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Turismo que Protege: Painel na COP30 destaca ações de combate à violência sexual

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No estande “Conheça o Brasil”, do Ministério do Turismo, o painel “Turismo Responsável: ferramenta de prevenção contra a exploração e violência em grandes eventos” reuniu vozes que há anos dedicam suas trajetórias à defesa dos direitos humanos. Sob mediação de Carolina Fávero, do MTur, a conversa mostrou que o turismo pode e deve ser um espaço de cuidado, acolhimento e compromisso coletivo.

A primeira a falar foi Eva Dengler, superintendente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, uma das maiores referências no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no país. Ela lembrou que a organização atua há 26 anos nessa missão e que o Brasil já possui um histórico robusto de grandes eventos, da Copa do Mundo às Olimpíadas, o que exige planejamento e responsabilidade. Eva destacou que eventos dessa dimensão trazem desenvolvimento econômico e social, mas também podem ampliar riscos, e que o desafio é equilibrar os dois lados, garantindo que crianças e adolescentes estejam protegidos.

“O silêncio é cúmplice do agressor, não da vítima”, afirmou Eva que também apresentou o projeto “Barco Infância Segura”, lançado em parceria com o governo do Pará, que vai navegar pelo arquipélago do Marajó levando atendimento integrado a crianças e adolescentes vítimas de violência. “Planejar a proteção é essencial. Não se improvisa quando o assunto é infância”, concluiu.

Em seguida, Carolina Veloso Maciel, do Instituto Mondó, compartilhou a experiência da organização no desenvolvimento territorial e no enfrentamento das vulnerabilidades sociais. Atuando há cinco anos no Marajó, o Instituto se tornou referência em ações educativas e comunitárias, e agora é o executor do Selo Negócio Protetivo, em parceria com o Sebrae Nacional. Carolina explicou que a violência e a exploração são pautas transversais. “Elas atravessam o cotidiano e precisam ser tratadas de forma estruturante, com olhar sistêmico. O turismo pode potencializar vulnerabilidades, mas também pode ser um vetor de transformação.”

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Carolina falou com firmeza sobre o desafio de romper o silêncio social em torno da violência sexual. “As pessoas têm medo de falar sobre o tema. Há vergonha, negação. Mas o enfrentamento só acontece quando a conversa é aberta, quando o medo dá lugar à informação e à empatia.” Ela reforçou a importância de integrar diferentes áreas — educação, saúde, economia e direitos humanos — para que a proteção não se limite ao período dos grandes eventos. “O legado da COP30 não pode ser passageiro. O que ela representa precisa continuar vivo nos territórios.”

A delegada Ariane Melo, da Secretaria de Segurança Pública do Pará (SEGUP), trouxe o olhar da gestão pública sobre a proteção. Coordenadora da Operação de Prevenção à Violência Sexual, ela relatou o trabalho realizado em parceria com o Ministério do Turismo, o Ministério da Justiça, o Ministério dos Direitos Humanos e o Ministério Público do Trabalho. A ação mobilizou mais de 300 profissionais de segurança pública e alcançou 3 mil pessoas em hotéis, restaurantes, balneários e transportes da Região Metropolitana de Belém e do Marajó.

“Cada conversa, cada visita era uma oportunidade de sensibilizar. Explicávamos que uma simples suspeita já é motivo para denunciar e que proteger é responsabilidade de todos”, relatou Ariane. Ela lembrou que muitos trabalhadores, após as capacitações, conseguiram agir em situações reais, evitando abusos e salvando vidas. “Essas histórias mostram que a prevenção funciona quando há formação e envolvimento social.”

Para a delegada, o sucesso da operação reflete a força da cooperação entre Estado e sociedade civil. “Falamos sobre o Código de Conduta do Turismo Responsável, ensinamos como acionar os conselhos tutelares e a polícia, e mostramos que a denúncia pode ser anônima. No fim, o mais importante é que cada pessoa entenda seu papel nessa rede de proteção.”

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Ao encerrar o painel, Carolina Fávero reforçou que a COP30 deixou um legado importante em Belém: a integração entre turismo, segurança pública e direitos humanos. “Quando o turismo é planejado com responsabilidade, ele se torna ferramenta de transformação social. A prevenção é um gesto coletivo e começa com a consciência de que toda criança tem direito a crescer protegida.”

