da Agenda Regulatória 20252026, e vem trabalhando em cooperação com órgãos internacionais como o Banco Mundial, a UNEP, e o CATF 

Em 2024, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu, por meio da Resolução nº 8, diretrizes para a descarbonização das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural, incluindo a redução de emissões de metano em linha com o Compromisso Global do Metano, do qual o Brasil é signatário desde 2021.  A agenda dos superpoluentes – os poluentes climáticos de vida curta – vem sendo incorporada ao Plano Clima e ao plano nacional de ação específico para esses poluentes, que está em elaboração, sob coordenação do MMA. 

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O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, também copresidente da CCAC, apresentou a experiência brasileira sobre o assunto, durante a programação da London Climate Action Week.  

“O Brasil vem coordenando a construção do seu plano nacional para os poluentes climáticos de vida curta, que incorpora a agenda dos superpoluentes ao Plano Clima. Como copresidente da CCAC, o MMA buscou apoio internacional para o aperfeiçoamento regulatório das emissões fugitivas de metano. Esse processo está avançando e deve apresentar resultados até a COP31″, afirmou Maluf. 

Contexto 

A redução do metano é considerada uma das formas mais rápidas e custo-efetivas de conter o aquecimento global no curto prazo, com ganhos para a qualidade do ar e a saúde pública. O setor de energia concentra parte das oportunidades de abatimento de menor custo.  

Os primeiros resultados da cooperação entre Brasil e FFRP devem ser apresentados ao longo de 2026, com expectativa de divulgação até a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que ocorrerá em novembro, na Turquia. Lançado em setembro de 2024, o FFRP atende a países de baixa e média renda e passa a contar, com o novo grupo, com sete programas em seis países.  

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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