Paraná
MAC Paraná celebra 55 anos com exposição comemorativa que apresenta obras do acervo
O Museu de Arte Contemporânea do Paraná inaugura nesta quarta-feira, 19 de novembro, às 18h30, a exposição “EntreLinhas, Cores e Linguagens – 55 Anos de MAC-PR”. A mostra, que estará nas salas 08 e 09 do MAC no MON, reúne obras do acervo do museu e apresenta um recorte pensado pelos curadores Maria José Justino e Marcelo Conrado, que propõem uma leitura renovada da coleção, destacando suas múltiplas temporalidades e linguagens. Serão mais de 80 artistas, de diferentes escolas e gerações, reunidos em uma única mostra.
Entre os nomes apresentados estão artistas como Abraham Palatnik, Andreia Las, Alfredo Volpi, Antônio Manuel, Fayga Ostrower, Elias de Andrade, Emanuel Monteiro, Gilda Belczak, Letícia Marquez, Livio Abramo, Mario Rubinski, Milla Jung, Miguel Bakun, Pietrina Checcacci, Raul Borges da Cruz, Regina Silveira, Rubem Esmanhotto e Violeta Franco.
Criado em 1970, o MAC-PR nasceu da mobilização de artistas e intelectuais, sendo instituído pelo decreto nº 18.447 sob orientação de Fernando Velloso, seu primeiro diretor. Nos primeiros anos, funcionou no Departamento de Cultura e, posteriormente, em um casarão na Rua 24 de Maio, período no qual promoveu eventos pioneiros, como as comemorações dos 50 anos da Semana de Arte Moderna, em 1972.
Em 1974, foi instalado no prédio histórico da Rua Desembargador Westphalen, de 1928, tombado como patrimônio da cidade. Desde então, consolidou-se como uma das principais referências em arte moderna e contemporânea no Paraná, reunindo um acervo que hoje ultrapassa duas mil obras de artistas paranaenses, brasileiros e estrangeiros, complementado por uma biblioteca especializada e um dos mais importantes arquivos de pesquisa sobre arte moderna e contemporânea do país.
Segundo a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, o aniversário do museu representam um marco para as artes no Paraná. “Celebrar os 55 anos do MAC-PR é celebrar a preservação da memória artística e a valorização das múltiplas vozes que compõem nossa identidade e produção cultural”, afirma Luciana.
“Essa exposição evidencia a força do nosso acervo e o trabalho contínuo de pesquisa, conservação e difusão realizado pela equipe do museu. É uma alegria ver o MAC renovado, dialogando com novas gerações e fortalecendo seu papel como referência nacional em arte contemporânea”, completa.
DIVERSIFICADO – Com um conjunto diversificado que abrange pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, tapeçarias, objetos, vídeos e instalações, o acervo do MAC-PR reflete mais de cinco décadas de transformações estéticas e conceituais. Seu crescimento histórico ocorreu de forma plural: obras oriundas da antiga coleção do Estado, de aquisições e doações, mas sobretudo dos prêmios do Salão Paranaense – elemento central na constituição da memória artística local e nacional.
Complementando seu caráter formador, o museu mantém iniciativas como projetos laboratoriais com universidades, aproximando estudantes e pesquisadores das práticas curatoriais, museológicas e educativas.
Para a diretora do MAC-PR, Juliane Fuganti, a exposição reforça a função pública do acervo. “Mais do que uma celebração, ‘EntreLinhas, Cores e Linguagens’ fortalece o papel do MAC-PR com a preservação dos bens simbólicos. Essa mostra traz ao público um espaço de contemplação, aprendizagem e interação, estimulando o pensamento crítico e o diálogo entre gerações de artistas, pesquisadores e visitantes.”
PERCURSO – Na exposição comemorativa, a curadoria reúne eixos que atravessam o pensamento artístico contemporâneo e ajudam a iluminar as diversas camadas do acervo: Linhas (desenho, gravuras, escultura), Corpo, Paisagem, Desmaterialização da Arte (abstrações) e Vetores Ampliados (objetos, vídeos e instalações). Esse percurso evidencia a amplitude do MAC-PR, que abriga desde obras fundamentais das décadas de 1960 e 1970 – período em que o acervo começa a se consolidar – até produções que expandem os limites do gesto artístico.
“Acreditamos na importância da preservação dos bens simbólicos e na compreensão da arte como trabalho histórico e forma de conhecimento”, afirmam os curadores Maria José Justino e Marcelo Conrado. “Ao revisitar o acervo sob novos eixos, buscamos oferecer ao público um espaço de contemplação, interação e prática da crítica e da curadoria, estimulando leituras renovadas sobre a produção artística do Paraná e do Brasil.”
SOBRE O MAC PARANÁ – Fundado em 1970, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná possui um acervo com mais de 2 mil obras, além de um dos maiores setores de pesquisa e documentação em arte moderna e contemporânea do Brasil. Atualmente, devido ao restauro de sua sede histórica – um casarão eclético de 1928 –, o MAC-PR funciona provisoriamente no Museu Oscar Niemeyer, onde mantém suas atividades, exposições e reserva técnica até a conclusão da reforma.
Serviço:
Exposição: “EntreLinhas, Cores e Linguagens – 55 Anos de MAC-PR”
Abertura: 19 de novembro, às 18h30
Local: salas 08 e 09 do MAC no MON – Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba
Acesso: gratuito pela rampa caracol
Visitação
Horário: terça a domingo, das 10h às 17h30
Ingressos: R$ 36 (inteira) | R$ 18 (meia-entrada) | Entrada gratuita às quartas-feiras e no último domingo do mês.
Fonte: Governo PR
Paraná
Homem denunciado pelo MPPR é condenado a 36 anos e 8 meses de prisão por feminicídio cometido na presença da filha da vítima em Nova Prata do Iguaçu
O Tribunal do Júri de Salto do Lontra, no Sudoeste do estado, condenou na última sexta-feira, 2 de outubro, um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio da companheira, ocorrido em 16 de maio de 2025, no município de Nova Prata do Iguaçu. O réu foi condenado a 36 anos e 8 meses de reclusão pelo feminicídio e também por posse ilegal de munições de uso permitido.
Áudio do Promotor de Justiça Leonardo Penna Guedes Amin
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu após uma discussão entre o réu e a vítima e foi motivado por sentimento de posse e controle em relação à mulher. O homem ficou inconformado com vídeos que ela publicava na rede social TikTok e a atacou com uma faca dentro da residência do casal. A filha da vítima, de seis anos, estava presente no local no momento do crime.
Após o feminicídio, o condenado deixou a filha na casa do avô paterno, dirigiu-se à residência da irmã da vítima e relatou o ocorrido. Na sequência, foi até o destacamento da Polícia Militar, onde se entregou.
Aumento de pena – O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio e as três causas de aumento de pena: o fato de o crime ter sido cometido na presença física de descendente da vítima, o emprego de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Além da condenação pelo feminicídio, o homem foi condenado por posse ilegal de munições de uso permitido. Após o crime, foram encontradas seis munições calibre .38 no guarda-roupas do réu.
Processo 0001557-68.2025.8.16.0149.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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