Brasil
Plano AdaptaSUS e estratégia Mais Saúde Amazônia são apresentados em Belém
Belém (PA) – Na Cúpula dos Povos, nesta sexta-feira (14), durante a COP30, o Ministério da Saúde apresentou o AdaptaSUS, novo plano nacional de resposta a emergências climáticas, e a Agenda Mais Saúde Amazônia Brasil, que amplia o acesso à saúde e enfrenta desigualdades históricas na Amazônia Legal. As duas estratégias compõem um legado estruturante para o país, que fortalecem a capacidade do SUS de proteger a população frente aos efeitos das mudanças climáticas.
“Mais do que um instrumento técnico, o AdaptaSUS representa uma mudança de paradigma: reconhece que adaptação também é uma questão de saúde. É um chamado para que a saúde atue com ciência, solidariedade e justiça, integrando políticas públicas, saberes tradicionais e ação coletiva”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O plano reúne 27 metas e 93 ações, organizadas em eixos que priorizam o fortalecimento da vigilância em saúde ambiental, a integração da atenção primária, o planejamento de infraestrutura hospitalar adaptada a eventos extremos e o estímulo a práticas sustentáveis nas unidades de saúde.
O documento ainda reconhece que populações vulneráveis e vulnerabilizadas estão mais expostas aos efeitos das mudanças climáticas. Por isso, propõe ações articuladas com sociedade civil, universidades, movimentos sociais e organismos internacionais para coordenar a resposta nacional às emergências climáticas, com foco nessas populações.
Mais Saúde Amazônia Brasil
A Agenda Estratégica Mais Saúde Amazônia Brasil busca diminuir desigualdades regionais e ampliar a presença do Estado em territórios indígenas, ribeirinhos e tradicionais, integrando políticas de atenção, vigilância, ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável. Uma das principais estratégias incluem o Plano Mercúrio, criando para mitigar os impactos da substância na saúde da população.
“A Amazônia é um território vivo, onde cidades, florestas, rios e pessoas se conectam em uma mesma história. Nela, saúde e ambiente são indissociáveis. Mas é também o território onde mais se sente o impacto combinado das mudanças climáticas, do desmatamento, das queimadas e da contaminação ambiental”, disse Padilha.
O Mais Saúde Amazônia Brasil expressa um compromisso político e simbólico que articula saúde, vigilância, tecnologia e sustentabilidade, reconhecendo o papel central das populações tradicionais e dos povos originários. Representa, também, o compromisso do Brasil com um futuro mais saudável, inclusivo e ambientalmente equilibrado para a Amazônia e o planeta.
Principais ações previstas:
- Centro de Clima e Saúde da Fiocruz, em Rondônia, voltado à pesquisa e vigilância ambiental, com monitoramento qualificado da qualidade do ar na Amazônia.
- Centro de Referência em Saúde Indígena de Roraima, que oferecerá atenção especializada exclusiva ao território Yanomami.
- Ampliação do programa Agora Tem Especialistas na Amazônia, com investimento de 230 milhões de reais para expandir cirurgias, exames e a rede de ambulanchas.
- Reforço da Atenção Primária em Belém, com oito UBS requalificadas e 554 novos agentes comunitários.
- Fortalecimento das Medicinas Tradicionais, com investimentos em fitoterápicos e valorização das práticas indígenas.
- Implantação de 20 novas UBS Saúde da Floresta no Amazonas e no Pará, equipadas com energia solar e tecnologias modernas.
- Casa do Saneamento, da Funasa no Pará, com tecnologias sustentáveis voltadas a comunidades rurais e ribeirinhas.
Plano Mercúrio
O Ministério da Saúde também apresentou o Plano Estratégico para Medidas de Atenção, Vigilância e Promoção Integral à Saúde das Populações Expostas e Potencialmente Expostas ao Mercúrio, o Plano Mercúrio, que orientará até 2030 as ações de atenção, vigilância e promoção da saúde voltadas a pessoas expostas ao contaminante. A estratégia está organizada em seis eixos que abrangem vigilância, atenção integral, fortalecimento da capacidade laboratorial, pesquisa, comunicação e articulação intersetorial.
