Connect with us


Brasil

Em parceria com governo potiguar, MJSP lança segunda fase do Programa Território Seguro em Natal

Publicado em

Brasília, 04/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou, nesta quinta-feira (4), a segunda fase do Programa Território Seguro no bairro de Felipe Camarão, em Natal (RN). A ação é uma política nacional voltada para a retomada de territórios explorados pelo crime organizado, combinando o uso de força policial qualificada contra organizações criminosas com a ampliação da oferta de serviços de acesso à Justiça e proteção de direitos nas comunidades. Esta fase do projeto busca consolidar o papel do Estado como mediador de conflitos, protetor de grupos vulneráveis e garantidor de cidadania.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a iniciativa é um exemplo bem estruturado de política pública contra a violência e o domínio do crime organizado, baseada na presença efetiva do Estado.

“O combate à criminalidade deve ocorrer dentro dos limites do Estado democrático de direito. É necessário que seja um enfrentamento duro, eficaz e eficiente, sempre com respeito aos direitos e garantias fundamentais. Estamos atuando em vários níveis: não apenas na força física do Estado policial, como também nos serviços públicos, que são essenciais, e agora com a participação do Poder Judiciário, que é absolutamente relevante”, explicou o ministro.

O programa aposta na ação integrada entre as forças de segurança e as políticas públicas, como explicou o secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubo.

“Trata-se de um trabalho de retomada territorial que valoriza a força do Estado brasileiro, da federação e do Rio Grande do Norte, ao mesmo tempo em que coloca o cidadão no centro das ações e se preocupa com os serviços que serão prestados nesse território. Essa retomada foi precedida por um trabalho específico de inteligência, que possibilitou a realização, em 15 de outubro deste ano, de uma operação com mais de cem prisões, sem que criminosos ou policiais saíssem mortos ou feridos”, ressaltou.

Leia mais:  Mais de 70% dos brasileiros se informam sobre ciência e tecnologia pelas plataformas digitais

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, destacou a importância das ações coordenadas para o sucesso de iniciativas de retomada como a que vem sendo realizada na capital potiguar.

“Infelizmente, o crime organizado ganhou uma dimensão que exige muito senso de cooperação e união para o seu enfrentamento. O projeto Território Seguro não se resume à ação ostensiva da polícia. É claro que ela é necessária, porém não é suficiente. A solução demanda a presença do Estado em outras áreas — educação, saúde, lazer, cultura e oportunidades de emprego”, disse.

Também presente na cerimônia, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Brandão, enfatizou a participação do Poder Judiciário no programa Território Seguro e a importância da integração das políticas públicas. Segundo ele, é necessário repensar a oferta de serviços públicos, especialmente para as comunidades mais vulneráveis. “O serviço público precisa ser oferecido de forma integrada: educação, capacitação, atividades físicas e ações de conciliação e mediação social.”

Programa Território Seguro

Desenvolvido em parceria com o Governo do Rio Grande do Norte e fundamentado no conhecimento técnico-científico da Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo (USP), o programa integra a atuação qualificada das forças de segurança à oferta de serviços públicos, reforçando a presença contínua do Estado.

A segunda fase do Território Seguro tem como objetivo implantar, gradualmente, os serviços essenciais que estruturam a presença estatal em territórios vulneráveis. A chegada dessas ações em Felipe Camarão, bairro de Natal, está sendo realizada em etapas, conforme as necessidades identificadas na comunidade.

Segunda fase

O dia 4 de dezembro marca o início da oferta de serviços no território, com atividades que orientarão os ajustes necessários para a implantação, em nível nacional, do modelo ao longo dos próximos meses. Essa etapa inaugura, assim, a presença articulada de diferentes órgãos públicos no bairro e dá continuidade às ações iniciadas após a intervenção policial.

Leia mais:  Governo federal abre consulta pública sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia

A partir desta data, são ofertados à comunidade os seguintes serviços:

• Mediação de conflitos – Atendimento especializado para mulheres, crianças, adolescentes, idosos e demais vítimas de violência;
• Justiça – Emissão de carteira de identidade e atendimentos jurídicos pela Defensoria Pública, incluindo orientação e apoio à população;
• Capacitação – Emissão da carteira de artesão e articulação para acesso a cursos e oportunidades profissionais;
• Infraestrutura – Mutirões de limpeza urbana e melhorias na iluminação pública em pontos críticos do bairro;
• Orientação ao consumidor – Assistência e ações educativas do Procon/RN, com foco na prevenção do superendividamento.

Além disso, estão previstos para a comunidade, no ano de 2026, os seguintes projetos:

– Projeto Adolescência Segura, que prevê medidas socioeducativas voltadas a jovens da região;
– Programa Defensores Populares, curso destinado à formação e capacitação de defensores populares.

Desdobramentos da primeira fase

O projeto foi deflagrado em outubro, na Zona Oeste de Natal (RN), após cinco meses de trabalho de inteligência envolvendo a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Penal, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Estadual.

A operação transcorreu sem nenhuma morte e resultou na prisão de 156 integrantes do Comando Vermelho — incluindo sete lideranças fundamentais da facção —, bem como na apreensão de 26 armas de alto poder de fogo, 2,2 toneladas de drogas e cerca de R$ 890 mil em bens ilegais, totalizando um prejuízo estimado de R$ 94 milhões ao crime organizado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook

Brasil

Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

Published

on

O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
Leia mais:  Ministério da Saúde amplia acesso ao tratamento oncológico de crianças e adolescentes com novo acelerador linear no Hospital do GRAAC, em São Paulo

Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

Leia mais:  Ministério da Saúde habilita primeiras equipes de Cuidados Paliativos no SUS e investe R$ 8 milhões na Política Nacional de Cuidados Paliativos

Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262