Brasil
Na Cúpula do Clima, Celso Sabino destaca o papel do turismo sustentável na preservação da Amazônia
O turismo sustentável foi apontado pelo ministro do Turismo, Celso Sabino, como um dos principais aliados na preservação da floresta amazônica e na geração de renda para comunidades locais. Durante participação na Cúpula do Clima (COP30), nesta quinta-feira (06.11), em Belém (PA), ele destacou que o ecoturismo é uma ferramenta essencial para transformar populações tradicionais em agentes de conservação ambiental, promovendo inclusão social e fortalecendo as economias criativas e solidárias.
“O turismo é uma das formas mais eficazes de manter a floresta em pé e os rios limpos. É uma maneira sustentável de gerar desenvolvimento econômico, financeiro e social para quem vive na floresta”, afirmou o ministro.
Além de abordar o potencial do turismo sustentável, o ministro destacou o protagonismo de Belém na realização do evento e o legado das obras estruturantes executadas para a COP. Segundo ele, o encontro vem se consolidando como um marco de participação, sustentabilidade e integração global.
“O legado mais importante da COP é a promoção da cidade de Belém e as obras estruturantes realizadas, como o Parque da Cidade. Será uma COP muito participativa, com ampla presença de delegações e discussões relevantes sobre o futuro do planeta”, afirmou.
O ministro também celebrou o êxito da organização do evento, que já conta com 161 delegações confirmadas e deve reunir cerca de 40 mil pessoas na capital paraense entre os dias 10 e 21 de novembro. Ele lembrou as incertezas que antecederam a realização da COP e destacou o resultado positivo.
“Disseram que não ia ter açaí, que não ia ter tacacá, que não ia ter maniçoba – falaram até que não ia ter COP aqui. Estamos surpreendendo positivamente. O governo do Brasil entregou tudo o que propôs e será um grande sucesso a realização da COP em Belém”, completou.
EVENTO – A Cúpula do Clima reúne líderes globais até esta sexta-feira (07/11), na capital paraense, com a participação de 153 delegações de países florestais tropicais e de nações parceiras comprometidas com a agenda ambiental. O encontro tem como objetivo fortalecer a articulação política e o alinhamento de compromissos para as negociações da COP30.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral
Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).
A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.
“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.
A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.
As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.
Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.
“Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.
Próximos passos
Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.
Comunidades quilombolas
Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.
Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.
Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.
Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Agro3 dias agoNovo acesso
-
Agro6 dias agoMP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores
-
Esportes3 dias agoPalmeiras goleia o Santos por 3 a 0 e encaminha classificação à semifinal da Copa do Brasil
-
Agro5 dias agoMercado de sementes de R$ 47 bilhões abre congresso hoje
-
Brasil4 dias agoMinistério da Saúde prorroga permanência de médicos especialistas até fevereiro de 2027 em todo o país
-
Brasil2 dias agoAVISO DE PAUTA
-
Esportes5 dias agoAthletico-PR vence o Botafogo por 3 a 2 e se aproxima do Flamengo no Brasileirão
-
Educação5 dias agoIdeb: Rio Grande do Sul inicia análise de resultados nas redes
