Brasil
Inscrições para projetos de inovação em programa do Brics se encerram no dia 3
Termina em 3 de dezembro o período de inscrições para submissão de projetos de inovação ao programa STI Framework Programme Coordinated Call for Brics Multilateral Projects – 1st Innovation Call. A iniciativa em cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação vai fomentar e financiar trabalhos apresentados por consórcios formados por organizações de pelo menos dois países do bloco econômico.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), apoiará empresas brasileiras integrantes dos consórcios. O fomento à parte nacional dos projetos somente será possível para as propostas que tiverem sido submetidas à plataforma internacional. Para isso, é preciso acessar o portal dos Brics.
A chamada pública e o formulário para apresentação de propostas para a submissão da parte nacional do projeto que será financiada estão disponíveis no site da Finep.
Segundo o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais (Assin) do MCTI, Carlos Matsumoto, a chamada de Inovação é uma das prioridades da cooperação em ciência, tecnologia e inovação da presidência brasileira do Brics em 2025. “O MCTI teve uma dupla tarefa em relação ao Brics em 2025: dar continuidade a uma cooperação sólida e, ao mesmo tempo, revigorar sua pauta. É certo que a chamada de inovação cumpre esse papel e demonstra uma compreensão clara do momento atual, em que o avanço tecnológico e a necessidade de reindustrialização são forças indissociáveis”, afirma.
Para mais informações, acesse o portal oficial dos Brics.
Brasil
Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional
Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.
O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.
Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.
“Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.
Tecendo o futuro da saúde indígena
A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.
O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.
Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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