Brasil
Ministério da Saúde consolida trajetória histórica com investimentos na Assistência Farmacêutica Básica
O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde (MS), pactuou durante a 12ª Comissão Intergestores Tripartite (CIT) a inclusão de novo município e atualizou a população do Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF). Repasses históricos para estados e municípios vem ocorrendo, consolidando, assim, uma trajetória contínua de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) e reforçando o princípio da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
A ampliação contínua do financiamento do CBAF reflete a atuação estratégica da atual gestão, que recoloca a Assistência Farmacêutica como elemento central da soberania e da garantia do direito à saúde no Brasil. Para 2026, o repasse federal deve alcançar o montante global de R$ 1,78 bilhão, representando um acréscimo de aproximadamente R$ 80 milhões em relação a 2025.
Para chegar a essa cifra, foi considerada a atualização da base populacional, que aponta crescimento aproximado de 9,5 milhões de habitantes, conforme a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizada em dezembro de 2024. Os valores per capita são conforme Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e vão de R$ 8,02 a R$ 9,05.
Os municípios que apresentaram perda populacional não vão sofrer redução, mantendo o patamar de financiamento aplicado em 2025. Além disso, a partir do ano que vem, a cidade de Boa Esperança do Norte, no Mato Grosso, também passa a fazer parte da Assistência Farmacêutica Básica.
O CBAF é um dos pilares do SUS pois assegura o acesso da população a medicamentos e insumos essenciais para tratamentos de doenças como hipertensão, diabetes, asma e infecções agudas. Os recursos financiam a aquisição dos itens da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), que reúne 388 medicamentos e 21 insumos utilizados diariamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Expansão do financiamento
Entre 2019 e 2022, o financiamento federal da Assistência Farmacêutica Básica ficou praticamente estagnado, com repasses anuais em torno de R$ 1,25 bilhão. Só a partir de 2023 que esse quadro começou a ser revertido, quando foi promovida uma retomada consistente do aporte, colocando o acesso a medicamentos essenciais como prioridade estratégica da política de saúde pública.
Em 2024, o orçamento do CBAF alcançou a marca de R$ 1,8 bilhão, representando um aumento superior a 44% em relação ao ano anterior. O aporte incluiu R$ 312 milhões em recursos incrementais, um dos maiores reforços já realizados pelo Ministério da Saúde, ampliando a regularidade no abastecimento de medicamentos nas UBS e fortalecendo os serviços farmacêuticos da APS, além do incremento excepcional à Amazônia Legal (R$ 13 milhões) e às emergências públicas no estado do Rio Grande do Sul (R$ 25 milhões). Em 2025, a trajetória de crescimento superou R$ 1,7 bilhão no repasse ordinário, com incremento superior a R$ 200 milhões em relação ao ano anterior, consolidando a ampliação do acesso da população aos medicamentos essenciais. Somados, os recursos federais destinados ao CBAF, entre 2023 e 2025, alcançaram R$ 4,76 bilhões.
Para Rafael Poloni, Coordenador-Geral de Assistência Farmacêutica Básica, a pasta da Saúde está consolidando a maior trajetória de crescimento da história da Assistência Farmacêutica e é preciso reafirmar que assegurar o acesso a medicamentos essenciais não pode ser apenas uma ação administrativa, mas uma decisão estratégica de Estado, voltada à proteção da população e ao fortalecimento SUS. “O aumento de recursos tem traduzido em benefícios concretos para a população ao fortalecer as farmácias públicas. Foi possível ampliar a disponibilidade de medicamentos nas UBS, melhorar a adesão aos tratamentos, contribuir de maneira efetiva para a prevenção de complicações e para a redução de internações evitáveis”, afirma Rafael Poloni.
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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