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MTE e Fundacentro iniciam nesta segunda-feira (24) entrevistas com pescadores e pescadoras para garantia do direito ao Seguro-Defeso

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Nesta segunda-feira (24), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Fundacentro, inicia em 122 municípios do Piauí, Amazonas e Bahia o processo de entrevistas e orientações para os pescadores e as pescadoras possam garantir o direito ao Seguro-Defeso. No dia 1º de dezembro o mesmo processo se inicia no Pará e Maranhão.

Após assumir a competência de analisar e liberar o benefício do Seguro-Defeso, o MTE vai iniciar entrevistas com beneficiários para garantir o direito efetivo dos trabalhadores que vivem da pesca. Serão entrevistas realizadas nos 205 pontos de atendimento de 122 municípios dos 3 estados, seguindo para Maranhão e Pará. As entrevistas serão realizadas por bolsistas, contratados pela Fundacentro com o objetivo de identificar os beneficiários e orientá-los das novas regras para solicitar o Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (SDPA), conhecido como Seguro-Defeso.

As entrevistas serão realizadas nos sindicados, associações e colônia de pescadores desses municípios, de segunda-feira a sexta-feira.

Troca de gestão

A gestão do Seguro-Defeso, que estava a cargo do INSS até 31 de outubro, passou a ser gerido em novembro pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Todos os defesos iniciados entre 1º de abril de 2015 até 31 de outubro de 2025, serão processados ainda pelo INSS. Os iniciados a partir de 1º de novembro de 2025, passam a ser de competência do MTE.

Habilitação

Ao assumir a competência de analisar e liberar o benefício, o Ministério vai iniciar o processo de entrevistas para garantir o direito do Seguro-Defeso a todos os pescadores e pescadoras profissionais artesanais que cumpram os requisitos do Programa, garantindo assim o direito para aqueles que vivem da pesca artesanal. Para ter direito ao benefício o pescador ou pescadora, precisará de comprovação de residência do pescador e verificação de compatibilidade entre o município de residência e os territórios abrangidos pelo defeso, além de notas fiscais de venda de pescado ou comprovantes de contribuição previdenciária, com relatório periódico que comprove atividade mensal como pescador artesanal;

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O Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (SDPA), conhecido como Seguro-Defeso, tem o objetivo de garantir renda ao pescador artesanal durante o período de defeso, quando a pesca é proibida para preservação das espécies. O valor é de um salário mínimo mensal, pago durante todo o defeso, limitado a 5 parcelas. Nesse período, o beneficiário não pode exercer pesca nem outra atividade remunerada que descaracterize sua condição profissional.

Estados e municípios priorizados para as entrevistas

Amazonas (AM): Anamã, Anori, Autazes, Benjamin Constant, Beruri, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Canutama, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Fonte Boa, Guajará, Humaitá, Ipixuna, Iranduba, Itacoatiara, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Manicoré, Maraã, Parintins, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tapauá, Tefé, Urucará, Urucurituba.

Bahia (BA): Barra, Bom Jesus da Lapa, Cansanção, Carinhanha, Casa Nova, Conde, Cotegipe, Curaçá, Ibotirama, Itiúba, Jandaíra, Juazeiro, Malhada, Morpará, Muquém de São Francisco, Paratinga, Pilão Arcado, Remanso, Riachão das Neves, Serra do Ramalho, Sento Sé, Sítio do Mato, Sobradinho, Xique-Xique.

Piauí (PI): Barras, Buriti dos Lopes, Cajueiro da Praia, Campo Largo do Piauí, Guadalupe, Ilha Grande, Joca Marques, José de Freitas, Luís Correia, Luzilândia, Madeiro, Matias Olímpio, Murici dos Portelas, Nossa Senhora dos Remédios, Parnaíba, Teresina.

Novos Canais de atendimento

Agora, para requerer o benefício do Seguro-Desemprego, o pescador ou pescadora deverá acessar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou acessar o Portal Emprega Brasil ou também, presencialmente, procurar um Posto de Atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, onde poderá acompanhar o processo de habilitação, pagamento e realizar pedidos de revisão.

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Podem também solicitar de forma on line a revisão (recurso administrativo) do pedido de Seguro-Defeso, apresentando no envio a justificativa para o pedido, anexando toda documentação comprobatória. O pescador inicia o processo acessando o Portal Emprega Brasil ou o Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

Após o requerimento, o sistema verifica se o endereço do pescador está localizado em uma cidade selecionada para realização da entrevista presencial. Caso não esteja, o processo segue diretamente para o processamento do pedido pelo MTE, que, após análise, libera para pagamento. Caso esteja na cidade selecionada, o pescador será encaminhado para participar de uma entrevista presencial.

Atendimento Presencial: Caso tenha problemas para realizar o requerimento via canais digitais, o pescador deve procurar um Posto de Atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego para dar entrada no processo.

Período de atuação dos bolsistas para as entrevistas:

Bahia: defeso acontece em novembro, abril e setembro. As entrevistas serão realizadas entre novembro e maio/2026.

Piauí: defeso acontece em novembro, dezembro e janeiro. Entrevistas iniciam em novembro e vão até março/2026.

