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Curitiba

Clientes de bares não respeitam distância preventiva do coronavírus em Curitiba

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O fim de tarde de céu limpo e pôr do sol colorido fez muitos curitibanos saírem terça-feira (21), feriado de Tiradentes, para curtir um chope com os amigos. A cena dos bares cheios poderia ser até mais uma cena normal se Curitiba não estivesse enfrentando a pandemia de coronavírus.

Totalmente na contramão das recomendações das autoridades de Saúde, os frequentadores dos bares ignoraram o distanciamento social de no mínimo 1,5 metro entre uma pessoa e outra. Além disso, muitos sequer usaram máscaras para evitar a proliferação da doença.

No Porks, em frente ao Museu do Olho no bairro Centro Cívico, a aglomeração se estendeu até a calçada na frente do bar. O Bar do Açougueiro, no bairro Água Verde, chegou a ter mesas cheias e frequentadores aproveitando o deck como se não existissem recomendações de isolamento social. Ambos os estabelecimentos foram criticados nas mídias sociais.

De acordo com o decreto assinado pelo prefeito Rafael Greca semana passada liberando a abertura do comércio em Curitiba, os próprios estabelecimentos devem cumprir regras para evitar aglomerações no seu interior. Entre elas, “capacidade máxima de uma pessoa a cada 9 m², incluindo clientes e funcionários”.

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Curitiba

Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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