Agro
Cup of Excellence 2025: leilões internacionais destacam os melhores cafés especiais do Brasil em dezembro
Leilões internacionais celebram a excelência do café brasileiro
A safra 2025 de cafés especiais do Brasil chega ao ápice do reconhecimento internacional. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE), confirmou as datas dos tradicionais leilões do Cup of Excellence – Arábica 2025, que ocorrerão entre os dias 8 e 18 de dezembro.
Durante esse período, compradores e torrefadores de diversos países disputarão, lance a lance, os melhores lotes da produção nacional, em um evento que reafirma o protagonismo do Brasil na qualidade e rastreabilidade dos cafés especiais.
Leilão dos campeões acontece em 9 de dezembro
O momento mais esperado do calendário global do café está marcado para 9 de dezembro, data em que serão leiloados os lotes campeões do Cup of Excellence.
Para chegar a essa seleção, os cafés precisaram atingir pontuação mínima de 87 pontos na rigorosa Fase Internacional, sendo escolhidos apenas os 30 melhores lotes do país.
Esses cafés de elite terão lance inicial fixado em US$ 6,50 por libra-peso, valor que reflete o reconhecimento mundial e a exclusividade da produção.
“Lotes Presidenciais” ultrapassam 90 pontos e atraem compradores globais
Entre os destaques estão os chamados “Lotes Presidenciais”, que superaram a marca dos 90 pontos — um patamar que representa o mais alto nível de excelência sensorial. Esses cafés costumam atrair compradores da Ásia, Europa e América do Norte, consolidando a imagem do Brasil como referência mundial em cafés especiais.
Leilão dos Vencedores Nacionais antecede o evento principal
Um dia antes da disputa principal, será aberto o leilão dos Vencedores Nacionais, que ficará ativo de 8 a 18 de dezembro de 2025.
Essa etapa oferece cafés de alta qualidade — com pontuações acima de 86 pontos, mas que ficaram fora do top 30 — a um lance inicial de US$ 5,00 por libra-peso.
A iniciativa é uma oportunidade estratégica para torrefações e empresas internacionais adquirirem grãos com origem certificada e complexidade sensorial elevada, ampliando o acesso a cafés premium brasileiros.
Processo de seleção técnico e auditado garante credibilidade
A BSCA destaca que todo o processo de seleção passou por auditorias independentes, assegurando transparência e confiabilidade.
Os produtores classificados enfrentaram uma maratona de avaliações iniciada em setembro, dividida em três categorias:
- Via Seca (naturais)
- Via Úmida (cerejas descascados/despolpados)
- Experimental (fermentação induzida)
Cada lote leiloado possui garantia de origem e rastreabilidade, reforçando a segurança dos arrematantes e o compromisso do evento com a excelência da cafeicultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra
Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.
A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.
O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.
A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.
Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.
O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.
Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.
Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.
O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.
Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.
Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.
Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.
O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.
Serviço
A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.
Fonte: Pensar Agro
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