Brasil
Saúde registra 132 atendimentos nos primeiros dias de atividades
O Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde (CIOCS), instalado em Belém para funcionar durante todo o período da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), divulgou, nesta sexta-feira (7), o primeiro balanço das atividades. No período entre 3 e 7 de novembro, foram registrados 132 atendimentos pela ferramenta digital Saúde Pará. Acompanhando o aumento gradual do fluxo de visitantes e trabalhadores nas áreas do evento.
De acordo com o relatório, as síndromes gripais foram os atendimentos mais frequentes, somando nove notificações ao longo dos cinco dias de monitoramento, sem registro de casos graves e nenhum confirmado. Foi registrado um atendimento por distúrbio gastrointestinal em um estrangeiro, sem gravidade ou maiores intercorrências. O paciente foi devidamente tratado e liberado, e foi realizada inspeção sanitária no local onde ele se alimentou.
O documento ressalta que não houve surtos, acidentes com múltiplas vítimas,ocorrências químicas, biológicas, radiológicas ou nucleares (QBRN), nem registros de óbitos no período analisado.
A estrutura do CIOCS, ativado no dia 3 de novembro, reúne profissionais das três esferas de gestão do SUS — federal, estadual e municipal — e conta com tecnologia de ponta para o monitoramento em tempo real de ocorrências, análise de dados e mobilização imediata de equipes de resposta. Inspirado em experiências exitosas, como a do Círio de Nazaré, o CIOCS será o núcleo estratégico de vigilância e coordenação das ações de saúde durante toda a COP30, operando 24 horas por dia.
Rede de Atenção à Saúde
A rede de atenção à saúde que compõe o plano de contingência para a COP30 contempla cobertura integral nas áreas de maior circulação de participantes e delegações internacionais.
A Atenção Primária à Saúde está distribuída em sete Unidades Básicas de Saúde (UBS) — Bengui, Jurunas, Outeiro, Telégrafo, Tapanã, Baía do Sol e Carananduba —, além de ações itinerantes em pontos estratégicos como o Parque dos Igarapés, as universidades UFPA e UFRA, Ver-o-Peso (com ponto fixo e carreta do Hemopa), Estação das Docas, Icoaraci, Porto Futuro, Mangal das Garças e Basílica de Nazaré. Há ainda bases de atendimento com funcionamento 24 horas em locais de grande concentração, como a Aldeia COP – INPI, a Fábrica de Castanha e a Base Aérea de Belém.
As Usinas da Paz, polos comunitários que integram serviços de cidadania e saúde, também desempenham papel central, com oito unidades em funcionamento: Terra Firme, Padre Bruno Sechi (Bengui), Guamá, Jurunas/Condor, Prof. Amintas Pinheiro, Antônia Corrêa, Benevides e Castanhal.
Na atenção especializada, o suporte é garantido pela Policlínica Metropolitana e pela rede hospitalar estadual, composta por unidades de alta complexidade, como o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, o Hospital da Mulher, o Hospital Público Estadual Galileu, o Hospital Jean Bitar, o Pronto-Socorro Dr. Roberto Macedo, a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e a Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna.
A rede de saúde mental também foi integrada ao plano de contingência, com o apoio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) Marambaia, Icoaraci, Grão Pará, Renascer e AD III Marajoara, garantindo suporte psicossocial a trabalhadores, moradores e participantes da conferência.
Complementando a estrutura, a Força Nacional do SUS (FN-SUS) mantém em operação um hospital de campanha com 20 leitos, instalado na Usina da Paz do Jurunas, preparado para atendimento emergencial e estabilização de pacientes.
Vanessa Aquino
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça
Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.
“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.
Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.
O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.
“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

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Reconhecimento nacional
Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.
Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.
“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.
As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.
Confira a lista de vencedores e menções honrosas
Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)
Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)
Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)
Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)
Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)
Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)
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