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Implantação de novo sistema fortalecerá a gestão de condicionantes hidráulicos no Brasil

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Sob coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil deve avançar no fortalecimento da gestão dos condicionantes hidráulicos das usinas hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional (SIN) com a implantação de um novo sistema voltado à segurança hídrica e energética do País. A iniciativa integra o Plano de Recuperação de Reservatórios de Regularização (PRR) e prevê o desenvolvimento do Sistema de Gestão de Condicionantes Operativos Hidráulicos (SGCOPHI).

A ferramenta tem como objetivo aperfeiçoar a base de dados sobre as limitações hidráulicas das usinas hidrelétricas, incorporando soluções tecnológicas que tornem mais ágil o acesso às informações e apoiem a tomada de decisão no planejamento, na programação e na operação em tempo real do sistema elétrico. O sistema também permitirá o registro estruturado de regras e requisitos associados aos usos múltiplos da água em diferentes bacias hidrográficas.

O desenvolvimento e a implementação do SGCOPHI são objeto de acordo de cooperação técnica firmado entre o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a AXIA Energia, com investimento aproximado de R$ 9,2 milhões, viabilizado com recursos garantidos pelo Governo do Brasil. A nova ferramenta, sob gestão do ONS, deverá estar disponível no início de 2028.

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A parceria foi intermediada pelo MME, que atua como instância central de articulação entre os agentes setoriais e coordena as ações do PRR, assegurando o alinhamento da iniciativa aos objetivos de segurança hídrica, segurança energética e aprimoramento da governança dos usos múltiplos da água no País.

O SGCOPHI está previsto como a ação de curto prazo CP9 do PRR, plano desenvolvido sob coordenação do MME e voltado à promoção da segurança hídrica e energética nacional, por meio da recuperação e do uso mais eficiente dos reservatórios de regularização.

Conforme estabelece a Lei nº 14.182/2021, cabe à AXIA Energia o repasse anual de recursos para os Programas de Revitalização de Recursos Hídricos, além da execução das ações aprovadas. A seleção das iniciativas é realizada pelo Comitê Gestor coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), com foco em ações que contribuam para a recarga das vazões afluentes e ampliem a flexibilidade operativa dos reservatórios, sem prejuízo ao uso prioritário e aos usos múltiplos da água. Os investimentos integram o Eixo Água Para Todos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

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Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Semiárido amplia a capacidade de pesquisa em energias renováveis

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O Semiárido brasileiro ganha, nesta sexta-feira (19), uma nova estrutura voltada à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e a inovação em energias renováveis com a inauguração do Centro de Tecnologia em Energias Renováveis do Semiárido (CTERSA), no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), na Paraíba. 

Com investimento de R$ 34 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o novo centro chega para fortalecer a pesquisa e a inovação em energia renováveis do Semiárido. O centro reunirá pesquisadores, empresas e instituições públicas no desenvolvimento de tecnologias voltadas à transição energética e ao desenvolvimento sustentável da região. 

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que participou da inauguração, afirmou que o novo centro representa um passo importante para consolidar o papel do Semiárido na agenda da transição energética brasileira. “A inauguração do CTERSA representa um marco para a ciência e a inovação no Semiárido brasileiro. O centro nasce para conectar pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e setor produtivo, ampliando a capacidade do país de gerar soluções em energias renováveis adaptadas às condições da região e contribuindo para uma transição energética que também promova desenvolvimento regional, inclusão produtiva e sustentabilidade”, destacou. 

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O complexo conta com uma estrutura de 2.205 m², distribuída entre áreas administrativas e laboratórios especializados. O espaço atuará em cinco frentes estratégicas: energia solar, energia eólica, biomassa, biocombustíveis e hidrogênio de baixa emissão de carbono, além de desenvolver pesquisas em temas como dessalinização, automação de processos, economia circular, captura de carbono e gestão inteligente de energia.  

Segundo o diretor do InsaEtham Barbosa, o novo centro atuará como um hub de inovação voltado às energias renováveis. “O CTERSA foi criado para conectar conhecimento, pesquisa e inovação. Nossa proposta é fazer do centro um hub capaz de aproximar diferentes atores do ecossistema científico e tecnológico, acelerando o desenvolvimento de soluções para os desafios das energias renováveis no Semiárido”, destacou. 

O CTERSA integra uma estratégia mais ampla do MCTI para consolidar o Semiárido como polo de inovação em energias renováveis. Entre as iniciativas associadas ao centro está a Agenda Estratégica para 2032, construída a partir de estudos técnicos que identificaram desafios e oportunidades para o setor energético regional e definiram mais de 300 ações voltadas ao desenvolvimento da energia solar, eólica, biomassa e hidrogênio de baixo carbono.   

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O centro também abriga ações do Programa Vértice, iniciativa voltada à aceleração de deeptechs em energias renováveis. O programa apoia projetos dos 11 estados do Semiárido, iniciativa que busca aproximar instituições de pesquisa e setor produtivo por meio do desenvolvimento de soluções para desafios tecnológicos apresentados por indústrias parceiras. 

Investimento na Paraíba 

Entre 2023 e 2025, o MCTI destinou mais de R$ 513 milhões para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Paraíba. O valor é quase três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022, período em que os investimentos somaram R$174 milhões. Os recursos têm fortalecido as pesquisas cientificas do Estado e apoiado iniciativas em áreas como energia renováveis, computação quântica e inovação industrial. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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