Paraná
PMPR apreende 1,6 tonelada de maconha; prejuízo ao crime passa de R$ 3,3 milhões
A Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), apreendeu mais de 1,6 tonelada de maconha em duas operações realizadas na madrugada desta sexta-feira (26), em Tuneiras do Oeste e Foz do Iguaçu. As ações, desenvolvidas em conjunto com a Receita Federal e a Polícia Federal, causaram um prejuízo estimado em R$ 3,36 milhões ao crime organizado.
A maior apreensão ocorreu em Foz do Iguaçu, no bairro Jardim Jupira, durante ação conjunta entre equipes da 1ª Companhia do BPFron e o Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) da Polícia Federal. Durante monitoramento na região de fronteira, os policiais avistaram uma embarcação saindo da margem paraguaia e atracando em território brasileiro.
Ao perceber a aproximação das equipes, os ocupantes tentaram retornar ao Paraguai, mas foram interceptados pela embarcação do Nepom. Os suspeitos abandonaram o barco e fugiram para uma área de mata, não sendo localizados.
Na embarcação foram encontrados 1.111,2 quilos de maconha. Também foi apreendido um barco de alumínio com motor. O prejuízo estimado ao crime organizado é de R$ 2.272.400. A droga e a embarcação foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.
Em Tuneiras do Oeste, equipes da 4ª Companhia do BPFron e da Receita Federal de Guaíra receberam informações sobre um veículo suspeito que seguia em direção a Cianorte transportando carga ilícita.
Após intensificação do patrulhamento, os policiais localizaram a caminhonete, cujo condutor desobedeceu à ordem de parada e fugiu em alta velocidade por cerca de cinco quilômetros. O motorista abandonou o veículo em uma plantação e fugiu por uma área de canavial, não sendo encontrado.
Durante a vistoria, foram localizados diversos fardos de maconha, que totalizaram 505,4 quilos da droga. O veículo, avaliado em R$ 80 mil, e o entorpecente foram encaminhados à 17ª Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Oeste. Nesta ocorrência, o prejuízo estimado ao crime organizado foi de R$ 1.090.800.
As duas apreensões integram as ações permanentes de combate ao tráfico de drogas e aos crimes transfronteiriços realizadas pelas forças de segurança na região de fronteira do Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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