O evento terminou com a assinatura simbólica de adesão ao Código de Conduta Brasil Turismo Responsável, com a presença do ministro do Turismo, Celso Sabino, que celebrou o compromisso conjunto das instituições. “O turismo deve ser uma força de desenvolvimento humano e social. Proteger nossas crianças é garantir que o Brasil cresça com justiça, dignidade e responsabilidade”, destacou o ministro.

Em Belém, o turismo mostrou que é possível promover grandes eventos com planejamento, empatia e humanidade. Um turismo que acolhe, protege e deixa um legado que vai além da economia: um legado de respeito à vida.

PROGRAMAÇÃO – O estande do Ministério do Turismo terá uma programação robusta e estratégica ao longo das duas semanas da COP30. No Auditório Carimbó, especialistas nacionais e internacionais participarão de debates de alto nível sobre turismo regenerativo, financiamento climático, justiça ambiental e a valorização de comunidades tradicionais, promovendo reflexões essenciais para o futuro do setor. Além da agenda de painéis, o MTur aproveitará o espaço para lançar produtos fundamentais voltados à adaptação climática do turismo, entre eles a Trilha Amazônia Atlântica, o Mapeamento do Turismo em Comunidades Indígenadas, a série “Pelos Rios da Amazônia” e o Plano de Adaptação Climática do Turismo Brasileiro, reforçando o compromisso do Brasil com inovação e sustentabilidade.

Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Parceria entre Ministério da Saúde e Caixa garante cerca de R$ 1 bilhão para instituições filantrópicas

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O Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal firmaram, nesta quarta-feira (3/6), contratos que viabilizam a liberação de aproximadamente R$ 1 bilhão para oito instituições hospitalares filantrópicas do país. As unidades integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) e são referência na oferta de atendimentos especializados. Os recursos serão destinados por meio da linha de crédito “Caixa Hospitais FGTS”, que oferece condições facilitadas de financiamento, contribuindo para o equilíbrio financeiro dos hospitais e Santas Casas para a continuidade da assistência para pacientes da rede pública.

“Temos a expectativa de chegar, nos próximos dias, a R$ 2 bilhões em contratos de financiamento da Caixa para essas instituições. Essas instituições têm um papel importante para a população atendida pelo SUS. Para se ter uma ideia, em 2025, nós realizamos 14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que foi feito em 2022. A maior parte dessas cirurgias foram feitas pelos hospitais filantrópicos e pelas Santas Casas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Foto: Rafael Nascimento/MS
Foto: Rafael Nascimento/MS
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Os contratos assinados nesta quarta-feira contemplam:

  • Associação de Combate ao Câncer de Goiás (GO)
  • Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (SP)
  • Santa Casa de Porto Alegre (RS)
  • Hospital José Silveira (BA)
  • Instituto de Câncer de Londrina (PR)
  • Associação Hospitalar Vila Nova (RS)
  • Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (RJ)
  • Fundação Assistencial da Paraíba (PB)

Além das contemplações desta etapa, outras 115 instituições já receberam aval para apresentar propostas de financiamento à linha CAIXA Hospitais FGTS. São unidades hospitalares habilitadas pelo programa Agora Tem Especialistas na modalidade crédito financeiro.

Hospitais filantrópicos e Santas Casas no Brasil

No total, existem 1.959 instituições filantrópicas no país, sendo 324 Santas Casas. As unidades oferecem uma ampla variedade de especialidades e serviços, incluindo clínica médica, cirurgia geral, ortopedia, cardiologia, oncologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, além de leitos de terapia intensiva e atendimento de urgência e emergência. Com essa estrutura, as instituições contribuem diretamente para a redução do tempo de espera, ampliação do acesso a tratamentos especializados e o fortalecimento da assistência hospitalar em municípios de diferentes localidades.

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Toda essa rede assistencial registrou nos últimos três anos (2023-2025), um total de 839,6 milhões de atendimentos ambulatoriais e 17,3 milhões de internações. O custo desses procedimentos para o Governo do Brasil foi de R$ 56,3 bilhões. Os números refletem a dimensão da rede filantrópica no atendimento à população brasileira e sua importância para a garantia do acesso aos serviços de saúde em todo o país.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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