Agro
Ministro Fávaro destaca modernização do Inmet na comemoração dos 116 anos do instituto
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, nesta quarta-feira (26), da cerimônia em alusão aos 116 anos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O evento ocorreu na sede do instituto, em Brasília (DF).
Criado pelo Decreto nº 7.672, de 18 de novembro de 1909, o Inmet nasceu como Diretoria de Meteorologia e Astronomia, vinculada ao então Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, com a missão de ampliar a qualidade da produção nacional por meio de informações meteorológicas. O nome atual foi instituído em novembro de 1992, pela Lei nº 8.490.
Responsável por representar o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM), o Inmet coordena a rede de observação que integra o Sistema de Vigilância Meteorológica Mundial. Sua atuação envolve a emissão diária de previsões, avisos de tempo severo, boletins agroclimatológicos e a disponibilização de dados em tempo real. As informações fornecidas pelo instituto apoiam ações preventivas de órgãos públicos e setores produtivos, contribuindo para reduzir riscos, mitigar desastres e proteger vidas e recursos.
Durante a cerimônia, o ministro Carlos Fávaro destacou o processo de modernização e fortalecimento institucional. “O Inmet é um órgão de 116 anos que ficou quase duas décadas sem concurso e com estações defasadas. Modernizar não é simples, mas a equipe confiou no processo. Hoje vemos um instituto que recupera sua autoestima e volta a ser motivo de orgulho”, disse.
“Sempre pergunto: como era o seu celular há dez anos? Ele é o mesmo hoje? Não. Então como aceitar que as nossas estações meteorológicas mais modernas também tenham dez anos? Se queremos enfrentar as mudanças climáticas com seriedade, precisamos de tecnologia atualizada, e é isso que estamos fazendo ao modernizar o Inmet”, completou.
“Tenho certeza de que, juntos, trabalhando de mãos dadas, vamos fazer com que o Inmet continue sendo um instituto de excelência e um grande orgulho para todos nós”, destacou o ministro.
Fávaro também comentou sobre a convocação do concurso. “Depois de quase duas décadas sem concurso, já chamamos 80 novos servidores e abriremos mais vagas. Esse reforço de pessoal é fundamental para modernizar o Inmet e garantir que o instituto volte a operar com a capacidade que o Brasil exige”.
O diretor do Inmet, Carlos Jurgielewicz, também ressaltou os avanços recentes. “Depois de 19 anos, conseguimos realizar um novo concurso público para o Inmet, abrindo 80 vagas e já com autorização para ampliar em mais 25% esse número em janeiro de 2026. Esse reforço de pessoal marca uma virada histórica e permite fortalecer a instituição para responder às demandas da meteorologia moderna”.
“Estamos modernizando o Inmet com reformas na sede, novas estações, parcerias estratégicas e a criação de uma sala de situação totalmente atualizada. Esse conjunto de ações vai dar à meteorologia brasileira um novo patamar de impacto e confiança, refletindo o compromisso do ministério e dos servidores com o país”, completou o diretor.
ASSINATURAS
Durante o evento, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Inmet e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com foco em modelagem numérica, previsão de tempo, clima, qualidade do ar e uso de informações de satélites. O objetivo é desenvolver, aprimorar e aplicar sistemas e modelos para apoiar ações de monitoramento climático e atmosférico.
Na ocasião, o ministro Fávaro também assinou a Portaria nº 863, que estabelece as normas de relacionamento entre o Inmet e as fundações de apoio.
Informações à imprensa
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Agro
Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras
A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.
Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.
A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.
Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira
O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.
Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.
A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.
Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.
Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais
Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.
A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.
Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente
Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.
Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.
O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.
Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor
De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.
Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.
Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.
Projeto reúne instituições de pesquisa
Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.
O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.
Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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