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Porto do Pecém é premiado com Selo de Sustentabilidade por ação de reutilização da água

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Para manter jardins bem tratados o ano todo, o Porto do Pecém, no Ceará, adotou uma solução inteligente e sustentável: a água vinda da estação de tratamento de esgoto é reutilizada na irrigação de áreas verdes. A iniciativa foi reconhecida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com a entrega do Selo de Sustentabilidade na categoria Bronze.

Seis jardins são abastecidos diariamente. Cada um possui uma cisterna com capacidade para 3 m³ (o equivalente a 3 mil litros), que recebe água da estação de tratamento de esgoto e até de drenos de ar-condicionado. O volume é usado na limpeza e manutenção das áreas verdes.

“É preciso reconhecer a iniciativa do Porto do Pecém, que serve de exemplo para outros portos e para todas as grandes empresas brasileiras. Além de garantir o reaproveitamento da água, a ação reforça a conscientização sobre o bom uso dos nossos recursos naturais”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

“É preciso reconhecer a iniciativa do Porto do Pecém, que serve de exemplo para outros portos e para todas as grandes empresas brasileiras” Silvio Costa Filho

O sistema de reuso do Porto do Pecém apresenta uma capacidade instalada de até 1.200  m³/mês. Em 2025, cerca de 15 m³ diários (15 mil litros/dia) foram destinados à irrigação de áreas verdes, o que corresponde a 37,5% da capacidade total do sistema. A administração vem intensificando a distribuição das áreas atendidas com o reuso para diminuir o consumo de água potável e promover maior eficiência hídrica ao complexo, usando também em vasos sanitários os efluentes tratados.

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O gerente de Manutenção do Complexo do Pecém, Marco Ximenes, explica que, por ser um porto offshore, ou seja, em alto-mar, há um grande impacto gerado pela atividade portuária, e que buscam manter projetos de sustentabilidade que reduzam esses efeitos.

“O reaproveitamento da água despertou a criatividade na nossa equipe, que é provocada a pensar em outras práticas sustentáveis”, afirma o gerente.

Entre as iniciativas em gestação, está o reaproveitamento dos resíduos sólidos da estação de tratamento de esgoto para fins de compostagem. “Será implantado um projeto-piloto este ano para que o material sólido da estação de tratamento e os restos de alimentos do nosso restaurante se transformem em adubo para os jardins, fechando um ciclo sustentável de manutenção”, conclui Ximenes.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Agentes indígenas de saneamento recebem qualificação para uso de plataforma de vigilância ambiental

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Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) e outros profissionais que atuam na saúde ambiental indígena participam, nesta semana, da primeira qualificação presencial para o uso da Plataforma de Vigilância Ambiental e Saúde Indígena (Vigiambsi). O novo sistema do Ministério da Saúde reúne informações sobre saneamento, qualidade da água, resíduos sólidos e outros fatores ambientais relacionados à saúde nos territórios indígenas.

A qualificação acontece durante o 2º Encontro Regional de Saúde Ambiental Indígena (2º ERSAI), realizado entre os dias 10 e 14 de agosto, em Porto Velho. A iniciativa é da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), em parceria com o Einstein Hospital Israelita, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Participam do treinamento profissionais dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) que trabalham na área de saúde ambiental, incluindo integrantes do Serviço de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (Sesani), Agentes Indígenas de Saneamento e outros trabalhadores envolvidos na gestão e execução das ações de saneamento e saúde ambiental nos territórios indígenas.

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Informação para melhorar as ações nos territórios

Durante a qualificação, os participantes aprendem a registrar, monitorar, analisar e utilizar as informações disponíveis na Vigiambsi. Os dados ajudam as equipes a planejar e fortalecer as ações de saúde ambiental realizadas nos territórios indígenas.

A programação também abre espaço para a troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões. A proposta é compartilhar práticas, desafios encontrados no dia a dia e soluções adotadas pelas equipes nos territórios onde atuam.

Ao todo, são cinco encontros presenciais, organizados por regiões do país, com média de 40 participantes em cada edição.

Depois de Porto Velho, as próximas capacitações acontecem em:

  • 17 a 21 de agosto – Campo Grande (MS);
  • 31 de agosto a 4 de setembro – Manaus (AM);
  • 14 a 18 de setembro – Salvador (BA);
  • 21 a 25 de setembro – Belém (PA).

Sobre a Vigiambsi

A Plataforma de Vigilância Ambiental e Saúde Indígena (Vigiambsi) é uma ferramenta digital desenvolvida para reunir e armazenar dados de vigilância ambiental dos territórios indígenas, como informações sobre monitoramento da água, saneamento e resíduos sólidos.

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A plataforma permite integrar essas informações a dados de saúde dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), contribuindo para que as equipes tenham uma visão mais ampla das condições ambientais e possam utilizar os dados no planejamento de suas ações.

O projeto também prevê a formação de profissionais multiplicadores e a orientação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI) para a coleta e a análise dessas informações.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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