Brasil
Futuro no centro: Pavilhão do Balanço Ético Global abre espaço para crianças e adolescentes refletirem sobre ética e futuro climático na COP30
“Para que a gente preserve o futuro, nós, crianças, adolescentes, precisamos sonhar com ele e também ensinar os adultos e as lideranças a sonharem juntos, para que possamos construir soluções e alcançar um mundo mais justo.” A declaração de João Victor da Costa da Silva, ativista climático de 16 anos, resume o sentido do evento “Vozes do Futuro para o Presente: um compromisso ético”, realizado na última segunda-feira (17/11), no Pavilhão do Balanço Ético Global (BEG), na Zona Azul da COP30, em Belém (PA).
O encontro reuniu cerca de 40 crianças e adolescentes e destacou que a ética climática começa pela escuta das novas gerações e pelo reconhecimento de seu papel na construção de um futuro sustentável. A atividade também dialoga com o Dia Temático das Crianças e da Juventude, junto com Pequenos e Médios Empreendedores, que integra o calendário oficial da COP30 e pretende, até esta terça-feira (18/11), apresentar soluções inclusivas e realistas conectadas ao cotidiano dos territórios.
“A gente tem que manter o cheiro de terra depois da chuva, porque eu sinto que a floresta está viva quando a gente sente esse cheiro”, afirmou Juca, de 14 anos. “Eu quero proteger a floresta. E por quê? Porque ela traz o ar puro que a gente precisa para respirar”, completou Gabriel, de 10 anos.
Participaram do encontro com as crianças no Pavilhão do BEG a coordenadora-geral de Cidadania do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Isis Akemi; a oficial de Mudanças Climáticas do Unicef, Mariana Buoro; o diretor executivo do projeto Plant-for-the-Planet, Luciano Frontelle; e a analista de Natureza do Instituto Alana, Capitu Maciel.
“Que essa COP tenha realmente as crianças em espaços não só de escuta, mas também de tomada de decisão e de participação real em todos os diálogos”, destacou Isis Akemi. Para Capitu Maciel, “o brincar tem um espaço muito especial para que a gente fale sobre novos futuros possíveis”.
Diálogos autogestionados do BEG
O percurso do BEG até a COP30 envolveu diálogos em Londres, Bogotá, Nova Délhi, Adis Abeba e Sydney, reunindo lideranças políticas, sociais, científicas e espirituais. Os debates, conduzidos por nomes como Mary Robinson, Michelle Bachelet, Kailash Satyarthi, Wanjira Mathai, Anote Tong e Karenna Gore, resultaram em recomendações prioritárias consolidadas em um Relatório Global para orientar chefes de Estado e negociadores.
Além dos encontros presenciais, o processo contou com 125 Diálogos Autogestionados, que mobilizaram 15.271 participantes diretos, entre eles 2.395 crianças, em atividades realizadas em países das Américas, Europa, Ásia e África.
Inspirado no mecanismo do Acordo de Paris, o BEG busca ampliar a escuta pública sobre escolhas éticas e responsabilidades diante da crise climática. A iniciativa é fruto da articulação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário-geral da ONU, António Guterres, a ministra Marina Silva, o Itamaraty, a Presidência da COP30 e o assessor especial da ONU para Transição Justa e Ação Climática, Selwin Hart.
O processo ainda reforça o mutirão global liderado pela Presidência da COP30 para acelerar a implementação dos acordos climáticos assumidos desde 2015. Nos últimos meses, seis diálogos regionais reuniram lideranças indígenas, comunitárias, religiosas, políticas e científicas para debater caminhos para uma transformação ecológica que vá além das soluções técnicas já disponíveis, incorporando um compromisso ético capaz de viabilizar sua aplicação.
VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente
Realizada em 2025, paralelamente ao BEG, a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente mobilizou 8.732 escolas em 2.307 municípios, sob o tema “Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática”. O objetivo foi fortalecer ações de educação ambiental e consolidar as escolas como espaços educadores sustentáveis e resilientes.
Participaram da conferência 1.293 escolas em áreas de risco socioambiental, 158 com atendimento a estudantes com deficiência, 1.478 da zona rural, 186 indígenas e 139 quilombolas. Em número de unidades participantes, a Mata Atlântica liderou com 2.818 escolas, seguida da Caatinga (2.467), do Cerrado (1.695) e da Amazônia (1.300).
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Brasil
Ministério do Turismo destina R$ 2 milhões para o “São João” de Campina Grande (PB)
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, anunciou nesta quinta-feira (14), em visita a Campina Grande (PB), a destinação de R$ 2 milhões para a festa de São João da cidade, a maior do Brasil.
A iniciativa do Ministério do Turismo fortalece a infraestrutura e a promoção do evento, que neste ano marca os 40 anos do Parque do Povo, o “Quartel General do Forró”, palco do festejo junino. Durante 33 dias (3 de junho a 5 de julho), a celebração terá nomes como Elba Ramalho, Wesley Safadão e Roberto Carlos.
O ministro Gustavo Feliciano afirmou que a destinação dos recursos busca potencializar a capacidade do São João de valorizar a identidade brasileira e de impactar positivamente a economia local, com grandes reflexos na geração de emprego, renda e inclusão social.
“Esse investimento do governo do presidente Lula é um reconhecimento à grandeza de Campina Grande e à força da cultura nordestina. Não se trata apenas de uma festa, mas de uma gigantesca indústria que proporciona diversas oportunidades de trabalho a milhares de famílias”, enfatizou Feliciano.
Em 2025, os festejos juninos de Campina Grande receberam cerca de 3,2 milhões de visitantes e movimentaram mais de R$ 740 milhões, segundo a Prefeitura Municipal. Na edição de 2026, a expectativa é de que o evento injete R$ 800 milhões na economia local, com um público de 3,5 milhões de pessoas.
“O apoio do Ministério do Turismo garante que benefícios do evento cheguem a todos: ao público, ao artesão, ao vendedor ambulante e à hotelaria, convertendo tradição em dignidade social. Estamos aqui para garantir que essa engrenagem de cultura e desenvolvimento continue com força total”, completou o ministro.
As comemorações de São João figuram entre os eventos que mais impulsionam a economia brasileira, ficando atrás apenas do Natal e do Carnaval em movimentação financeira. No ano passado, os festejos juninos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões, conforme projeções do Ministério do Turismo.
São João como produto turístico
O investimento integra esforços do Ministério do Turismo no sentido de divulgar as celebrações e atrair mais visitantes. No último mês de março, em parceria com a Embratur, a pasta fez uma ação inédita na capital argentina, levando a Buenos Aires grupos de Campina Grande e de outras cidades nordestinas para se apresentarem no Obelisco, um dos principais atrativos turísticos locais.
Reforço para celebrações na Paraíba
Além do apoio ao São João de Campina Grande, o ministro Gustavo Feliciano vai anunciar nesta sexta-feira (15), em João Pessoa (PB), recursos para os festejos juninos de mais de 70 municípios da Paraíba.
A iniciativa do Governo do Brasil busca ampliar a atração de público aos eventos e os reflexos econômicos e sociais das celebrações nas várias cidades paraibanas que os organizam.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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