Brasil
Ministério da Saúde inicia formações para ampliar acesso a métodos contraceptivos de longa duração no SUS
O Ministério da Saúde realizou, em Manaus, entre os dias 2 e 3 de dezembro, a primeira Oficina Regional de Práticas Clínicas em Saúde da Mulher, formação que inaugura um ciclo nacional de qualificação sobre métodos contraceptivos reversíveis de longa duração — o DIU de cobre – e o novo implante subdérmico de etonogestrel, recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Organizada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), a oficina reuniu mais de 100 profissionais da atenção primária, com foco nos profissionais do Programa Mais Médicos, que hoje alcança 94% dos municípios brasileiros e atende cerca de 66 milhões de pessoas.
O encontro na região norte foi marcado pelo compromisso de fortalecer a saúde sexual e reprodutiva em territórios com barreiras de acesso acentuadas. “Estamos aqui para reduzir desigualdades e garantir o direito ao planejamento reprodutivo. Nosso foco é toda a jornada de cuidado da mulher, considerando o contexto da mortalidade materna, especialmente entre mulheres negras e indígenas”, destacou o secretário-adjunto da SGTES, Jérzey Timóteo.
A iniciativa é realizada em colaboração com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), representada pela coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres, Mariana Seabra, que reforçou o impacto da chegada dos novos métodos ao SUS. “Além do envio dos implantes, estamos qualificando profissionais, oferecendo modelos anatômicos e materiais técnicos para apoiar essa ampliação do cuidado e, consequentemente, a autonomia de meninas, mulheres e pessoas com útero sobre seus corpos e decisões reprodutivas”.
Implantes já enviados e treinamento
Os implantes de etonogestrel já foram distribuídos pelo Governo Federal aos estados e capitais. A oferta ao público será realizada à medida que as equipes concluírem a capacitação, que ocorrerá em todas as regiões do país.
Durante dois dias, 116 participantes vivenciaram aulas, estações práticas, simulações e discussões de casos clínicos envolvendo aconselhamento contraceptivo, manejo de complicações, inserção e retirada do DIU de cobre e do implante subdérmico. O objetivo foi garantir segurança técnica, padronização de condutas e ampliação do acesso aos métodos contraceptivos na atenção primária.
“Atuo na área ribeirinha de Iranduba, onde muitas mulheres têm dificuldade de acessar a unidade de saúde. Oferecer métodos contraceptivos de longa duração significa garantir que elas possam decidir quando e se desejam gestar”, colocou a Médica de Família e participante da oficina Evelynne Maria Costa de Araújo Azevedo.
“Ingressei agora no 41º ciclo e já percebemos no território que as informações sobre os novos métodos chegaram. As ações do Ministério da Saúde e as divulgações do ministro Padilha nas redes, até as iniciativas com os preservativos texturizados foram abrindo espaço, aproximando as pacientes e preparando o caminho para essa ampliação do cuidado”, finalizou Evelynne.
Também participaram da ação representantes do Ministério da Educação, da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas
O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.
“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:
- Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
- Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
- Santa Casa de Porto Alegre (RS)
- Hospital José Silveira (BA)
- Instituto de Câncer de Londrina (PR)
- Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
- Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
- Fundação Assistencial da Paraíba (PB)
Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.
Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil
No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.
Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.
Eduarda Paixão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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