Paraná
Cuidados com a pele, alimentação e hidratação são essenciais no verão e festas de fim de ano
O verão costuma ser lembrado como a estação das férias, da praia, da piscina e das festas de fim de ano. Mas, em meio à rotina mais intensa de lazer, viagens e encontros familiares, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a necessidade de atenção redobrada com a pele, a alimentação e a hidratação. Eles são fatores que podem impactar diretamente no bem-estar de cada um.
Os cuidados com a pele impactam diretamente na saúde e podem evitar doenças sérias, como o câncer de pele. No Paraná, de janeiro a setembro de 2025, foram realizados 7.906 procedimentos cirúrgicos em oncologia relacionados à pele; de outubro de 2024 a setembro de 2025, o total chegou a 10.431 procedimentos. No Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 220 mil novos casos de câncer de pele até o fim de 2025.
“É importante lembrar que a maior parte dos problemas causados pela longa exposição do sol são evitáveis. Aproveite o verão, mas não esqueça do protetor, de beber muita água e não abusar das comidas pesadas para que os dias sejam apenas de diversão”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
USE PROTETOR – O período mais crítico para exposição solar vai das 9h às 16h, mas as ondas de calor exigem cuidados ao longo de todo o dia e o uso do protetor solar é indispensável. O Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo recomendado para adultos é 30; pessoas de pele clara devem optar por FPS 50.
A reaplicação deve ser feita a cada duas horas e sempre após banho de mar, rio ou piscina. Para quem permanece em ambientes internos, a reposição duas vezes ao dia costuma ser suficiente.
DENGUE – O verão também exige atenção ao uso de repelentes, que evitam picadas de mosquitos e a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Segundo a Vigilância da Sesa, nem todos os repelentes têm eficácia comprovada contra o Aedes aegypti.
A Sesa reforça que o repelente precisa ter determinadas substâncias para ser eficaz. A substância mais recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é a Icaradina. Ela é segura para adultos e para crianças acima de 2 anos, devendo estar presente em concentrações entre 20% e 25%, o que garante proteção de até 10 horas.
Outras substâncias eficazes são o DEET, com concentração mínima de 10%, e o IR3535 (EBAAP). Para identificar a composição, é fundamental verificar o rótulo do produto.
ALIMENTAÇÃO – As festas de fim de ano e as férias provocam o desregramento da alimentação. O cardápio do Natal brasileiro, por exemplo, ainda é uma adaptação de países frios e baseado em alimentos gordurosos, mas que consumimos em pleno verão.
É preciso adotar algumas estratégias que podem ser importantes para aproveitar o melhor desses momentos de celebração entre amigos e família, sem prejuízos significativos à saúde como:
- Não vá com muita fome: faça um lanche nutritivo antes da celebração, coma uma fruta, tome um copo de leite, isso vai te permitir escolher com mais calma os alimentos que pretende consumir, sem grandes excessos;
- Reconheça seus sinais de fome e saciedade. Se permita comer o que gosta e só consome nessa época do ano, mas sirva-se de uma quantidade moderada;
- Coma devagar e desfrute do que está consumindo;
- Tenha atenção com as bebidas, elas podem aumentar muito as calorias ingeridas sem aumentar a saciedade. Tome bastante água;
- Mantenha-se ativo e siga fazendo exercícios.
HIDRATAÇÃO – O calor intenso exige hidratação constante e não é qualquer líquido que repõe o que o corpo precisa. Bebidas alcoólicas, mesmo geladas, aumentam a desidratação. A orientação é priorizar água, sucos naturais, água de coco ou isotônicos.
Adolescentes e adultos devem consumir pelo menos dois litros de água por dia, aumentando a quantidade em caso de exposição prolongada ao sol, práticas esportivas ou esforço físico.
A Sesa alerta sobre o cuidado especial com os idosos, que são mais vulneráveis à desidratação e à hipertermia. A desidratação atinge mais as pessoas acima de 50 anos, conforme levantamento da Diretoria de Gestão em Saúde, da Sesa. Dos 3.453 casos registrados neste ano (entre janeiro e setembro), 2.351, ou seja, 68% são da faixa etária a partir dos 50 anos.
A Divisão de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa recomenda:
- Ingerir líquidos com frequência (água, água de coco, sucos leves, chás e isotônicos) e evitar álcool e cafeína.
- Consumir alimentos leves, como frutas, verduras e carnes magras.
