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Fundo Clima alcança carteira de R$ 25 bi no biênio 2024/2025

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O Fundo Clima, principal instrumento de financiamento de projetos na área ambiental, alcançou a cifra de R$ 25 bilhões de projetos em carteira no período de 2023 a 2025 na modalidade reembolsável, informou o secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Aloisio Melo, na última quinta-feira (13/11) na COP30, durante o painel “Fundo Clima: implantação e efetividade”promovido pela BNDES, que opera o mecanismo financeiro.

O Fundo, criado em 2009, pulou de um montante médio anual de R$ 400 milhões entre 2010 e 2024 para mais de R$ 10 bilhões em orçamento anual nos anos de 2024 e 2025. “Alcançamos outro patamar hoje, com um volume expressivo de transferências e alavancagem. Justamente o que precisamos no contexto da emergência climática”, afirmou Melo. A expectativa para 2026, de acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), é de R$ 27 bilhões. 

Somados os orçamentos de 2024, 2025 e a previsão orçamentária de 2026, o Fundo Clima tem potencial para alcançar R$ 48,2 bilhões de orçamento no período. Segundo Melo, o volume de recursos disponível ao mercado nesse triênio representaria cerca de 70% de todo o Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês) da ONU para o seu segundo ciclo de replenishment (quadriênio 2024-2027). O GCF é considerado o maior fundo climático multilateral do mundo e um dos principais braços do mecanismo financeiro da Convenção do Clima. 

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O resultado, segundo o secretário de Mudança do Clima, deve-se principalmente à emissão de títulos verdes por parte do Tesouro Nacional e a alocação dos recursos no Fundo, fruto da parceria estratégica entre o MMA e o Ministério da Fazenda. O secretário defendeu que o Fundo possa ampliar sua carteira em outras finalidades ambientais, como projetos de reflorestamento e adaptação, se aproximando ainda mais dos objetivos da política climática brasileira. 

Segundo o Painel Fundo Clima do BNDES, atualmente projetos de transição energética, pelo seu nível de maturidade, representam mais da metade das demandas privadas por recursos.

Em 2025, ações de fomento e estruturação de produtos inovadores por parte do BNDES, em parceria com o MMA, possibilitaram o avanço nas aprovações em áreas prioritárias para a política climática, como adaptação e florestas nativas. Enquanto em 2024 o montante aprovado na Finalidade 5 do PAAR (Florestas nativas e recursos hídricos) foi de R$ 105 milhões, em 2025, até o final de outubro, o valor já atingia R$ 726 milhões. O PAAR é o instrumento que detalha as finalidades e objetivos do Fundo Clima adequadas às prioridades climáticas nacionais.

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Em termos de resultado, o balanço do Fundo indica que os projetos financiados pelo mecanismo financeiro em 2025 evitaram emissões de 99 milhões de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera.  Na soma de 2024 e 2025, o Fundo Clima evitou a emissão de 186 milhões de toneladas de CO2 equivalente.  

O superintendente da Área de Planejamento e Pesquisa Econômica do BNDES, Gabriel Aidar, disse que o Fundo poderá ter critérios mais objetivos de indicadores de avaliação para melhorar a grade com os critérios de alocação de recursos, como um elemento indutor a ações na área de reflorestamento.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Ministério da Saúde reforça cuidado em saúde mental com habilitação de cerca de 800 novos serviços em três anos

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O Marco da Reforma Psiquiátrica brasileira, a Lei nº 10.216/2001, completa 25 anos em 2026. Responsável por redirecionar o modelo assistencial em saúde mental no país, a legislação consolidou a proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais. O novo modelo substituiu de forma progressiva os antigos hospitais psiquiátricos e as internações de longa permanência por uma rede de cuidado territorial e comunitária.

Dentro dessa estratégia, o Ministério da Saúde habilitou, desde 2023, 798 novos dispositivos assistenciais de saúde mental em todo o Brasil, entre eles leitos especializados, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Acolhimento. Além disso, de forma inédita, a rede pública passou a ofertar teleatendimento com psicólogos e psiquiatras.

A ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reforça o compromisso do Governo do Brasil com o cuidado em saúde mental, orientado pelos princípios da cidadania, dos direitos humanos e do cuidado em liberdade, com foco no acompanhamento contínuo e na reinserção social das pessoas atendidas.

Em 2026, já foram viabilizados 159 novos serviços previstos em portarias, que representam, juntos, um investimento federal mensal de cerca de R$ 2,3 milhões. Entre eles, destacam-se:

  • 55 leitos de saúde mental em hospitais gerais, aumentando a capacidade de resposta da atenção hospitalar no SUS;
  • 45 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), fundamentais para a reinserção social de pessoas egressas de longas internações psiquiátricas;
  • 42 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem acolhimento para pessoas com sofrimento psíquico grave e persistente;
  • 12 Equipes de Atenção Psicossocial voltadas à desinstitucionalização (EAP-Desinst), com atuação no cuidado contínuo e na articulação intersetorial;
  • 5 Unidades de Acolhimento Adulto (UAA), destinadas à oferta de suporte residencial transitório e cuidado em liberdade.
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“Essas habilitações representam um avanço concreto na consolidação da política de saúde mental no Brasil. Estamos fortalecendo a capacidade dos territórios de responder, de forma qualificada, articulada e humanizada, às demandas das pessoas com transtornos mentais, reafirmando o compromisso com o cuidado em liberdade e com a superação de práticas manicomiais”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati Dias.

Teleatendimento reforça rede de assistência

Para expandir ainda mais o acesso ao cuidado, o SUS passou a ofertar, pela primeira vez, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado ao atendimento de casos relacionados a jogos e apostas. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês integra as ações do Governo do Brasil para o enfrentamento desse problema de saúde pública.

Outra iniciativa voltada à proteção da saúde mental é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. Até o momento, mais de 574 mil pessoas já recorreram à ferramenta, desenvolvida pelo Ministério da Fazenda, que permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil por meio de uma única solicitação vinculada ao CPF.

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Do total de usuários cadastrados, 207 mil (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão. Para direcionar a busca por assistência no SUS, a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado.

Mais estrutura e investimento para a saúde mental

A capacidade de atendimento em saúde mental no SUS alcançou 52 mil usuários em 2025, um crescimento de 6% em relação aos 49 mil pacientes registrados em 2022. Como resultado da expansão da rede, os investimentos também aumentaram. O orçamento passou de R$ 1,7 milhão, em 2022, para R$ 2,9 milhões em 2025, o que representa 70% a mais de em recursos.

Durante esta gestão, o avanço também contempla as equipes especializadas que atuam na rede pública de saúde mental. Entre 2024 e 2025, o número de profissionais passou de 11,8 mil para 12,4 mil, incluindo psicólogos e psiquiatras. Com reforço da equipe, o SUS garante mais capacidade de acolhimento, acompanhamento contínuo e atendimento multiprofissional para os pacientes.

 Julianna Valença
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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