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Agro

NOAA mantém previsão de La Niña fraco até 2026 e projeta retorno à neutralidade no primeiro trimestre

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A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) anunciou, em relatório divulgado nesta quinta-feira (13), que o La Niña deverá permanecer ativo nos próximos meses. A agência estima 61% de probabilidade de que o fenômeno faça a transição para a neutralidade entre janeiro e março de 2026.

Condições oceânicas seguem favoráveis ao fenômeno

O La Niña é caracterizado por anomalias negativas de temperatura da superfície do mar iguais ou inferiores a -0,5°C, persistindo por pelo menos um mês na região Niño-3.4, no Pacífico equatorial.

Segundo a NOAA, esse padrão continuou evidente ao longo do último mês, com temperaturas entre -0,5°C e -0,7°C nas áreas centrais do Pacífico e -0,2°C no setor Niño-1+2, mais próximo da América do Sul.

A agência também destacou a presença de anomalias negativas em profundidade, alcançando cerca de 200 metros na porção leste do oceano — um indicativo de resfriamento consistente.

Atmosfera responde ao padrão típico do La Niña

Além do comportamento das águas, a atmosfera também apresentou sinais compatíveis com o fenômeno. O relatório aponta intensificação dos ventos alísios em baixos níveis e a presença de anomalias de ventos de oeste em níveis altos sobre o Pacífico equatorial, reforçando o padrão associado ao La Niña.

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Modelos internacionais projetam persistência do fenômeno

As projeções multimodelo do International Research Institute for Climate and Society (IRI) indicam que o La Niña deve se estender entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

No entanto, a NOAA alerta que há elevada incerteza para esse período. As probabilidades revelam equilíbrio entre os cenários:

  • 51% para permanência do La Niña
  • 48% para retorno à neutralidade do ENSO
Evento deve continuar fraco, mas ainda influencia clima

A expectativa da NOAA é de que o La Niña siga de baixa intensidade, com o índice Niño-3.4 oscilando entre -0,5°C e -0,9°C. Fenômenos fracos, segundo a agência, tendem a apresentar impactos mais moderados, mas ainda podem alterar padrões de temperatura e precipitação em diversas regiões do planeta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

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Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.

A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.

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Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.

Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.

Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados,  que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.

Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.

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Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.

A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.

O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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