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Agro

Koppert e Tereos substituem 50% do controle químico por soluções biológicas em áreas de cana-de-açúcar

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A Koppert Brasil e a Tereos, uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e energia do país, alcançaram um marco importante rumo à sustentabilidade agrícola: 50% da área de controle químico nas lavouras de cana-de-açúcar da Tereos foi substituída por soluções biológicas. O resultado reflete o sucesso da parceria firmada entre as empresas há um ano e que já se tornou referência internacional.

Parceria apresentada na COP30 destaca descarbonização no campo

Os resultados foram apresentados como case de sucesso na COP30, durante um painel voltado à descarbonização na agricultura, e projetam expansão acelerada das práticas biológicas para novas unidades produtivas da Tereos.

O destaque do projeto foi o uso do Terranem® (Steinernema carpocapsae), um agente biológico à base de nematoides benéficos desenvolvido pela Koppert. O produto mostrou alta eficiência no controle de pragas-chave da cana-de-açúcar, com desempenho superior em sustentabilidade e eficácia operacional.

Resultados rápidos impulsionam confiança e expansão

Segundo Vinícius Lopes, gerente comercial da divisão Cana-de-Açúcar da Koppert e líder do projeto, o primeiro ano superou as expectativas.

“A velocidade com que os resultados apareceram, aliada às adaptações operacionais e de equipe concluídas em tempo recorde, nos deixa muito satisfeitos. Temos tudo para expandir a área de uso devido à confiança que esse trabalho trouxe para a tomada de decisão”, afirmou.

A implementação demandou adaptação de processos e capacitação intensiva das equipes, considerando a amplitude territorial das operações da Tereos, que se estendem por diversos municípios. A assistência técnica e o trabalho de extensão rural da Koppert foram determinantes para o sucesso da adoção dos bioinsumos em larga escala.

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Impacto positivo para produtores parceiros e meio ambiente

Além das unidades próprias da Tereos, a parceria beneficiou produtores independentes que fornecem cana-de-açúcar para o grupo. Com acesso às tecnologias biológicas, esses produtores puderam melhorar a sanidade das lavouras, reduzir o impacto ambiental e ainda gerar receita adicional por meio de créditos de carbono.

Acesso à pesquisa e inovação com o SparcBIO

Firmado em setembro de 2024 com vigência de três anos, o acordo entre Koppert e Tereos também garante à companhia acesso ao SparcBIO (São Paulo Advanced Research Center for Biological Control) — centro de pesquisa mantido pela Koppert, Fapesp e Esalq/USP.

“Levamos desafios reais do campo para os cientistas do SparcBIO, que nos apresentaram soluções precisas e eficazes tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico”, explicou Lopes.

Planos de expansão e liderança na agricultura regenerativa

Com os resultados positivos do primeiro ciclo, Koppert e Tereos planejam ampliar significativamente as áreas de controle biológico nas próximas safras, consolidando o setor sucroenergético brasileiro como referência mundial em agricultura regenerativa e descarbonização.

“Temos forte compromisso com a sustentabilidade de nossas operações e investimos cada vez mais em práticas de agricultura regenerativa. A parceria com a Koppert nos permite avançar de forma consistente nessa jornada, trazendo benefícios para o negócio, o meio ambiente e todo o setor”, destacou Everton Carpanezi, diretor de Operações Agroindustriais da Tereos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Espírito Santo testa secagem de café com gás natural e aposta em inovação para elevar qualidade do conilon

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O Espírito Santo iniciou um projeto inédito que pode transformar a secagem do café conilon no Brasil. A partir da safra de maio, produtores capixabas começam a testar o uso de gás natural no processo de secagem dos grãos, em uma iniciativa voltada ao aumento da qualidade, eficiência operacional e sustentabilidade da produção cafeeira.

Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte do Espírito Santo, durante a colheita do conilon. O projeto faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás e conta com aprovação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).

A iniciativa reúne representantes da cadeia cafeeira, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia em uma estratégia que busca modernizar uma das etapas mais críticas da produção de café.

Secagem do café entra em nova fase tecnológica

Tradicionalmente, a secagem do café utiliza lenha e outras biomassas como fonte de energia térmica. O novo projeto avalia o gás natural como alternativa capaz de proporcionar maior controle de temperatura, uniformidade no processo e redução das emissões ambientais.

A expectativa do setor é que a tecnologia contribua diretamente para ganhos de qualidade do café capixaba, especialmente no segmento de cafés especiais e de exportação.

Segundo Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Espírito Santo já ocupa posição de destaque mundial na produção de café conilon e agora busca avançar também em qualidade e valor agregado.

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De acordo com ele, a etapa da secagem ainda representava um dos principais gargalos para ganhos mais expressivos na padronização e valorização do produto nos mercados internacionais.

Projeto busca ampliar competitividade do café capixaba

A iniciativa acompanha o movimento de modernização da cafeicultura brasileira, marcado pelo avanço tecnológico no campo, maior rastreabilidade e exigências crescentes dos compradores internacionais.

Para a ES Gás, o uso do gás natural na secagem pode abrir novas oportunidades para o agronegócio capixaba, além de estimular investimentos e ampliar o acesso do café brasileiro a mercados premium.

O diretor-presidente da companhia, Raphael Pereira, destacou que o gás natural já possui participação relevante em etapas industriais da cadeia do café, como torrefação e descafeinação, e agora passa a atuar também como ferramenta de inovação na produção rural.

Safra de conilon servirá como laboratório em ambiente real

Os testes ocorrerão em condições reais de safra, com monitoramento técnico e coleta de dados diretamente no campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia em diferentes aspectos:

  • Técnico-operacional
  • Econômico-financeiro
  • Socioambiental
  • Regulatório
  • Qualidade final do café

Os resultados servirão de base para analisar a possibilidade de expansão do modelo para outros polos produtores nos próximos ciclos agrícolas.

Projeto reúne universidades, setor produtivo e empresas de tecnologia

Além do CCCV e da ES Gás, o projeto conta com participação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Base 27 e de empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação dos equipamentos utilizados no sistema de secagem.

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O professor Aldemar Polonini Moreli, coordenador do Coffee Design no Ifes, destacou que a busca por cafés conilon especiais vem acelerando o desenvolvimento de novas técnicas de pós-colheita, especialmente na secagem.

Segundo ele, a inovação pode ampliar a sustentabilidade da cafeicultura e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade superior no mercado.

Sandbox regulatório permitirá testes inéditos no meio rural

Por envolver o uso de gás canalizado em ambiente rural, o projeto será conduzido dentro de um modelo de sandbox regulatório, com acompanhamento da ARSP.

A proposta permitirá avaliar novas aplicações do gás natural no agronegócio dentro de um ambiente controlado de inovação regulatória.

Para a diretora de Gás Canalizado da ARSP, Débora Niero, o projeto representa uma convergência entre inovação tecnológica, desenvolvimento regional e descarbonização da economia capixaba.

Investimento supera R$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento

Com aporte aproximado de R$ 1,1 milhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, a iniciativa busca consolidar um modelo mais eficiente e sustentável para a cafeicultura do Espírito Santo.

A expectativa do setor é que os resultados fortaleçam ainda mais o protagonismo capixaba na produção nacional de café conilon, elevando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliando as oportunidades de exportação para os produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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