Entre as medidas previstas estão a criação de um centro de referência na Amazônia, o mapeamento das áreas de risco e da magnitude da contaminação, a identificação das populações mais vulneráveis, a integração entre vigilância e atenção à saúde e a qualificação dos sistemas de informação. O plano também prevê o fortalecimento da capacidade laboratorial do SUS e a produção de conhecimento científico sobre os impactos do mercúrio na saúde e no ambiente.
A construção do Plano Mercúrio envolveu todas as secretarias do Ministério da Saúde, a Fiocruz, a Anvisa, o Instituto Evandro Chagas e o Conasems, consolidando um esforço integrado para reduzir riscos, orientar políticas públicas e estruturar respostas mais eficazes para as populações afetadas pela contaminação.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Palmeiras se une ao Ministério da Saúde em campanha de vacinação contra o sarampo às vésperas da Copa
O Ministério da Saúde e o Palmeiras realizam neste fim de semana, uma mobilização conjunta de vacinação contra o sarampo no Nubank Parque, em São Paulo. A iniciativa integra a campanha nacional voltada aos brasileiros que pretendem viajar para os Estados Unidos, México e Canadá durante a Copa do Mundo da FIFA 2026, países que concentram atualmente a maior parte dos casos da doença nas Américas.
No sábado, 30, de 10h às 14h haverá um ponto de vacinação no Portão A do Nubank Parque para torcedores que comparecerem à partida entre Palmeiras e Corinthians, válida pela Copa do Brasil Feminina. Já no domingo (31), antes do confronto entre Palmeiras e Chapecoense, o estádio receberá ações de conscientização no gramado com participação do Zé Gotinha, mascote oficial das campanhas de vacinação do Ministério da Saúde, ao lado do Periquito e do Porco Gobbato.
A campanha reforça a importância da atualização da caderneta vacinal antes de viagens internacionais, especialmente diante do aumento expressivo de casos de sarampo nos países que sediarão o Mundial. Estados Unidos, Canadá e México concentram cerca de 67% dos registros da doença nas Américas.
Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação do sarampo, o Ministério da Saúde alerta que a intensificação do fluxo internacional de pessoas aumenta o risco de importação de casos. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no SUS e segue como a principal forma de prevenção.
Além da imunização, a parceria prevê ações de comunicação e conscientização com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e evitar a reintrodução da doença no país.
Cenário Epidemiológico
No início de maio, o Rio de Janeiro confirmou um caso de sarampo em uma mulher de 22 anos, sem histórico vacinal, que atua como funcionária de um hotel na cidade. As autoridades de saúde tomaram medidas imediatas: investigação epidemiológica, vacinação de bloqueio na residência, no local de trabalho e na unidade de saúde, além de varredura na área do entorno para detectar possíveis novos casos. O Ministério da Saúde acompanhou o processo em conjunto com as secretarias municipal e estadual.
Trata-se do segundo caso registrado no país em 2026. O primeiro ocorreu em São Paulo: uma criança de seis meses, residente na zona norte da capital, com histórico de viagem recente a La Paz, na Bolívia, onde a doença está em surto ativo. Como resposta, mais de 600 doses foram aplicadas na região entre janeiro e fevereiro.
Mesmo com esses registros, o Brasil segue sem circulação endêmica do sarampo. Esse status é mantido mesmo depois de o país ter perdido a certificação regional das Américas, devido a surtos em nações como Estados Unidos, Canadá e México.
Ao longo de 2025, o Ministério da Saúde conseguiu interromper a transmissão dos 38 casos importados registrados no período, com base em vigilância ativa, vacinação e bloqueio rápido — estratégia reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde.
Amanda Milan
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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