Brasil
Bahia realiza etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho nesta sexta-feira (28)
Na próxima sexta-feira, 28 de novembro, será realizada em Salvador (BA) a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT). O evento acontecerá das 8h às 18h, no Hotel Fiesta, reunindo representantes de trabalhadores, empregadores e governo para discutir os desafios e as transformações do mundo do trabalho e formular propostas que serão encaminhadas à etapa nacional, prevista para ocorrer em março de 2026, no estado de São Paulo.
A II CNT é um espaço tripartite, paritário e democrático, coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com o objetivo de construir coletivamente diretrizes e políticas públicas voltadas à promoção do trabalho decente e ao fortalecimento do diálogo social em todo o país.
De acordo com o Diagnóstico do Trabalho Decente na Bahia, o estado apresenta avanços expressivos na formalização e no rendimento dos trabalhadores, mas ainda enfrenta desafios relacionados à desigualdade social, à informalidade e à geração de oportunidades para jovens e mulheres. Em 2025, a taxa de formalização alcançou 54,7%, e a taxa de desocupação caiu para 9,6%, uma das menores da região Nordeste. O rendimento médio real é de R$ 2.517 (1,6 salário-mínimo), e 61,8% dos trabalhadores contribuem para a Previdência Social.
Para a superintendente regional do Trabalho da Bahia, Fátima Freire, a etapa estadual será um espaço essencial para o fortalecimento do diálogo social. “A Bahia tem avançado na geração de empregos e na formalização, mas ainda precisamos enfrentar as desigualdades e promover um trabalho mais justo e seguro. A II Conferência é uma oportunidade de ouvir diferentes vozes e construir propostas que representem a diversidade e a força do nosso estado.”
Confira aqui os dados do Diagnóstico do Trabalho Decente da Bahia.
Para mais informações clique aqui.
Horário: 8h às 18h
Brasil
Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas
O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.
“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:
- Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
- Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
- Santa Casa de Porto Alegre (RS)
- Hospital José Silveira (BA)
- Instituto de Câncer de Londrina (PR)
- Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
- Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
- Fundação Assistencial da Paraíba (PB)
Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.
Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil
No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.
Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.
Eduarda Paixão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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