Paraná
Estado reforça combate ao racismo e estimula ações de igualdade racial nos municípios
O Paraná consolidou em 2025 avanços significativos na promoção da igualdade racial, fortalecendo políticas públicas e ampliando o diálogo com comunidades tradicionais. Foram implementadas ações inéditas de enfrentamento ao racismo. Ao longo do ano, o Governo do Estado desenvolveu iniciativas que vão desde o combate direto a violações até programas de apoio a municípios, ações de valorização cultural e expansão da participação social.
Uma das ações de destaque da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) foi o anúncio do primeiro repasse fundo a fundo do Brasil para ações de igualdade racial. Na fase inicial, em novembro, o Governo do Paraná repassou R$ 2,4 milhões a 39 municípios, com recursos do Fundo Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Fundeppir).
Os valores, proporcionais à população negra de cada cidade, poderão ser usados em ações nas áreas de saúde, educação, cultura, assistência social e segurança para áreas de igualdade racial e grupos racializados (pessoas negras, indígenas, ciganas, entre outros).
Também em novembro, o Estado lançou o programa Municípios Antirracistas – Selo Diversidade e Paraná Plural, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Paraná e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), para orientar e certificar cidades que implementarem políticas contínuas de combate ao racismo. O objetivo é criar uma rede estadual de cidades comprometidas com a redução de desigualdades históricas, promover o fortalecimento da coesão social e o incentivo a ambientes mais inclusivos.
Fruto da articulação com a Semipi, a Defensoria Pública encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que garante atendimento jurídico gratuito, sem necessidade de cadastro no CadÚnico, e especializado para vítimas de racismo e injúria racial. A proposta é a criação de uma coordenadoria específica na Defensoria, a integração direta com um canal de atendimento exclusivo e o desenvolvimento de um processo apoiado por inteligência artificial para automatizar orientações, esclarecimento de dúvidas e recebimento de denúncias.
PROCESSOS PARTICIPATIVOS – Em março, o Paraná sediou o 1º Seminário Estadual de Políticas Públicas de Combate ao Racismo. O evento aconteceu no Teatro Guaíra e celebrou o Dia Nacional das Tradições de Matrizes Africanas e o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, reunindo lideranças religiosas, gestores públicos e movimentos sociais.
Com foco na participação social, o Estado apoiou os municípios na realização das Conferências Municipais de Promoção da Igualdade Racial, promovendo uma série de lives para orientar gestores, movimentos sociais e conselhos. O processo preparou o caminho para a IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, realizada em julho, em Foz do Iguaçu.
O encontro reuniu cerca de 400 participantes e consolidou propostas prioritárias para os próximos anos, como combate à injúria racial, fortalecimento da liberdade religiosa, reconhecimento de territórios tradicionais e inclusão educacional.
AVANÇO DE PLANOS – A partir das contribuições dessas etapas, avançou-se também na construção do Plano Estadual de Igualdade Racial e do Plano Indígena e do Plano de Povos e Comunidades Tradicionais, garantindo que as deliberações das conferências se transformem em ações concretas de políticas públicas.
O diálogo com povos tradicionais foi fortalecido com a primeira reunião descentralizada do Conselho Estadual dos Povos Indígenas (Cepi/PR), realizada na Terra Indígena São Jerônimo da Serra. O encontro contou com representantes Kaingang, Guarani e Xetá e marcou a aproximação do Estado às comunidades, atendendo a reivindicações antigas por participação efetiva na formulação das políticas públicas.
Além disso, o Governo do Estado ampliou as ações de valorização e respeito às tradições com a participação no III Seminário Cultural dos Povos de Terreiro. Também foi firmada parceria com a Defensoria Pública para a criação de materiais educativos voltados ao enfrentamento ao racismo religioso, fortalecendo a garantia de direitos e a proteção às comunidades tradicionais.
Fonte: Governo PR
Paraná
Polícia Civil do Paraná realiza primeiro curso de imobilizador tático policial do Brasil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou neste mês de abril o primeiro curso de imobilizador tático policial do Brasil para Polícia Judiciária. A formação, que teve foco em técnicas de imobilização e emprego de algemas, contou com a participação de 21 agentes de diferentes instituições de segurança pública do País. O curso foi promovido pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) e a Escola Superior da Polícia Civil do Paraná (ESPC).
Segundo o delegado-chefe do Tigre, Thiago Teixeira, a capacitação teve como objetivo padronizar e profissionalizar o uso de algemas, além de estabelecer a adequação técnica da função de imobilizador tático na célula tático policial.
Ele explicou que esta é a primeira iniciativa do país realizada no âmbito da Polícia Civil com esse modelo de instrução, voltado à realidade operacional da Polícia Judiciária. “A proposta é ampliar a aplicação da função dentro da Polícia Civil, de modo que, no cumprimento de mandados, haja sempre um policial designado como imobilizador tático, responsável pela execução técnica da contenção durante as operações”, diz.
O curso reuniu integrantes da Polícia Civil do Paraná, Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Civil de Goiás, Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal, Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal e Serviço de Operações Especiais da Polícia Penal do Paraná.
As instruções foram ministradas por policiais do Tigre, da PCPR, e do Grupo de Intervenção Rápida da Polícia Penal de São Paulo, com foco na aplicação técnica de procedimentos de algemação, na padronização operacional e na atuação do imobilizador tático dentro da célula policial.
Os participantes receberam formação para atuar como multiplicadores da técnica base de algemação, o que permite a disseminação do conteúdo em delegacias, unidades operacionais e instituições de segurança pública de diferentes estados.
A iniciativa estabelece um modelo de padronização técnica que amplia o alcance dos procedimentos operacionais para além da corporação paranaense, permitindo a expansão para outras forças de segurança pública no país.
“A realização do curso representa a primeira formação deste tipo no âmbito da Polícia Judiciária brasileira e estabelece uma referência para a qualificação técnica de procedimentos ligados à imobilização e algemação em operações policiais”, explica o delegado.
Ele ressaltou, ainda, que a padronização desses procedimentos busca ampliar a segurança do policial durante abordagens, fortalecer a base técnica das ações operacionais e assegurar respaldo jurídico na execução das atividades.
Fonte: Governo PR
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