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PIB da cadeia da soja e do biodiesel tem nova revisão positiva e cresce mais de 11% em 2025, aponta Cepea/Abiove

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Agroindústria impulsiona crescimento do PIB da soja e do biodiesel

Com o avanço da agroindústria no terceiro trimestre de 2025, o PIB da cadeia da soja e do biodiesel passou por nova revisão positiva, podendo crescer 11,66% ao longo do ano, segundo estudo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, ESALQ/USP) em parceria com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).

No segmento de esmagamento da soja, os resultados acompanharam a melhora das perspectivas anuais da Abiove, enquanto o biodiesel registrou crescimento impulsionado pela aceleração da produção no terceiro trimestre e pela entrada do B15 em agosto, expandindo a demanda doméstica pelo combustível renovável.

Atualmente, o PIB da cadeia produtiva representa 23% do PIB do agronegócio e 5,7% do PIB nacional, reforçando a importância econômica do setor.

Renda da cadeia cresce, mas efeito base impacta preços

Apesar do crescimento do PIB, os preços relativos na cadeia sofreram impacto negativo no terceiro trimestre. Entre janeiro e setembro de 2025, os preços recuaram 7,27% em comparação ao mesmo período de 2024, devido a efeitos de base provocados por fortes altas no ano anterior.

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Com isso, a estimativa de crescimento da renda da cadeia foi revisada para 3,54%, revertendo a sequência de três anos de queda. O estudo destaca que, mesmo com essa redução, a expansão dos volumes produzidos garante aumento na geração de valor, e cada tonelada de soja processada gera 4,2 vezes mais PIB do que a soja exportada diretamente.

Mercado de trabalho aquece com expansão em agrosserviços e insumos

O setor também se destaca no mercado de trabalho, com 2,39 milhões de pessoas ocupadas na cadeia da soja e do biodiesel no terceiro trimestre de 2025, aumento de 7,15% em relação a 2024. Isso corresponde a 2,34% da economia brasileira e 10,35% do agronegócio.

O crescimento das ocupações ocorreu principalmente em agrosserviços (+12,08%) e no setor de insumos agrícolas (+7,09%), impulsionado pela maior área cultivada e pelo uso crescente de tecnologia.

Em contrapartida, houve redução de empregos dentro da porteira e nas indústrias de soja, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde a quebra de safra levou à queda de 26,6 mil empregos. Na agroindústria, o segmento de biodiesel registrou leve aumento de vagas, mas não compensou as perdas no esmagamento e na produção de rações.

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Exportações registram avanço expressivo

As exportações brasileiras da cadeia da soja e do biodiesel totalizaram 35,54 milhões de toneladas no terceiro trimestre de 2025, crescimento de 11,78% em relação ao mesmo período de 2024. A receita obtida com esses embarques atingiu US$ 14,5 bilhões, alta de 4,47%, refletindo menores preços médios frente ao aumento dos volumes.

O crescimento das exportações de soja em grão foi liderado por China e Sudeste Asiático, enquanto o farelo de soja teve aumento da demanda principalmente na União Europeia e Leste Asiático. Já o óleo de soja teve queda nos volumes exportados devido à forte demanda interna, com redução de embarques para China e outros destinos.

Para 2025/26, projeta-se redução na disponibilidade global de soja, o que pode alterar a tendência de preços e volumes no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa realiza força-tarefa e identifica irregularidades em arroz e feijão no estado de São Paulo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) da Secretaria de Defesa Agropecuária, realizou uma força-tarefa de fiscalização em estabelecimentos de beneficiamento e empacotamento de arroz, feijão e outros cereais no estado de São Paulo.

As ações ocorreram nos municípios de Itu, Sorocaba, Campinas, Rio Claro, Cerquilho e Elias Fausto, com foco na verificação da qualidade, da rastreabilidade e da conformidade dos produtos com a legislação vigente.

Durante as fiscalizações, os auditores fiscais federais agropecuários verificaram a documentação dos estabelecimentos, a comprovação da origem dos produtos, as condições das instalações e os processos produtivos adotados pelas empresas.

Em Itu, Campinas e Sorocaba, a equipe apreendeu aproximadamente 30 mil quilos de feijão sem comprovação de origem e com indícios de falhas na rastreabilidade. Parte dos produtos apresentava, ainda, a presença de insetos vivos, caracterizando desconformidade com os padrões exigidos para comercialização.

Nas fiscalizações realizadas em Rio Claro, Elias Fausto e Cerquilho, foram inspecionados 139,1 mil quilos de arroz. A operação resultou na apreensão e inutilização de 24 bobinas de embalagens, além da apreensão de 6 mil quilos de arroz em um estabelecimento que não possuía registro junto ao Mapa para a atividade de empacotamento.

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A fiscalização constatou, ainda, que os produtos não passavam pelo processo obrigatório de classificação antes da embalagem, o que impossibilitava a identificação de sua qualidade. Em razão das irregularidades verificadas, uma empresa teve a produção suspensa cautelarmente.

Ao longo da operação, também foram coletadas 20 amostras de produtos nacionais e importados no âmbito dos programas oficiais de fiscalização da identidade e qualidade e de monitoramento de resíduos e contaminantes. As amostras serão submetidas a análises laboratoriais para verificar a conformidade com os padrões estabelecidos pela legislação brasileira.

A ação reforça a atuação do Mapa na fiscalização de produtos vegetais, contribuindo para a proteção dos consumidores, a garantia da qualidade dos alimentos comercializados e a promoção da concorrência leal entre os estabelecimentos que atuam em conformidade com a legislação.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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