Brasil
Silvio Costa Filho apresenta avanços em infraestrutura aeroportuária em evento de logística em São Paulo
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou nesta segunda-feira (6), em São Paulo, um panorama dos avanços da infraestrutura brasileira e das ações para fortalecer o setor. A exposição ocorreu no Smart Talks Logística, evento promovido pela Companhia de Negócios, que reuniu cerca de 100 CEOs e fundadores de empresas para debater desafios e oportunidades da logística no país.
Durante o encontro, o ministro ressaltou que a infraestrutura brasileira vive um momento de transformação, com bases sólidas para atrair novos investimentos, gerar empregos e integrar o país por meio de modais mais modernos e eficientes. “O Brasil voltou a crescer, saiu do mapa da fome e está expandindo oportunidades em todas as áreas da infraestrutura”, afirmou, ao citar o aumento das exportações e o recorde na movimentação de grãos e na balança comercial.
Foram destacados resultados expressivos, como o recorde de movimentação portuária no primeiro semestre de 2025, com 653 milhões de toneladas, e o melhor desempenho da história da aviação brasileira, com 84 milhões de passageiros entre janeiro e agosto, alta de 9,6% em relação ao ano anterior.
Portos e hidrovias
Na área portuária, o MPor coordena a maior carteira de concessões da história, com 60 leilões previstos até 2026 e mais de R$ 30 bilhões em investimentos contratados. Apenas em 2025, estão programados nove grandes projetos, entre eles o leilão do Canal de Acesso do Porto de Paranaguá, marcado para 22 de outubro, e o Tecon Santos 10, que deve atrair R$ 5,6 bilhões em investimentos privados.
O ministro também destacou o papel da Autoridade Portuária de Santos, que deve receber R$ 20 bilhões em investimentos públicos e privados nos próximos anos. “É o maior ciclo de obras estruturantes da história do Porto de Santos, com ações como o túnel Santos–Guarujá, a concessão do canal de acesso, a dragagem, a perimetral e os novos terminais, que vão mudar completamente a realidade portuária do país”, pontuou.
Silvio Costa Filho enfatizou o compromisso do governo com a sustentabilidade e a inovação. Ele citou o Pacto de Sustentabilidade do Setor de Portos e Aeroportos, o uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e a criação de corredores marítimos verdes como iniciativas voltadas à transição energética e à descarbonização do transporte.
Apoio ao setor aéreo
O ministro também apresentou novas medidas para apoiar o setor aéreo brasileiro. Ele destacou que apenas 12% das aeronaves utilizadas pelas companhias nacionais são da Embraer e que o governo trabalha para ampliar a participação da fabricante brasileira. “Pela primeira vez, o país vai ofertar crédito específico para o setor aéreo, com R$ 5 bilhões a partir de 2025, permitindo às companhias se capitalizarem, comprar novas aeronaves e fortalecer a aviação nacional”, explicou.
Silvio Costa Filho lembrou que, durante a pandemia, o Brasil foi um dos poucos países que não destinou crédito ao setor aéreo, ao contrário de nações como Estados Unidos, França e Alemanha. “Hoje temos crédito para agricultura, para proteína animal, para ferrovias, para o setor portuário e naval. Faltava um programa de crédito estruturado para a aviação, e conseguimos construí-lo com o Ministério da Fazenda e o presidente Lula”, afirmou.
Ele também citou o esforço para reduzir a judicialização no setor aéreo, que representa custos bilionários às companhias, e destacou o diálogo com o Supremo Tribunal Federal para regulamentar o tema. O ministro mencionou ainda os investimentos em aeroportos do estado de São Paulo, que somam cerca de R$ 5 bilhões em obras e melhorias, incluindo Congonhas (R$ 2,5 bi), Guarulhos (R$ 1,5 bi) e Americana (R$ 350 mi), além do trabalho para viabilizar a operação comercial no Aeroporto Catarina, ampliando a capacidade da aviação regional.
Durante o evento, o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, destacou a atuação do ministro à frente da pasta. Segundo ele, Silvio Costa Filho tem se diferenciado pela postura técnica e pela eficiência administrativa. Pomini afirmou que “não fosse a confiança e o apoio do ministro, muitos dos avanços recentes no Porto de Santos não teriam sido possíveis”, e ressaltou que o titular da pasta “é reconhecido como um dos ministros mais bem avaliados do governo, por ser um gestor que defende resultados e eficiência acima de ideologias.”
Perspectivas
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou o otimismo com o país. “Eu acredito muito no Brasil. É aqui que quero criar meus filhos e ver crescer uma geração que acredita no trabalho e na produção. O Brasil tem tudo para viver um novo tempo, mais justo, solidário e humano”, concluiu.
