Brasil
Portas de acesso aos Lençóis e à Serra da Capivara, aeroportos do MA e PI receberão R$ 133 em investimentos
Dois dos principais destinos de ecoturismo e patrimônio histórico do Brasil estão prestes a ganhar uma nova dinâmica de conectividade. Os aeroportos de Barreirinhas (MA), porta de entrada para os Lençóis Maranhenses, e de São Raimundo Nonato (PI), acesso à Serra da Capivara, passarão por uma transformação estrutural para receber voos comerciais regulares.
Arrematados no leilão do programa AmpliAR pela concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU Airport), os terminais receberão, juntos, R$ 113,6 milhões em investimentos. O objetivo é preparar esses aeroportos para receber voos que tragam turistas do Brasil e do mundo direto para as belezas naturais do Nordeste.
“O Brasil tem nos Lençóis Maranhenses e na Serra da Capivara dois dos maiores tesouros naturais do planeta. O nosso papel é garantir infraestrutura para que turistas do Brasil e de todo o mundo possam chegar a esses destinos com rapidez, conforto e segurança. Ao preparar esses aeroportos para receber voos comerciais regulares, estamos encurtando distâncias e colocando o interior do Nordeste na rota do turismo global”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
“Estamos encurtando distâncias e colocando o interior do Nordeste na rota do turismo global” Silvio Costa Filho
Barreirinhas
Localizado a poucos quilômetros do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Aeroporto de Barreirinhas (MA) é estratégico para o turismo de experiência, mas atualmente não opera voos regulares. Com a concessão, estão previstos investimentos de R$ 58,1 milhões para mudar esse cenário.

- Aeroporto de Barreirinhas
O projeto prevê a ampliação da pista de pouso e decolagem e o reforço do pavimento para que o terminal possa receber aeronaves a jato (código 3C). Além disso, serão ampliados o pátio de aeronaves e o terminal de passageiros. A modernização permitirá que turistas desembarquem direto na região, impulsionando a rede hoteleira e de serviços de uma cidade de 60 mil habitantes, que vive do turismo, da agricultura e da criação de peixes e frutos do mar.
São Raimundo Nonato
No Piauí, o Aeroporto Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, serve como base para quem visita a maior concentração de sítios pré-históricos das Américas, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

- Aeroporto Serra da Capivara
Para fortalecer esse polo, estão previstos R$ 55,5 milhões em melhorias. As obras incluem a ampliação do pátio de aeronaves, a reforma do terminal de passageiros e a construção de áreas de segurança nas cabeceiras da pista (RESA).
O aeroporto é considerado um hub de integração regional, conectando quatro estados (Piauí, Bahia, Pernambuco e Maranhão). Com a nova gestão e as adequações de segurança, a expectativa é aumentar o fluxo de visitantes e consolidar a rota do turismo arqueológico no Brasil.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Cotas da tainha são essenciais para sustentabilidade, produtividade e futuro da pesca em regiões do Brasil
A pesca da tainha (Mugil liza) é uma das atividades mais tradicionais do litoral Sul e Sudeste do país, principalmente em Santa Catarina. Mais do que uma safra, ela representa cultura, identidade, renda e alimento para milhares de famílias que vivem da pesca artesanal e também movimenta uma cadeia produtiva importante.
Para que essa atividade continue existindo, com segurança para os trabalhadores e equilíbrio para o recurso pesqueiro, o Governo do Brasil, por meio de um trabalho em conjunto dos Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), adota o sistema de cotas de captura da tainha, uma medida de ordenamento que une ciência, monitoramento, fiscalização e diálogo com o setor.
Saiba mais sobre as cotas da tainha no FAQ.
As cotas existem para garantir que a tainha continue disponível nos próximos anos, protegendo a espécie e a própria atividade pesqueira. A safra ocorre justamente durante a migração reprodutiva da tainha, momento em que os cardumes se deslocam pelo litoral e ficam mais disponíveis à captura pelas comunidades costeiras, principalmente para a pesca artesanal. Por isso, estabelecer limites seguros é essencial para evitar a sobrepesca e permitir que o estoque se mantenha ou se recupere ao longo do tempo.
O sistema de cotas foi implementado em 2019, depois de anos de discussão técnica sobre a necessidade de proteger o estoque da espécie. Desde então, o modelo vem sendo aprimorado, incorporando ano a ano as modalidades de pesca, desde a industrial até a artesanal. O Governo do Brasil fortaleceu o acompanhamento da safra, ampliou a participação social, consolidou o Grupo de Trabalho da Tainha e passou a utilizar ferramentas de monitoramento em tempo real, como painéis de acompanhamento da captura por modalidade. A definição das cotas considera avaliações de estoque, dados de produção, registros de captura, informações do setor e discussões com pescadores, governos estaduais, pesquisadores, cientistas e representantes das diferentes modalidades.
As cotas ajudam a equilibrar a pesca industrial e a pesca artesanal, organizam o acesso ao recurso, reduzem conflitos e dão mais previsibilidade para quem vive da atividade. Também contribuem para a recuperação do estoque pesqueiro e para a manutenção da tainha fora da lista de espécies ameaçadas de extinção.
Outro ponto importante é que o encerramento da captura quando o limite é atingido não é algo novo, pois a própria norma que estabelece as regras da safra prevê o bloqueio da atividade ao alcançar os percentuais definidos para cada modalidade. Esse procedimento já foi adotado em anos anteriores e faz parte da lógica do sistema: quando as capturas atingem os percentuais previstos em relação à cota , ela precisa ser interrompida para evitar a extrapolação e garantir que o ordenamento tenha efeito real.
Em 2026, o Governo do Brasil estabeleceu um limite total de captura superior ao do ano anterior, com aumento aproximado de 20% para todas as modalidades, a partir da avaliação de estoque mais recente. Isso mostra que a política de cotas não é uma política de restrição permanente, mas, sim, de gestão responsável. Quando os dados técnicos indicam possibilidade de ampliação, as cotas podem ser revistas, desde que haja fundamento técnico e respeito aos limites sustentáveis. Quando o monitoramento aponta risco de ultrapassagem, a captura precisa ser encerrada.
Foi justamente com essa lógica que o Governo do Brasil também analisou a situação específica da pesca de arrasto de praia em Santa Catarina. A partir dos relatos do setor, dos dados de monitoramento e da avaliação técnica de que a tainha não havia chegado a determinadas regiões por causa das condições oceanográficas, o MPA e o MMA avaliaram os dados históricos de produção e ampliaram a cota da modalidade em 430 toneladas.
A política de cotas também não é exclusiva da tainha. O Governo do Brasil utiliza medidas semelhantes em outras pescarias relevantes, como a da lagosta e dos atuns, que também contam com limite máximo de captura, monitoramento e regras de controle. Trata-se de uma estratégia moderna de gestão pesqueira, adotada para conciliar produção, conservação e segurança econômica para os trabalhadores.
No caso da tainha, os resultados mostram que o ordenamento é parte da solução. Ao manter a captura dentro de limites sustentáveis, o país protege o estoque, evita o colapso da pescaria e cria condições para que a atividade siga gerando renda, alimento e desenvolvimento.
A atuação do Governo do Brasil, portanto, é uma política que reconhece a importância cultural da atividade, valoriza os pescadores artesanais, organiza a participação da indústria e protege o recurso pesqueiro para que os pescadores continuem vivendo essa tradição nos próximos anos.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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