Brasil
MPor debate responsabilidade social e proteção à infância durante COP30 em Belém
Dando continuidade a sua participação na COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), em Belém (PA), o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou, nos dias 14 e 15, dois painéis na Estação do Desenvolvimento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), instalada na Green Zone, que abordaram os desafios e as políticas relacionadas à responsabilidade social no sistema aquaviário e a proteção da infância e da juventude em territórios vulneráveis.
No painel Responsabilidade Social no Sistema Aquaviário: aprendizados e desafios, mediado pelo coordenador de Políticas de Descarbonização e Mudança do Clima do MPor, Vitor Brasil, foram debatidos temas estratégicos como intermodalidade, adaptação das infraestruturas, mitigação de emissões e financiamento climático. As apresentações trouxeram a perspectiva de que a agenda social deve caminhar junto à modernização logística, considerando segurança, inclusão e qualidade de vida das populações ribeirinhas.
Também foram apresentados estudos de mitigação e adaptação climática aplicados ao setor, o potencial ambiental do modal hidroviário e os ganhos da multimodalidade e iniciativas de eficiência operacional e redução de combustíveis fósseis. As contribuições reforçaram a importância de ampliar a resiliência das infraestruturas diante de eventos climáticos extremos, com planejamento conjunto entre governo, empresas e comunidades. O painel contou com a participação da Raíssa Amorim (MoveInfra), Érica Partini (Hidrovias do Brasil) e Paula Tagliari (Rumo).
Já o painel Proteção da Infância e Desenvolvimento, mediado pela ouvidora do MPor, Maíra Nascimento, colocou em evidência o papel das políticas públicas na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, especialmente na Amazônia. Maíra destacou que garantir acesso à educação, oportunidades e proteção “não é apenas prioridade, mas um direito que deve ser efetivamente assegurado”, e anunciou que o MPor pretende firmar, em dezembro, um acordo de cooperação com o Ministério Público para avançar em ações estruturadas de proteção à infância.
O debate contou com a participação de Ana Carla Lopes, secretária-executiva do Ministério do Turismo, que apresentou o movimento Turismo que Protege; de Eliane Samarco, presidente do IBE Social, que atua com apoio a mulheres escalpeladas e iniciativas de geração de renda; e, remotamente, de Renata Machado Santos, coordenadora de Inovação da Antaq, e da produtora e co-roteirista Carolina Benítez, do filme Manas, obra que aborda a vulnerabilidade de meninas e adolescentes na região amazônica.
Renata Machado apresentou a elaboração da Diretriz de Proteção à Criança no Setor Aquaviário, desenvolvida pela Antaq em cooperação com o MPOR. O documento pretende orientar operadores, oferecer diretrizes educativas e promover a inserção segura de crianças e jovens em iniciativas socioeducativas ligadas ao setor. Já Eliane Samarco reforçou a importância de conectar políticas de transporte seguro à saúde, capacitação e oportunidades econômicas, especialmente para mulheres e famílias ribeirinhas.
A presença do Ministério de Portos e Aeroportos na COP30 reforça o compromisso institucional com soluções que integrem infraestrutura, governança, clima e justiça social. As discussões promovidas na Green Zone colocam em foco uma gestão portuária e hidroviária capaz de proteger vidas, gerar oportunidades e impulsionar o desenvolvimento sustentável das hidrovias brasileiras.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
Centro de Informação em Saúde e Clima passa a operar em Porto Alegre (RS) e reforça o monitoramento de riscos climáticos e sanitários
O Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) de Porto Alegre (RS) passou a operar nesta sexta-feira (10). A unidade monitora riscos relacionados a eventos climáticos, incluindo os impactos associados ao El Niño, por meio da integração de informações climáticas, epidemiológicas, demográficas e socioeconômicas. As análises subsidiam a preparação e a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos órgãos de proteção e defesa civil em períodos de maior risco.
Porto Alegre integra uma rede de oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que também contará com unidades em Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Santarém (PA) e Salvador (BA). Na Amazônia Legal, o monitoramento é realizado pelo Centro de Informação em Clima e Saúde da Fiocruz, em Porto Velho (RO), com atuação voltada especificamente para a região
“O Centro de Informação em Saúde e Clima de Porto Alegre, integrado a essa rede nacional, vai produzir informações que permitirão aos profissionais de saúde se prepararem melhor. Também ajudará no planejamento das unidades de saúde e permitirá que a população compreenda como o clima pode afetar a saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Os centros monitoram eventos como ondas de calor, chuvas intensas, inundações, estiagens, secas, incêndios florestais e períodos de baixa umidade do ar. As informações produzidas permitem identificar áreas mais vulneráveis e apoiar o planejamento de ações de vigilância, a organização dos serviços de saúde e a comunicação de riscos.
Em Porto Alegre, o acompanhamento será voltado principalmente para chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa, níveis dos rios e episódios de calor extremo. As atividades também buscam reduzir o tempo entre a identificação de um risco e a resposta, com mobilização mais rápida de equipes, insumos e ações de comunicação para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.
A metodologia utilizada pelos CISCs tem como referência experiências brasileiras de integração entre saúde e clima, como o Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro, desenvolvido em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O modelo foi adaptado às características e às necessidades de cada território.
El Niño deve intensificar eventos climáticos extremos no Brasil
O El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já está em curso e tem previsão de permanência até o início de 2027. De acordo com a NOAA (agência meteorológica dos Estados Unidos), há mais de 90% de chance de o fenômeno continuar nos próximos meses, com possibilidade de atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, as previsões indicam chuvas acima da média na Região Sul e abaixo do esperado no Centro-Norte do país, além de temperaturas mais elevadas que o normal em praticamente todo o território nacional. O cenário aumenta a possibilidade de ocorrência de ondas de calor, períodos de estiagem e maior risco de incêndios florestais em áreas mais secas.
No Sul do país, incluindo Porto Alegre, a previsão indica maior probabilidade de chuvas intensas, enchentes, inundações, movimentos de massa e episódios de calor extremo. Por isso, o monitoramento realizado pelo CISC considera indicadores como precipitação acumulada, níveis dos rios, risco hidrológico e excesso de calor para apoiar o planejamento das ações de saúde.
Historicamente, episódios de El Niño provocam alterações no padrão de chuvas e temperaturas no Brasil, mas os impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e a região afetada. Nos últimos eventos, como em 2023/2024, foram observados períodos de calor extremo e déficit de chuvas em grande parte do país, enquanto o Sul enfrentou episódios de chuvas intensas e enchentes de grande magnitude.
Entre as ferramentas que apoiam esse monitoramento no Brasil está o Painel de Excesso de Calor do Ministério da Saúde, que acompanha diariamente as condições térmicas nos municípios brasileiros. As informações produzidas pelo painel auxiliam na identificação de áreas com maior risco para a saúde e apoiam a emissão de alertas e o planejamento de ações de vigilância e assistência durante períodos de calor intenso.
Amanda Milan
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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