O Smart Talks Logística contou ainda com a presença de lideranças empresariais e especialistas do setor, entre eles Nathália Marcassa, vice-presidente regulatória e de comunicação institucional da Rumo Logística, e Fabiano Filardi, fundador da FBF Engenharia. Promovido pela Companhia de Negócios, o Smart Talks é um fórum de conteúdo e networking que reúne executivos e empreendedores de destaque para discutir temas estratégicos que impactam o futuro da economia e da infraestrutura no país.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Aedes aegypti: 49% dos municípios avaliados estão em situação de alerta ou risco
O Ministério da Saúde divulgou o resultado do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto de 2026. Dos 3.732 municípios que informaram dados, 49,2% apresentaram índices que indicam situação de alerta ou de risco para a presença do mosquito, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika.
O levantamento identifica os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti e é uma ferramenta estratégica para orientar as ações de vigilância, prevenção e controle nos territórios. Os resultados permitem que gestores locais direcionem as medidas de acordo com a situação encontrada em cada município.
Os dados mostram que a maior parte dos focos está em recipientes presentes no dia a dia da população. Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes que podem acumular água correspondem a 42,3% dos criadouros identificados. Na sequência, aparecem os reservatórios de água, como caixas d’água e tonéis (26,1%), e pneus e resíduos sólidos, incluindo garrafas PET, latas e entulho (23%).
O perfil dos criadouros varia entre as regiões do país. Na Região Norte, predominam pneus e resíduos sólidos. Na Região Nordeste, destacam-se os recipientes utilizados para armazenamento de água. Já nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a maior concentração está em vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes.
Preparação para o período de maior risco
Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, os resultados do LIRAa ajudam estados e municípios a se prepararem para o período de maior risco de proliferação do Aedes aegypti. Os resultados do LIRAa ajudam a identificar áreas em situação de alerta ou risco, reconhecer os principais tipos de criadouros e orientar ações antecipadas de prevenção e controle, de acordo com a realidade de cada território.
A eliminação de criadouros é uma medida fundamental, com atuação integrada da gestão, dos serviços de saúde, das equipes de agentes de combate às endemias e da população.
Ações de prevenção e controle
Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) atuam na prevenção e no controle das arboviroses, com identificação e tratamento de criadouros que não podem ser eliminados, orientação da população e ações de vigilância. A atuação integrada com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) contribui para a articulação entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária nos territórios. Até o fim deste ano, está prevista a formação de mais 300 mil profissionais.
As ovitrampas são dispositivos utilizados para monitorar a presença do Aedes aegypti a partir da coleta de ovos do mosquito e podem ajudar a identificar áreas com maior presença do vetor. A estratégia está presente em aproximadamente 2 mil municípios e fornece informações complementares aos indicadores obtidos pelo LIRAa, contribuindo para orientar as ações de vigilância e controle.
Entre as tecnologias de controle vetorial utilizadas no país estão a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes) em imóveis especiais, como escolas, unidades de saúde e locais de grande circulação, as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) e o método Wolbachia.
Cuidados dentro e fora de casa
A população também tem papel importante na prevenção. A orientação é fazer vistorias regulares em casa e nos espaços ao redor para identificar e eliminar locais que possam acumular água.
É importante verificar vasos e pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas, ralos, caixas d’água e outros recipientes. Sempre que possível, eles devem ser esvaziados, descartados ou mantidos protegidos da chuva.
Caixas d’água, tonéis e cisternas devem permanecer bem fechados. Garrafas e baldes devem ser guardados virados para baixo, enquanto calhas e ralos precisam ser mantidos limpos. Pneus, latas, plásticos e entulhos devem receber destinação adequada.
Esses cuidados devem fazer parte da rotina durante todo o ano e ganham ainda mais importância nos períodos em que as condições ambientais favorecem a reprodução do Aedes aegypti.
Casos de dengue caem 70% em 2026
O Brasil registra queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis no país, contra 1,5 milhão no mesmo período do ano anterior.
Também houve redução nos registros de chikungunya e Zika. Foram contabilizados 67.902 casos de chikungunya, 43% a menos que os 118.885 registrados em 2025. Para Zika, foram 2.141 casos, 35% abaixo dos 3.724 casos registrados no mesmo período do ano anterior.
Os resultados do LIRAa reforçam a importância de manter as medidas de prevenção e controle do Aedes aegypti. Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, a adoção antecipada dessas medidas por estados, municípios e população contribui para reduzir o risco de transmissão das arboviroses no próximo período sazonal.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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