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Soja mantém estabilidade com foco no avanço do plantio no Brasil e expectativa de demanda chinesa

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O mercado da soja brasileiro segue acompanhando o avanço do plantio, com oscilações pontuais nos preços em meio a diferentes cenários regionais, segundo informações da TF Agroeconômica.

No Rio Grande do Sul, o ritmo acelerado da semeadura e a pressão de oferta limitaram a valorização. A saca foi cotada a R$ 140,00 para pagamento em novembro e entrega em dezembro nos portos, enquanto no interior os valores variaram em torno de R$ 131,36/sc (+0,27%) em praças como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz. Em Panambi, o mercado físico manteve estabilidade, com preço de R$ 121,00/sc, indicando resistência local ao avanço comprador.

Em Santa Catarina, o cenário é de tensão agronômica, com 52% da área já semeada, mas sob forte estresse climático. As cotações permaneceram equilibradas, com a saca negociada a R$ 140,53 (-0,83%) no porto de São Francisco.

O Paraná mantém desempenho técnico sólido, embora a ferrugem asiática e a pressão externa influenciem o mercado. As cotações oscilaram levemente: R$ 141,71 (-0,19%) em Paranaguá, R$ 129,63 (+0,02%) em Cascavel, R$ 130,23 (-0,15%) em Maringá, R$ 133,93 (+0,47%) em Ponta Grossa e R$ 140,53 (-0,28%) em Pato Branco. No balcão, o preço em Ponta Grossa ficou em R$ 120,00/sc.

Já no Mato Grosso do Sul, a safra avança rapidamente, impulsionada por boas condições de campo e estabilidade nas cotações. Em Dourados, o preço spot foi de R$ 125,96 (-1,44%), o mesmo observado em Campo Grande e Maracaju (-1,19%). Em Chapadão do Sul, houve leve alta de 1,01%, com a saca a R$ 123,65, enquanto Sidrolândia registrou R$ 127,48/sc.

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No Mato Grosso, o maior produtor nacional enfrenta desafios logísticos, especialmente na armazenagem. As cotações variaram conforme a região: Campo Verde (R$ 124,16, +0,36%), Lucas do Rio Verde (R$ 118,66, -0,14%), Nova Mutum (R$ 118,83, -0,17%), Primavera do Leste e Rondonópolis (R$ 123,35, -0,30%) e Sorriso (R$ 118,83, -0,17%).

Chicago mantém estabilidade com atenção ao clima e à demanda chinesa

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços da soja registraram leve baixa nesta quarta-feira (26), com o mercado aguardando novos fatores de sustentação. Por volta das 7h (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 1,25 e 2,50 pontos, com o contrato janeiro cotado a US$ 11,23 e o maio a US$ 11,42 por bushel.

Segundo analistas, a lateralidade nas últimas sessões reflete a falta de novidades relevantes, já que os fundamentos ligados à demanda chinesa e ao clima na América do Sul já estão precificados. O mercado segue atento à confirmação das compras da China nos Estados Unidos, estimadas em 12 milhões de toneladas até o fim de 2025.

O acompanhamento das condições climáticas no Brasil e o andamento da comercialização também seguem no radar dos investidores, assim como o comportamento dos produtores norte-americanos, que ainda avaliam o melhor momento para retomar as vendas.

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No cenário macroeconômico, o petróleo voltou a cair após notícias sobre uma possível negociação entre Rússia e Ucrânia, o que contribui para pressionar as commodities agrícolas.

Expectativas de exportações e leve alta na CBOT reforçam cautela do mercado

Na sessão anterior, a soja encerrou o pregão de terça-feira (25) com pequenas altas, refletindo ajustes técnicos e especulação sobre novas vendas externas. O contrato janeiro fechou a 1.124,75 cents/bushel (+0,11%), enquanto o março encerrou a 1.134,75 (+0,24%). Nos derivados, o farelo para dezembro subiu 0,89%, a US$ 317,0/t curta, e o óleo avançou 0,24%, fechando a 50,30 centavos/libra-peso.

A TF Agroeconômica destacou que a sustentação dos preços decorreu da discussão sobre as vendas dos EUA à China, ainda abaixo das expectativas. Até o momento, os chineses adquiriram apenas 16% do volume projetado para 2025, mesmo após o encontro entre os presidentes das duas nações em outubro.

O relatório da primeira semana de outubro apontou queda de 37% nos compromissos de soja em relação ao ano anterior, estabilidade nas vendas de farelo e alta de 41% nas compras de óleo. A combinação de desempenho irregular e expectativa por normalização das negociações manteve o mercado em tom cauteloso, mas com viés levemente positivo diante da possibilidade de retomada das compras chinesas nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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