- Usar roupas claras, leves e calçados firmes; evitar chinelos para prevenir quedas; usar chapéu e óculos ao sair ao sol.
- Manter a casa ventilada e reduzir a entrada de calor nas janelas; usar ventiladores, climatizadores ou ar-condicionado quando possível.
- Praticar exercícios no início da manhã ou fim da tarde.
- Evitar sol nos horários mais quentes e aplicar filtro solar diariamente.
- Manter os alimentos refrigerados e reforçar a higiene no preparo para evitar intoxicações.
- Redobrar o uso de repelente e eliminar possíveis criadouros de mosquitos.
Sinais de alerta pela falta de hidratação:
- Boca, língua e lábios secos
- Diminuição do volume urinário
- Temperatura elevada e pulso rápido
- Dor de cabeça
- Tontura
- Náuseas
- Letargia
- Confusão mental
Em situações de emergência, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima ou ligar para o SAMU (192).
Fonte: Governo PR
Paraná
Penitenciária Central do Estado atinge 100% de coletas de DNA dos custodiados
A Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) concluíram a coleta de perfis genéticos de todas as 1.890 pessoas privadas de liberdade custodiadas na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), em Piraquara. Com o encerramento desta etapa, a PCE-US se tornou a primeira unidade do Estado a conquistar total autonomia para a realização desse procedimento.
“Este mutirão representa a continuidade do trabalho iniciado no último mês e teve como objetivo concluir 100% das coletas genéticas dos custodiados na unidade, conforme os critérios legais vigentes. A partir dessa etapa, a PCE-US passa a ser a primeira do Paraná preparada para dar continuidade às coletas de forma autônoma, com equipes capacitadas para execução do procedimento dentro da própria rotina da unidade”, destaca a chefe da Divisão de Saúde da PPPR, Viviane Cristina Serpa.
“A proposta é que esse modelo seja ampliado gradativamente para as demais unidades penais do Estado”, complementa.
A iniciativa faz parte de um esforço contínuo que já contabiliza aproximadamente 16 mil coletas realizadas no sistema prisional paranaense. O objetivo principal é ampliar a inserção de dados no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), uma ferramenta crucial para subsidiar investigações criminais, identificar autores de delitos e realizar o cruzamento de vestígios.
PADRÕES RIGOROSOS – O trabalho conjunto entre a PPPR e a PCIPR segue padrões rigorosos que garantem a qualidade e a rastreabilidade das amostras. Uma vez inseridos no banco nacional, os perfis genéticos passam por cruzamentos automáticos com vestígios coletados em cenas de crimes em todo o país. Esse processo contribui diretamente para a identificação de suspeitos, conexão entre diferentes ocorrências e para o avanço de investigações complexas, inclusive de casos antigos.
“A coleta de material para inserção no BNPG é uma ferramenta estratégica para a perícia criminal. Quanto maior a base de dados, maiores são as possibilidades de identificação de autores, de vinculação entre diferentes ocorrências e de auxílio na elucidação de crimes. O resultado alcançado pela unidade demonstra a importância da integração entre as instituições e do investimento contínuo em ciência aplicada à segurança pública”, destaca o diretor-geral da PCIPR, Ciro Pimenta.
CAPACITAÇÃO É O DIFERENCIAL – O grande diferencial do mutirão na PCE-US foi a capacitação técnica dos policiais penais. Além de coletar o material, as equipes foram preparadas para atuar de forma autônoma e como multiplicadoras desse conhecimento para outras regiões do Estado.
Para a o diretor da PCE-US, Olival Monteiro, a conquista representa um marco de eficiência e valorização da categoria. “Marcamos um ponto de virada: somos a primeira unidade do sistema a conquistar essa autonomia. Nossos próprios policiais penais agora estão capacitados para realizar as coletas com rigor técnico, preservar a cadeia de custódia e dar celeridade às investigações. Ganhamos tempo, precisão e respeito ao nosso trabalho. Cada policial penal que hoje domina a coleta poderá ser multiplicador desse conhecimento, ensinando, treinando e compartilhando com os demais policiais penais de outras unidades”, enfatiza.
Agora, o Estado avança para a consolidação desse modelo de forma permanente. O planejamento estratégico prevê a continuidade das capacitações dos servidores para que a coleta de material genético se torne um procedimento padrão e obrigatório logo no momento de ingresso de qualquer pessoa privada de liberdade no sistema prisional paranaense.
Fonte: Governo PR
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