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MMA adere à Coalizão Habitação Net Zero 2050 e acelera parceria estratégica para descarbonizar construções

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) confirmou sua adesão à Coalizão pela Habitação Net Zero 2050, iniciativa multissetorial liderada pela Caixa Econômica Federal e lançada na última sexta-feira (14/11), na COP30, em Belém (PA). A Coalizão busca descarbonizar a cadeia habitacional brasileira até 2050, em consonância com o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Com a adesão, o MMA reforça as parcerias de alto impacto que buscam acelerar a criação da Estratégia Nacional de Construções Sustentáveis. “É fundamental o debate sobre construções sustentáveis, pois 37% das emissões de gases de efeito estufa estão associadas à construção civil e às edificações”, disse na COP30 o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf.

A participação do MMA se insere no guarda-chuva do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), e busca integrar esforços federativos com a participação do setor produtivo e da sociedade civil, em articulação com o Plano de Transformação Ecológica, instrumento que promete mudanças de paradigmas econômicos, tecnológicos e culturais no país.

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Essa articulação multissetorial é reforçada pela parceria firmada entre o MMA e a International Finance Corporation (IFC), braço de financiamento do Grupo Banco Mundial. A cooperação com a IFC visa fortalecer competências em construção sustentável e certificações de edifícios em nível federal.

O acordo prevê sessões formativas que abordam desde o Programa de Transformação de Mercado para as Construções Sustentáveis da IFC até o uso de ferramentas de padronização, como a certificação EDGE — um software gratuito para padrões de construção verde mais eficientes em energia, água e materiais.

Um futuro Net Zero

Para acelerar a descarbonização, a coalizão lançou a ferramenta Benchmark Interativo para Projetos de Baixo Carbono (BIPC). Desenvolvida em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a plataforma é inédita, automatizada e permite medir o carbono incorporado em empreendimentos habitacionais desde a fase de projeto. O foco inicial está nos projetos estruturais do programa Minha Casa, Minha Vida.

O IFC também reforça o uso de ferramentas internacionais, como o Building Resilience Index, que avalia a capacidade de um edifício se recuperar após eventos climáticos adversos.

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Maluf afirmou que a adesão do MMA à coalizão e a parceria com a IFC demonstram o compromisso do governo federal em liderar a transição da construção civil brasileira para um futuro Net Zero, com zero emissões líquidas de carbono, a fim de garantir um desenvolvimento justo e inclusivo.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil

MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

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“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

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A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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