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Brasil destaca avanços do Planaveg e governança da restauração em painel na COP30

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A COP30, realizada pela primeira vez no coração da Amazônia, em Belém (PA), foi palco do evento “Brasil pela Restauração: impulsionando soluções para pessoas, natureza e clima”, na última segunda-feira (17/11). O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou do encontro organizado pela União pela Restauração (U4R), que reuniu lideranças governamentais, empresariais, financiadores e representantes da sociedade civil para debater marcos legais, mecanismos de financiamento, modelos produtivos e oportunidades de mercado relacionados à restauração ecológica em larga escala. Os participantes também discutiram os impactos sociais e ambientais da agenda, como geração de empregos, inclusão social e benefícios para a biodiversidade.

Durante o painel, o diretor de Florestas da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) do MMA, Thiago Belote, apresentou os pilares do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). Ele destacou que a medida abrange um conjunto de ferramentas estratégicas que orienta e organiza a ação governamental e multissetorial para viabilizar a meta brasileira de restaurar 12 milhões de hectares até 2030, compromisso assumido no âmbito do Acordo de Paris. O plano integra políticas públicas, mecanismos de financiamento, incentivos econômicos, governança territorial e sistemas de monitoramento, criando as condições necessárias para garantir escala, eficácia e impacto real nos territórios.

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Belote reforçou que o Planaveg é o instrumento central e coerente para orientar a política de restauração do país, oferecendo previsibilidade e segurança para investidores, governos e sociedade. Ele destacou que a revisão do plano, concluída em 2024 com ampla participação da sociedade civil, consolidou uma governança robusta e aprimorou a capacidade de continuidade das ações ao longo dos anos. Segundo ele, a restauração só se sustenta quando território, ciência, financiamento e política pública caminham juntos — e o Planaveg organiza exatamente essas engrenagens. Para o diretor, ancorar a ação no território, com áreas prioritárias claras, governança ativa e diálogo permanente com estados e coletivos, é o que transforma metas em resultados concretos.

Ao abordar o financiamento, Belote explicou que o Planaveg trabalha visando a integração de mecanismos financeiros, combinando recursos não reembolsáveis, como Fundo Amazônia e Floresta Viva, e linhas reembolsáveis, como as do Fundo Clima e do programa EcoInvest. O objetivo, destacou, é garantir que os recursos efetivamente cheguem à ponta e promovam transformação social e ambiental. “Restauração é muito mais do que hectare. É dignidade, é renda, é emprego. É desenvolvimento para os territórios”. Ele também ressaltou a importância dos coletivos de restauração como força estruturante na continuidade das ações e na identificação dos territórios com maior potencial de escala.

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O evento reforçou a urgência da restauração como solução estratégica diante das crises climática e de biodiversidade, consolidando o Brasil como referência global no tema.

A U4R, coalizão formada por Conservação Internacional (CI-Brasil), The Nature Conservancy Brasil (TNC Brasil), WRI Brasil e WWF-Brasil, nasceu na COP26, em Glasgow, e atua em todos os biomas brasileiros com a meta de restaurar 4 milhões de hectares até 2030. A iniciativa também busca fortalecer redes locais, atrair investimentos, subsidiar políticas públicas e aprimorar sistemas de monitoramento.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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