Brasil
Na COP30, Alexandre Silveira lança livro e hotsite sobre transição energética brasileira
O ministro Alexandre Silveira lançou, na quarta-feira (12/11), o livro e o hotsite “Brasil, Líder Mundial na Transição Energética” durante a COP30, que se realiza em Belém (PA). Os exemplares, que também contam com versão em inglês, estão sendo distribuídos para os representantes das delegações estrangeiras no evento.
“Queremos reforçar o protagonismo do nosso país, sob a liderança do presidente Lula, na busca de soluções para as mudanças climáticas e destacar as oportunidades para atração de investimentos internacionais em biocombustíveis, minerais estratégicos, baterias, eólicas, solares e leilões de energia, entre outros segmentos”, afirma Silveira.
Com 144 páginas e 36 capítulos, a obra descreve a implantação do mais consistente conjunto de medidas para a descarbonização já colocado em andamento no país, servindo de exemplo para o mundo. Os conteúdos mostram as políticas públicas do Governo do Brasil para desenvolver a economia verde e promover a inclusão social, no período 2023-2025.
Também está no ar o hotsite com o mesmo conteúdo. A obra se divide em cinco blocos temáticos: “Transição Energética”, “Inclusão Social”, “Desenvolvimento Econômico”, “Gestão” e “Protagonismo Internacional”.
A obra apresenta programas e ações como Combustível do Futuro, Gás para Empregar e Minerais Estratégicos, ao lado do estabelecimento de marcos legais (Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono e Eólicas Offshore), além da atuação brasileira em fóruns internacionais, como o G20 e o Brics.
O combate à pobreza energética é um dos pilares do livro, em sintonia com a proposta defendida pelo Brasil. São abordados programas como o Gás do Povo, Luz do Povo, Luz para Todos e Energias da Amazônia.
“A transição energética não deve ser vista apenas como um processo de substituição tecnológica”, explica Silveira na apresentação, “mas um novo modelo de desenvolvimento que tenha a inclusão social no centro de suas preocupações”.
Acesse o hotsite Brasil, Líder Mundial na Transição Energética, em português; e a versão em inglês, Brazil, World Leader in Energy Transition.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Ministério da Saúde reforça cuidado em saúde mental com habilitação de cerca de 800 novos serviços em três anos
O Marco da Reforma Psiquiátrica brasileira, a Lei nº 10.216/2001, completa 25 anos em 2026. Responsável por redirecionar o modelo assistencial em saúde mental no país, a legislação consolidou a proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais. O novo modelo substituiu de forma progressiva os antigos hospitais psiquiátricos e as internações de longa permanência por uma rede de cuidado territorial e comunitária.
Dentro dessa estratégia, o Ministério da Saúde habilitou, desde 2023, 798 novos dispositivos assistenciais de saúde mental em todo o Brasil, entre eles leitos especializados, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Acolhimento. Além disso, de forma inédita, a rede pública passou a ofertar teleatendimento com psicólogos e psiquiatras.
A ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reforça o compromisso do Governo do Brasil com o cuidado em saúde mental, orientado pelos princípios da cidadania, dos direitos humanos e do cuidado em liberdade, com foco no acompanhamento contínuo e na reinserção social das pessoas atendidas.
Em 2026, já foram viabilizados 159 novos serviços previstos em portarias, que representam, juntos, um investimento federal mensal de cerca de R$ 2,3 milhões. Entre eles, destacam-se:
- 55 leitos de saúde mental em hospitais gerais, aumentando a capacidade de resposta da atenção hospitalar no SUS;
- 45 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), fundamentais para a reinserção social de pessoas egressas de longas internações psiquiátricas;
- 42 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem acolhimento para pessoas com sofrimento psíquico grave e persistente;
- 12 Equipes de Atenção Psicossocial voltadas à desinstitucionalização (EAP-Desinst), com atuação no cuidado contínuo e na articulação intersetorial;
- 5 Unidades de Acolhimento Adulto (UAA), destinadas à oferta de suporte residencial transitório e cuidado em liberdade.
“Essas habilitações representam um avanço concreto na consolidação da política de saúde mental no Brasil. Estamos fortalecendo a capacidade dos territórios de responder, de forma qualificada, articulada e humanizada, às demandas das pessoas com transtornos mentais, reafirmando o compromisso com o cuidado em liberdade e com a superação de práticas manicomiais”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati Dias.
Teleatendimento reforça rede de assistência
Para expandir ainda mais o acesso ao cuidado, o SUS passou a ofertar, pela primeira vez, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado ao atendimento de casos relacionados a jogos e apostas. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês integra as ações do Governo do Brasil para o enfrentamento desse problema de saúde pública.
Outra iniciativa voltada à proteção da saúde mental é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. Até o momento, mais de 574 mil pessoas já recorreram à ferramenta, desenvolvida pelo Ministério da Fazenda, que permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil por meio de uma única solicitação vinculada ao CPF.
Do total de usuários cadastrados, 207 mil (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão. Para direcionar a busca por assistência no SUS, a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado.
Mais estrutura e investimento para a saúde mental
A capacidade de atendimento em saúde mental no SUS alcançou 52 mil usuários em 2025, um crescimento de 6% em relação aos 49 mil pacientes registrados em 2022. Como resultado da expansão da rede, os investimentos também aumentaram. O orçamento passou de R$ 1,7 milhão, em 2022, para R$ 2,9 milhões em 2025, o que representa 70% a mais de em recursos.
Durante esta gestão, o avanço também contempla as equipes especializadas que atuam na rede pública de saúde mental. Entre 2024 e 2025, o número de profissionais passou de 11,8 mil para 12,4 mil, incluindo psicólogos e psiquiatras. Com reforço da equipe, o SUS garante mais capacidade de acolhimento, acompanhamento contínuo e atendimento multiprofissional para os pacientes.
Julianna Valença
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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