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Ministério dos Transportes autoriza duplicação da BR-381 e amplia investimentos na malha rodoviária de Minas Gerais

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Com papel estratégico na logística do país, Minas Gerais entra em um novo ciclo de investimentos em rodovias federais. Nesta segunda-feira (30), em Belo Horizonte (MG), o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, autorizou a duplicação da BR-381, entre a capital mineira e Caeté, e assinou ordens de serviço para a revitalização da BR-367, entre Almenara e Itaobim, e para a restauração da BR-262, entre Realeza e Abre Campo.

“Assinamos ordens de serviço que somam mais de R$ 1,4 bilhão, um valor que reflete a importância de Minas Gerais na logística brasileira. Esse montante está sendo contratado e será aplicado nos próximos anos. O governo do presidente Lula tem buscado realizar investimentos em todo o país, reforçando a infraestrutura e o desenvolvimento regional”, afirmou o secretário.

O subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides, também esteve presente na cerimônia.

BR-381

A duplicação da BR-381 entre Belo Horizonte e Caeté será executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e prevê a ampliação de cerca de 31 quilômetros da rodovia, divididos em dois lotes, com investimento total de R$ 903 milhões.

O trecho entre os quilômetros 422,4 e 440,4, com 18 quilômetros de extensão, recebe R$ 405 milhões de investimento e marca o início das obras. Com um tráfego médio diário de cerca de 35 mil veículos, receberá serviços de terraplenagem, pavimentação, sinalização e drenagem, além da construção de viadutos, passarelas e passagens inferiores.

Já entre os quilômetros 440,4 e 453,8, as intervenções incluem a duplicação da pista e serviços de terraplenagem, pavimentação, sinalização e drenagem, além da construção de viadutos, passarelas, uma ponte e passagens inferiores.

Implantada na década de 1960, a BR-381 conecta a capital mineira ao leste de Minas e compõe um dos principais corredores de transporte do país, ligando o Nordeste ao Sudeste. No trecho entre a capital e Governador Valadares, a rodovia atravessa 23 municípios e desempenha papel estratégico na circulação de pessoas e mercadorias.

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“Minas Gerais concentra a principal malha rodoviária federal do país e seguirá com ampliação de investimentos para melhorar as condições das rodovias em todo o estado”, destacou o superintendente do DNIT em Minas Gerais, Antônio Gabriel Santos.

Infraestrutura rodoviária

Além da BR-381, Santoro também autorizou o início das obras de revitalização e restauração em rodovias federais no estado.

Na BR-367/MG, entre os municípios de Almenara e Itaobim, serão realizadas melhorias em 132 quilômetros, no âmbito do programa Revitaliza-BR. O investimento é de R$ 198 milhões, no segmento entre os quilômetros 86 e 219.

As intervenções têm como objetivo ampliar a qualidade e a durabilidade da malha rodoviária, com a integração de serviços de manutenção do pavimento e conservação da faixa de domínio. O trecho tem relevância regional por viabilizar o escoamento da produção do Vale do Jequitinhonha e fortalecer a ligação de Minas Gerais com o extremo sul da Bahia e o Espírito Santo.

Na BR-262/MG, também terão início as obras de restauração da pista em dois lotes, no trecho entre a divisa com o Espírito Santo e o município de Abre Campo (MG), passando por cidades como Martins Soares, Manhuaçu e Realeza.

O primeiro lote, entre os quilômetros 0 e 50,8, terá investimento de R$ 156 milhões, enquanto o segundo, do quilômetro 50,8 ao quilômetro 96, contará com R$ 146,3 milhões. Os serviços incluem drenagem, restauração do pavimento e sinalização horizontal e vertical.

A BR-262 é uma das principais ligações entre a capital de Minas Gerais e Vitória (ES) e é estratégica para o escoamento de produtos até o complexo portuário capixaba, além de importante rota turística para o litoral do Espírito Santo.

