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Mapa inicia participação na Blue Zone da COP30 com foco em inovação e sustentabilidade agrícola

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A delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou, nesta segunda-feira (10), as atividades oficiais na Blue Zone da COP30, em Belém (PA). O espaço reúne representantes de governos e organismos internacionais em torno dos debates mais estratégicos da conferência, voltados para políticas globais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, a presença da pasta na Blue Zone marca o início de uma intensa agenda de compromissos internacionais. “É um passo importante para mostrar ao mundo o compromisso do nosso país com a produção de alimentos aliada à preservação ambiental e à segurança alimentar global”, afirmou.

O diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Bruno Brasil, destacou que o objetivo é garantir a representatividade da agricultura tropical sustentável brasileira nos debates internacionais. “O Brasil lidera pelo exemplo, mostrando que é possível conciliar geração de renda e sustentabilidade com base em políticas públicas bem estruturadas, como o Plano ABC+, o Programa Caminho Verde e o Programa Solo Vivo”, ressaltou.

A primeira atividade do Mapa na Blue Zone foi o painel High-level Agricultural Innovation Showcase, realizado nesta segunda-feira (10). O evento, organizado pela Fundação Gates, reuniu lideranças globais para discutir inovação agrícola e sustentabilidade, com a participação de Bruno Brasil como representante do ministério.

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Confira a agenda completa do Mapa aqui.

Agenda na Blue Zone (10 a 21 de novembro):

A programação da delegação do Mapa contempla painéis, reuniões bilaterais e conferências internacionais sobre inovação, finanças verdes, solo, pecuária sustentável e cooperação internacional.

10 de novembro – High-level Agricultural Innovation Showcase (Room 2, UNFCCC Side Event). Participação do diretor Bruno Brasil em painel organizado pela Fundação Gates, abordando inovação agrícola e sustentabilidade.

11 de novembro – Restoring Land, Rebuilding Value: Farmer-Led Solutions for Climate, Soil, and Food Security (Room 4, UNFCCC Side Event). Parceria entre o Mapa, a CNA, a WFO e outras instituições para discutir soluções lideradas por produtores.

12 de novembro – Reuniões bilaterais com a Organização Internacional do Café, a delegação da Austrália e o Ministério da Agricultura da Dinamarca, com foco em cooperação técnica e comércio agrícola sustentável.

13 de novembro – Painéis sobre financiamento climático, biossoluções para o solo e o evento Agricultura tropical: ciência, desafios e oportunidades, no estande da CNI. Participação em Unlocking Food Systems Change Through Farmer-Led Research and Policy Innovation, em parceria com universidades e organismos internacionais.

14 de novembro – Diálogo sobre financiamento de transição justa e governança inclusiva, com a participação de Jorge Caetano. Sessão People First: Climate-Resilient Supply Chains, com Bruno Brasil e representantes da WRI, da Abiove e do BNDES.

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15 de novembro – Painel sobre recuperação de pastagens degradadas com o Japão (Japan Pavilion). Evento From Policy to the Ground: Scaling Action for Healthy Soil, com Luis Rangel, a Embrapa e a FAO.

17 de novembro – Encontros com a YOUNGO, o Atlantic Council e participação no painel Unlocking Finance at Scale for Land Restoration, Climate Adaptation & Food Security.

18 de novembro – Debates na OCDE e na FAO sobre inovação e finanças para uma agricultura resiliente e biodiversa.

19 de novembro – Lançamento do RAIZ – Resilient Agriculture Investment for Net Zero Land Degradation, principal iniciativa internacional do Mapa na COP 30, com participação do ministro Carlos Fávaro. Coletiva de imprensa do RAIZ e reuniões ministeriais como FAST Partnership, PLACA Ministerial e Family Farming Cooperatives and International Cooperation.

20 de novembro – Painéis One Health for Climate Resilience, Agricultura de Baixo Carbono e From Millions to Billions: Scaling Finance for Farmland Restoration through RAIZ, com a presença do ministro Carlos Fávaro, Bruno Brasil e Luis Rangel.

21 de novembro – Encerramento das atividades com debates sobre os resultados das parcerias e propostas para a próxima Conferência das Partes.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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