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Agro

Mercado do boi gordo mostra leve aquecimento, mas preços seguem estáveis em grande parte do país

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Negociações ganham ritmo, mas estabilidade predomina

O mercado do boi gordo apresentou um leve aquecimento nas negociações nesta semana, embora os preços se mantenham praticamente estáveis em grande parte das regiões acompanhadas. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o aumento da oferta de animais em algumas praças possibilitou que os frigoríficos alongassem suas escalas de abate, que agora variam entre 7 e 17 dias.

Regiões com variações positivas

Na parcial de novembro, algumas regiões registraram valorização discreta da arroba bovina, com destaque para Sorriso (MT), Rondonópolis (MT), Rio Grande do Sul, Tocantins, Colíder (MT), Bauru (SP) e São José do Rio Preto (SP), onde o avanço foi de cerca de 1%.

Em outras praças, como Noroeste do Paraná, Triângulo Mineiro, Norte de Minas e Oeste da Bahia, as altas foram um pouco mais expressivas, variando entre 2% e 3%. Já no Norte de Goiás, Rio Verde (GO) e Goiânia, a arroba apresentou valorização próxima de 4%.

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Quedas em alguns estados

Enquanto parte do país registra avanço, Mato Grosso do Sul e Rondônia apresentaram recuo de aproximadamente 2% nos preços, reflexo da maior disponibilidade de animais prontos para o abate nessas regiões.

Mercado paulista mantém estabilidade

Em São Paulo, principal referência do mercado físico, as negociações seguem concentradas na faixa de R$ 320 a R$ 325 por arroba, reforçando o cenário de estabilidade que predomina na maioria das praças brasileiras neste mês de novembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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