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“Esses investimentos vão garantir mais segurança viária à população mineira, melhorar a logística e impulsionar o desenvolvimento econômico e a produtividade no estado”, ressaltou Santoro.

Investimentos em Minas Gerais

Desde 2023, início da atual gestão do ministro dos Transportes, Renan Filho, Minas Gerais passou a liderar o número de concessões rodoviárias no país, com oito leilões realizados, do total de 22, em menos de três anos. Nesta terça-feira (31), a pasta realiza em São Paulo, mais um leilão de concessão no estado, desta vez, da BR-116/251/MG, conhecida como Rotas Gerais.

“O Ministério dos Transportes já soma R$ 75,8 bilhões contratados em concessões rodoviárias em Minas Gerais nesta gestão. Com o leilão desta semana, serão mais R$ 13 bilhões, totalizando cerca de R$ 100 bilhões em investimentos ao longo dos próximos anos”, afirmou o secretário-executivo do Ministério.

O volume de recursos destinados a obras rodoviárias e ferroviárias também avançou no período. Em 2026, o montante de recursos investidos já somam R$ 926 bilhões, frente aos R$ 276 bilhões registrados em 2022, último ano do governo anterior.

O avanço dos investimentos vem acompanhado de melhorias nas condições da malha do estado. De acordo com o Índice de Condição da Manutenção (ICM), do DNIT, 65% das rodovias federais em Minas Gerais estão classificadas como boas, ante 52% em 2022.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Oito Centros de Convivência passam a integrar a rede de saúde mental do SUS

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O Brasil passa a contar com oito Centros de Convivência (CECOs), habilitados para integrar a rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Voltados à convivência, à participação social, à promoção da cidadania e à inclusão social, os CECOs desenvolvem atividades culturais, educativas, esportivas, de lazer, economia solidária e interação comunitária. Os espaços são abertos à população em geral e têm papel estratégico para pessoas em sofrimento psíquico e em situação de vulnerabilidade social, complementando as ações da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A medida foi oficializada pelas Portarias GM/MS nº 12.016 e GM/MS nº 12.013, de 23 de julho de 2026, publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Conforme previsto nas normativas, os oito Centros de Convivência (CECOs) habilitados receberão, em conjunto, R$ 300 mil mensais para custeio, o que representa R$ 3,6 milhões em recursos federais por ano para manutenção dos serviços.

Os serviços habilitados serão implantados nos seguintes municípios:

  • Uberlândia (MG)
  • Betim (MG)
  • Boa Esperança (MG)
  • Curvelo (MG)
  • Virgolândia (MG)
  • Contagem Carmo (RJ)
  • Joinville (SC)
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“Os Centros de Convivência já fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial há muitos anos e demonstram, na prática, sua potência na promoção da saúde mental, da cidadania e da inclusão social. Com a habilitação e o financiamento federal fortalecemos uma estratégia fundamental para a reabilitação psicossocial e para a construção de vínculos comunitários”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati.

Fortalecimento de laços sociais e à promoção da cidadania

Os Centros de Convivência são espaços comunitários voltados ao fortalecimento de laços sociais, à promoção da cidadania e ao protagonismo dos participantes. Neles, a população em geral pode participar de atividades de convivência, cultura, esporte, lazer e economia solidária que favorecem a inclusão social, a ampliação da circulação nos territórios e a construção de vínculos comunitários.

Entre as iniciativas desenvolvidas nos CECOs estão ações relacionadas à arte, cultura, comunicação, esporte, lazer, economia solidária, comercialização e formalização de empreendimentos. As atividades estimulam a participação social, o protagonismo e a troca de saberes entre os conviventes, que podem atuar tanto como aprendizes quanto como multiplicadores de conhecimentos. Além de fortalecer vínculos comunitários, os espaços contribuem para que os participantes reconheçam suas potencialidades e ampliem suas possibilidades de inclusão social e de geração de renda por meio de iniciativas como artesanato, culinária e outros empreendimentos coletivos.

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Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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