Agro
SindArroz-SC critica falta de ações do Ministério da Agricultura para enfrentar crise do arroz
O Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) participou nesta quarta-feira (3) de uma reunião no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos Júnior, para debater a grave crise que afeta o setor do arroz no Brasil.
A agenda foi articulada pela deputada federal Geovânia de Sá e contou com a presença de diversas lideranças políticas e setoriais, incluindo o senador Espiridião Amin, os deputados federais Luiz Fernando Vampiro e Rafael Pezenti, além do secretário de Estado da Agricultura de Santa Catarina, Carlos Chiodini, cooperativas e empresas do setor.
Apesar da relevância do encontro, o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, avaliou a reunião como profundamente frustrante.
“O Governo Federal ignorou a gravidade do momento e não apresentou nenhuma proposta nova. Limitou-se a repetir medidas já conhecidas, que não surtiram efeito. A ausência de ações concretas nos leva a crer que o governo está confortável com o desmonte silencioso do setor”, declarou Rampinelli.
Prejuízos e queda nos preços ameaçam operação das indústrias
As indústrias de arroz enfrentam forte queda nos preços e prejuízos acumulados, o que coloca em risco a manutenção das operações. Rampinelli alerta que, sem resultados econômicos consistentes, torna-se inviável sustentar empregos e infraestrutura.
“Os ativos das empresas exigem manutenção constante. Temos tentado evitar demissões, mas o ponto de equilíbrio está se tornando inviável”, afirmou.
Incentivo ao consumo não substitui medidas emergenciais
O SindArroz-SC participa de uma campanha nacional para incentivo ao consumo de arroz, em parceria com Abiarroz e IRGA. No entanto, a entidade reforça que ações estruturantes de longo prazo não substituem respostas emergenciais do governo.
“Estamos propondo caminhos e pedindo apoio para atravessar este momento crítico. O mínimo esperado era uma sinalização efetiva de diálogo e ação por parte do governo”, acrescentou Rampinelli.
Compromisso com a cadeia produtiva e defesa do setor
Rampinelli reafirmou o compromisso do sindicato com a defesa das indústrias catarinenses e com o fortalecimento da cadeia orizícola nacional, que envolve milhares de agricultores.
“Continuaremos cobrando respostas à altura da crise e promovendo articulações institucionais que tragam soluções reais para quem transforma o arroz em alimento, emprego e desenvolvimento para o Brasil”, concluiu.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil e China reforçam parceria estratégica e avançam em protocolo para exportação de miúdos suínos
Em Pequim, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e a delegação brasileira participaram de reunião bilateral com a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun, e sua equipe. O encontro, realizado nesta terça-feira (19), deu continuidade à agenda da missão brasileira à China e teve como foco o fortalecimento do comércio agropecuário bilateral, a cooperação sanitária e a ampliação do intercâmbio entre os dois países.
Na ocasião, o ministro André de Paula destacou a parceria entre Brasil e China, que gera benefícios para ambos os países. “O Brasil segue comprometido em atuar como fornecedor confiável de alimentos seguros, de alta qualidade e competitivos para a China, produzidos sob rigorosos padrões sanitários e ambientais. Ao mesmo tempo, reconhecemos a China como parceira estratégica fundamental para o agronegócio brasileiro, inclusive no fornecimento de insumos essenciais à nossa produção agrícola”, afirmou.
A ministra Sun Meijun ressaltou o trabalho conjunto desenvolvido nos últimos anos entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a GACC. “É sempre um grande prazer receber amigos vindos de longe. Hoje contamos com a presença dos departamentos relevantes nesta reunião fraterna. O nosso comércio agroalimentar representa uma parcela importante do intercâmbio bilateral. Em 2025, a China importou US$ 51,4 bilhões em produtos agrícolas do Brasil, o que corresponde a cerca de 50% do comércio total entre os dois países”, declarou.
A ministra acrescentou que, apesar da forte indústria agrícola chinesa, o país possui um mercado de enorme potencial e permanece aberto à importação de produtos estrangeiros de qualidade. Ela relembrou ainda os acordos e iniciativas firmados durante as visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, entre eles protocolos fitossanitários para ampliação das exportações de carne de aves, farelo de amendoim e derivados do etanol de milho, além de memorandos de cooperação em agricultura familiar e mecanização agrícola.
Durante a reunião, Mapa e GACC avançaram nos entendimentos técnicos sobre os requisitos sanitários e quarentenários para a exportação de carne suína e subprodutos do Brasil para a China. O ministro André de Paula e a ministra Sun Meijun confirmaram os termos técnicos do protocolo revisado, cuja formalização deverá ocorrer em momento oportuno.
Após a formalização do protocolo, o Mapa poderá orientar as empresas brasileiras na realização dos preparativos técnicos necessários, enquanto a GACC dará continuidade aos procedimentos internos para viabilizar o comércio.
Ao encerrar o encontro, o ministro André de Paula agradeceu à contraparte chinesa. “Permita-me registrar o apreço e a satisfação do Governo brasileiro pelos avanços registrados hoje no protocolo revisado para carne suína, com inclusão de miúdos suínos. Trata-se de um resultado positivo do diálogo técnico e da cooperação construídos entre nossas instituições ao longo dos últimos anos. Esse avanço representa uma importante conquista sanitária e comercial para ambos os países e reflete o elevado nível de confiança e cooperação entre Brasil e China”.
O avanço nas tratativas do protocolo de carne suína reforça a cooperação técnico-sanitária entre Mapa e GACC e consolida a China como principal parceira do agronegócio brasileiro.
Durante a agenda, também foram tratados outros temas de interesse das partes. Na ocasião, foi anunciado o retorno de três estabelecimentos brasileiros de carne bovina que estavam suspensos, além do início, no próximo mês, da certificação eletrônica para produtos cárneos.
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