Amazonas: defeso concentrado em novembro. Entrevistas iniciam em novembro e se encerram em janeiro.

Maranhão e Pará: defesos ocorrem em novembro, dezembro e janeiro. As entrevistas iniciam em novembro e vão até março/2026.

Veja vídeo explicativo sobre o Seguro-Defeso

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Acordo entre MJSP e CNJ fortalece compartilhamento de dados na segurança pública

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Brasília, 3/6/2026
– O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram um acordo de cooperação técnica para ampliar a integração do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0) aos sistemas nacionais de segurança pública. A parceria busca melhorar o fluxo de informações entre o Poder Judiciário e os órgãos de segurança, tornando o acesso a dados mais ágil, confiável e integrado.

O BNMP 3.0 reúne e organiza, em um único sistema e em tempo real, informações sobre mandados de prisão, alvarás de soltura, medidas cautelares, medidas protetivas e outras restrições de liberdade. Com isso, garante maior precisão no registro e na atualização dos dados utilizados pelas instituições envolvidas.

A medida tem impacto direto na vida dos cidadãos brasileiros ao aumentar a transparência das decisões judiciais e garantir maior segurança jurídica. Por meio do Portal BNMP, por exemplo, qualquer pessoa pode consultar a existência de mandados de prisão, ampliando o acesso à informação e fortalecendo a confiança da sociedade nas instituições públicas.

“Inicialmente, são cerca de 30 peças que integraremos às nossas soluções, enriquecendo nossos bancos de dados, possibilitando uma troca de informações mais célere e eficiente. Isso representa, para o cidadão, maior efetividade: vamos ter agora, em tempo real, os mandados de prisão, as medidas protetivas de urgência. Ou seja, maior efetividade no cumprimento dos mandados de prisão em aberto e nos cumprimentos das medidas protetivas de urgência, além de maior efetividade para o policial da ponta na abordagem”, afirmou o diretor de Gestão e Integração de Informações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (MJSP/SENASP/DGI), Joaquim Carvalho Filho.

Além da transparência, o sistema integrado contribui para a proteção dos direitos fundamentais. Como os registros são atualizados em tempo real, reduz-se o risco de prisões indevidas decorrentes de mandados já cumpridos, revogados ou expirados. Da mesma forma, a rápida comunicação de alvarás de soltura evita que pessoas permaneçam privadas de liberdade além do período determinado pela Justiça.

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Proteção às vítimas e enfrentamento à violência contra a mulher

Um dos avanços mais relevantes está relacionado ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio. O sistema centraliza informações sobre medidas protetivas de urgência, ampliando a integração entre o Poder Judiciário e os órgãos de segurança pública. Essa articulação fortalece a resposta do Estado na proteção de vítimas e se alinha às ações previstas no Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.

Também é possível cadastrar vítimas para que sejam notificadas sobre o cumprimento de ordens de prisão ou soltura de acusados e condenados. A medida fortalece a rede de proteção às mulheres e amplia a capacidade de monitoramento dos casos de violência doméstica em todo o país.

Especialistas apontam que a agilidade no compartilhamento dessas informações pode ser decisiva para prevenir novas agressões e garantir respostas mais rápidas das autoridades responsáveis.

Ferramenta estratégica para a segurança pública

A integração do BNMP 3.0 também se tornou um instrumento fundamental para a atuação da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do MJSP.

Responsável pela coordenação de operações integradas em âmbito nacional, a Diopi utiliza informações do sistema para subsidiar ações de inteligência, planejamento operacional e combate ao crime organizado. O acesso a dados atualizados sobre pessoas procuradas, medidas cautelares e decisões judiciais permite maior precisão na identificação de alvos e na execução de operações conjuntas entre diferentes forças policiais.

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A ferramenta também reduz erros operacionais, já que agentes de segurança podem verificar em tempo real a autenticidade e a validade de mandados judiciais durante abordagens e diligências.

Integração com o Sinesp amplia capacidade de resposta

Outro fator que reforça a importância do BNMP 3.0 é sua integração com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), previsto na Lei nº 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

A integração permite que informações judiciais sejam compartilhadas com diferentes órgãos de segurança pública, ampliando a capacidade de análise e resposta das instituições. Os dados podem ser cruzados com outras bases nacionais, como registros de veículos roubados, boletins de ocorrência e sistemas de inteligência.

O processo é potencializado pelo uso da plataforma Córtex, que possibilita o compartilhamento e a análise de grandes volumes de informações em tempo real. A tecnologia contribui para uma visão mais ampla dos cenários de segurança pública e fortalece a tomada de decisões estratégicas por gestores e operadores.

Segurança reforçada em grandes eventos

A utilização do sistema também vem sendo considerada um diferencial para a segurança de grandes eventos esportivos e culturais realizados no País. O sistema permite o registro e a consulta de medidas cautelares que impedem determinados indivíduos de frequentar estádios e outros locais de concentração de público.

Com a realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027 no Brasil, a integração entre Justiça e segurança pública ganha ainda mais relevância. O acesso rápido às informações poderá auxiliar na identificação de pessoas sujeitas a restrições judiciais, contribuindo para a prevenção de incidentes e para a proteção dos participantes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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