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Brasil

MCTI e CNPq vão apoiar 14 eventos de inovação e empreendedorismo

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou o resultado da segunda rodada da chamada pública de apoio a eventos de empreendedorismo e inovação no Brasil. O edital conta com recursos da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e escolheu 14 propostas: 12 para iniciativas de abrangência nacional e duas de alcance internacional. 

O edital de apoio a eventos foi lançado em abril de 2025, com investimento de R$ 3 milhões na realização de iniciativas com repercussão nacional e internacional voltados a aproximar a academia do setor produtivo e estimular a criação de negócios inovadores. O resultado da primeira rodada foi divulgado em julho com aprovação de oito eventos nacionais e um internacional. O investimento nessa etapa foi de R$ 1,3 milhão.

Segundo o secretário da Setec, Daniel Almeida, a ampliação só reforça o compromisso do MCTI com a promoção de iniciativas de alto impacto no ecossistema brasileiro de inovação. “Com o resultado final da segunda rodada, destinada a eventos que ocorrerão no primeiro semestre de 2026, avançamos ainda mais: 14 propostas foram aprovadas, totalizando R$ 1,7 milhão em apoio financeiro — um acréscimo de R$ 400 mil em relação ao valor preliminar, o que permitiu a inclusão de três eventos”, pontuou.

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A segunda fase da chamada recebeu 69 inscrições. O programa prevê apoio de até R$ 150 mil para eventos nacionais e até R$ 200 mil para os internacionais. O objetivo é que os encontros promovam a cultura do empreendedorismo inovador com oportunidades de difusão do conhecimento, fortalecimento da propriedade intelectual e de transferência tecnológica.

“São eventos de grande relevância nacional, como o Case [Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo], a Semana de Inovação de Ilhéus [BA], o Expoinovação de Santa Catarina e a Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia, demonstrando a diversidade regional e temática apoiada pelo ministério”, completa o secretário.

Veja as propostas e instituições aprovadas na segunda rodada:

Projeto

Instituição de origem

Tipo de evento

Impacta Mais 2026

Associação de Impacto

Internacional

SciBiz Conference 2026 – Ciência e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável

Universidade de São Paulo

Internacional

Nordeste ON Alagoas 2026

Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Maceió

Nacional

AB2L Lawtech Experience 2026

Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs

Nacional

Pollen Week 2026

Universidade Comunitária da Região de Chapecó

Nacional

IV Coefem – Congresso de Inovação e Empreendedorismo Feminino

Incubadora de Base Tecnológica de Campos dos Goytacazes

Nacional

XVII Inovar – Empreendedorismo Inteligente: IA como Springboard para Inovação, Startups e Liderança do Futuro

Universidade Federal de Viçosa

Nacional

XVI ProspeCT&I e X Congresso Internacional do PROFNIT

Universidade Federal de Alagoas

Nacional

Escola de Verão 2026 Inovação e Empreendedorismo em Inteligência Artificial: Construindo Ecossistemas Fora dos Grandes Centros

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais

Nacional

XVIII Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – XVIII EIDTI

Universidade Federal de Sergipe

Nacional

IV Encontro Nacional de Empreendedorismo e Inovação em Saúde  (IV ENEIS)

Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública

Nacional

5ª Semana de Inovação de Ilhéus

Universidade Estadual de Santa Cruz

Nacional

V Ceagre Agro Experience – Agricultura Tropical na Era do Carbono: Estratégias e Tecnologias de Mercado

Instituto Federal Goiano

Nacional

VIII Sintec Simpósio de Inovação, Propriedade Intelectual e Tecnologia da Unir

Universidade Federal de Rondônia

Nacional

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

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A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

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O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

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