Agro
CCPR inaugura Unidade de Secagem de Grãos em Curvelo e fortalece produção agrícola mineira
A CCPR, cooperativa de referência na agropecuária brasileira, inaugurou em Curvelo (MG) a sua Unidade de Secagem de Grãos, etapa essencial do plano de expansão da maior planta industrial de rações para ruminantes da América Latina. O investimento na nova estrutura foi de R$ 45 milhões, com capacidade de armazenamento estático de 1 milhão de sacas e processamento de até 6.240 toneladas de grãos por dia.
Expansão estratégica para o polo agrícola de Minas Gerais
A expansão da unidade se integra ao Programa CCPR Origens, iniciativa voltada à originação de grãos na Central Mineira, região considerada a nova fronteira agrícola do estado. Segundo o presidente da CCPR, Marcelo Candiotto, a estratégia visa gerar renda para produtores locais e garantir fornecimento contínuo de insumos para a produção de rações e soluções nutricionais da cooperativa.
“Gerir toda a cadeia produtiva de grãos de forma integrada assegura qualidade nos insumos e tranquilidade ao produtor, que terá a garantia de comercialização da safra. Esse modelo fomenta um ciclo virtuoso de produtividade e prosperidade na região”, afirma Candiotto.
Tecnologia e sustentabilidade na secagem de grãos
A unidade conta com dois secadores, moega e silos, operando com secagem artificial a ar quente forçado, controlada para não danificar os grãos de milho, soja e sorgo. A combustão utiliza cavaco de eucalipto de reflorestamento, garantindo energia limpa e sustentável.
Segundo o engenheiro da CCPR, Bernardo Baudson, o sistema processa 260 toneladas por hora, direcionando os grãos para diferentes locais da planta, incluindo silos-pulmão e silos internos, garantindo a capacidade total de armazenamento de 1 milhão de sacas.
Benefícios para produtores e cadeia produtiva
Para o vice-presidente da CCPR, César Lacerda, a nova operação reduz custos logísticos e incentiva a produção local, gerando impacto positivo no custo final de rações e insumos. Ele ressalta que o desenvolvimento de grãos também impulsiona outras cadeias produtivas na região.
“Ao incentivar a produção local, o produtor recebe mais, e nós reduzimos custos com logística. Essa expansão traz ganhos para toda a cadeia agropecuária”, explica Lacerda.
CCPR Origens: ciclo completo de produção
O CCPR Origens realiza diagnóstico nas propriedades em um raio de aproximadamente 150 km da fábrica para identificar potencial produtivo. A meta é mobilizar entre 70 e 100 mil hectares de lavouras de grãos para abastecer a unidade de Curvelo.
Além do fornecimento de grãos, a cooperativa oferece assistência técnica e agronômica, garante a compra da produção e disponibiliza crédito rural em parceria com cooperativas de crédito, completando o ciclo de produção e fortalecendo a economia local.
“Fortalecer a produção local reforça nosso compromisso com a sustentabilidade do campo, gera empregos, renda e arrecadação para Curvelo e região, valorizando pessoas e melhorando a qualidade de vida”, finaliza Marcelo Candiotto.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos
A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.
O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.
O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.
Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.
O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.
A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.
A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.
O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.
As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.
As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.
Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.
A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.
A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.
Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.
Fonte: Pensar Agro
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