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Encontro Nacional de Inteligência de Segurança Pública reúne líderes e especialistas de todo o País

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Brasília, 05/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, de 1º a 3 de dezembro, o Encontro Nacional dos Chefes de Organismos de Inteligência de Segurança Pública (Enchoi) 2025, na capital federal. O objetivo do evento foi estimular reflexões sobre as mudanças recentes na segurança pública e sobre os novos desafios que afetam o trabalho das Agências de Inteligência de Segurança Pública (AISPs).

O encontro, sediado no auditório da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), reuniu autoridades, dirigentes e especialistas de todo o Brasil e marcou a retomada de um importante espaço estratégico de articulação e governança do setor. A última edição havia ocorrido em 2018.

O diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do MJSP, Rodney da Silva, afirmou que o Enchoi representa um ponto decisivo para fortalecer a atuação integrada no País.

Segundo ele, ao reunir especialistas e lideranças de todas as regiões, a iniciativa permite alinhar diretrizes estratégicas que modernizam as práticas, ampliam a capacidade de resposta das agências e reforçam a governança do Sistema de Inteligência de Segurança Pública.

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“A partir das propostas construídas de forma conjunta, avançamos para uma inteligência mais tecnológica, padronizada e colaborativa — pilares essenciais para enfrentar, com eficiência e responsabilidade, os desafios complexos que afetam a segurança pública no Brasil”, acrescentou Rodney da Silva.

Integração e cooperação entre as instituições

O Enchoi busca fortalecer a integração entre as instituições que compõem o Sistema de Inteligência de Segurança Pública (Sisp), incentivar a troca de conhecimentos e alinhar diretrizes para uma atuação mais eficiente, tecnológica e orientada por evidências.

As discussões incluíram temas como o avanço do crime organizado transnacional, as ameaças cibernéticas, a proteção de infraestruturas críticas e o impacto de tecnologias disruptivas nas atividades de inteligência.

As perspectivas apresentadas ao longo do encontro indicam o desenvolvimento de uma inteligência mais moderna, padronizada e conectada, sustentada por parcerias institucionais, grupos permanentes de trabalho e investimentos em formação continuada.

A reunião enfatizou a necessidade de aperfeiçoar metodologias, ampliar o uso de ferramentas avançadas e consolidar práticas de governança que sustentem respostas mais ágeis e integradas em todo o território nacional.

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Os resultados serão aplicados por meio da implementação das propostas construídas de forma coletiva, que passam a orientar ações estratégicas da Senasp e das demais instâncias do Sisp.

Essas diretrizes servirão de base para o planejamento e o aprimoramento das políticas de inteligência, reforçando a atuação coordenada das agências brasileiras e consolidando o Enchoi como um espaço essencial de integração, debate e construção de soluções para uma inteligência pública mais eficaz, inovadora e colaborativa.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil completa 10 anos sem raiva humana transmitida por cães e reforça vacinação antirrábica na fronteira

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O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Para reforçar a prevenção e o controle da doença, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (22) a abertura simultânea da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira, com mobilizações no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia, reunindo representantes do Brasil, da Bolívia e do Peru.

Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais para as ações de vacinação nos três municípios brasileiros, além de apoiar atividades na Bolívia e no Peru. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras, utilizados para garantir a conservação adequada das vacinas e a segurança dos profissionais e dos animais.

“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Francisco Edilson Ferreira.

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CIRCULAÇÃO DO VÍRUS

Apesar de o país não registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes caninas há uma década, o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas.

O cenário reforça a importância de manter a vacinação de cães e gatos, a vigilância de animais suspeitos e, principalmente, a procura rápida por atendimento de saúde após situações de risco.

Entre 2016 e 2026, foram confirmados 37 casos de raiva humana no Brasil, todos associados a variantes silvestres. Os morcegos estiveram envolvidos em 22 casos. Também houve registros relacionados a primatas (7), felinos infectados com variante de morcego (4), raposas (2), cão infectado com variante de morcego (1) e bovino infectado com variante de morcego (1).

TRATAMENTO NO SUS

A raiva é uma doença viral grave, com alta taxa de letalidade o início dos sintomas. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com a saliva de mamíferos, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo que o ferimento pareça pequeno.

Após avaliação, o profissional de saúde indicará, quando necessário, a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e soro ou imunoglobulina. Também é importante evitar o contato com morcegos e outros animais silvestres encontrados mortos ou com comportamento incomum. A profilaxia antirrábica humana é oferecida gratuitamente pelo 

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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