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Quatro grandes obras da Secretaria das Cidades já utilizam a metodologia BIM

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A Secretaria de Estado das Cidades (Secid) consolidou o uso da Modelagem da Informação da Construção (BIM) em obras públicas no Paraná. A tecnologia está sendo utilizada em quatro grandes projetos-piloto: a Casa de Custódia de Laranjeiras do Sul, na região Centro-Sul; a Casa de Custódia de Umuarama, no Noroeste; a Penitenciária de Ribeirão do Pinhal, no Norte Pioneiro; e o Hospital da Polícia Militar, em Curitiba.

Juntas, as obras somam cerca de R$ 250 milhões em investimentos e representam um salto de qualidade no planejamento, na execução e na fiscalização de empreendimentos públicos. A metodologia permite que todas as etapas da obra (do planejamento à entrega) sejam integradas em um modelo único, com dados que alimentam orçamentos, simulações e cronogramas.

Em Laranjeiras do Sul, a obra já passou pela fase de terraplanagem. Em Umuarama, o licenciamento ambiental já foi liberado. Em Ribeirão do Pinhal, a execução está em estágio avançado, com fundações e parte estrutural concluídas. Já o Hospital da Polícia Militar, na Capital, segue em fase de projeto.

“O Paraná foi o primeiro estado brasileiro a regulamentar, por decreto, o uso obrigatório do BIM em determinadas obras públicas, conforme critérios de área, valor e complexidade técnica”, disse o secretário estadual das Cidades, Guto Silva. “A medida garante mais transparência, qualidade e controle, e reforça o compromisso do Estado com a inovação e a eficiência na gestão dos recursos públicos”.

Atualmente a secretaria está reestruturando o Plano de Implantação BIM com foco na capacitação de novos servidores, aquisição de softwares e integração de sistemas.

INOVAÇÃO NAS OBRAS – Os resultados do uso da metodologia foram apresentados durante evento da Jornada BIM Paraná 3.0 – Presente e Futuro das Obras Públicas, realizada nesta quarta-feira (5) no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em Curitiba.

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A arquiteta Silvia Rolim, chefe da Unidade Técnica de Inovação e Sustentabilidade da Secid, explicou que o BIM representa uma mudança de paradigma na forma de planejar e executar obras públicas. “Antes, o projeto era apenas um desenho técnico em 2D. Hoje, com o BIM, cada elemento contém informações detalhadas sobre materiais, acabamentos e custos. Quando clicamos em uma parede, sabemos o tipo de tijolo, argamassa e pintura. Isso traz mais precisão e eficiência na gestão e na fiscalização”, afirmou.

A Jornada também marcou o lançamento da primeira edição do Caderno de Especificações Técnicas para Contratação de Projetos para Edificações em BIM da Secid. O documento, apresentado pelo engenheiro civil Christian Martins, coordenador de Planejamento e Obras de Edificações Públicas, está em consulta pública até 4 de dezembro de 2025.

Christian explicou que o novo caderno é resultado direto da experiência prática adquirida nos quatro projetos em andamento. “Foi um desafio começar com obras de grande porte, mas ganhamos experiência nesse processo. Isso nos permitiu padronizar procedimentos, estruturar melhor o ambiente comum de dados e desenvolver as novas fichas técnicas do caderno”, disse.

As contribuições ao Caderno de Especificações Técnicas podem ser enviadas até 4 de dezembro de 2025 pelo portal oficial da consulta pública.

AMPLIAÇÃO DO USO – No final do mês passado foi lançada a 3ª edição da Jornada BIM Paraná: Presente e Futuro das Obras Públicas. A iniciativa busca a adoção da metodologia Building Information Modeling, ou Modelagem da Informação da Construção, no Estado e a capacitação de servidores para que estejam aptos a elaborar, contratar e/ou fiscalizar estudos, projetos e obras utilizando essa ferramenta. Para esta terceira etapa do programa, foram anunciados R$ 55 milhões em investimentos e novas ações, como convênios e treinamentos.

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O BIM é uma metodologia digital de gestão de informações que cria um modelo virtual preciso, detalhado e multidisciplinar de uma edificação ou infraestrutura, que contém não apenas a geometria tridimensional, mas também dados sobre cada elemento do projeto — materiais, custos, prazos de execução, especificações técnicas, desempenho energético, entre outros.

Ele proporciona às equipes técnicas maior precisão, eficiência e transparência na elaboração e execução de projetos, resultando em redução de desperdícios, otimização de recursos e economia aos cofres públicos. Desde que começou a ser implementado, dezenas de obras do Paraná já foram projetadas nessa metodologia.

Uma das novidades reveladas durante o lançamento da 3ª edição da Jornada BIM Paraná foi da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti): uma pós-graduação para servidores públicos em uso do modelo BIM.

As aulas serão ministradas a distância, mas com práticas realizadas em polos nos municípios. A condução do projeto será da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Virtual do Paraná (UVPR), com apoio das demais universidades estaduais.

Dentro do investimento de R$ 55 milhões também está previsto o reforço dos Escritórios de Projetos Executivos de Engenharia e Arquitetura (Projetek). Nesses espaços, são elaborados projetos de obras públicas para municípios com menos de 30 mil habitantes, ao mesmo tempo em que engenheiros locais são treinados para a utilização da metodologia.

O pacote de recursos apresentado vai ajudar ainda a tirar do papel o programa Construindo o Paraná Digital, voltado para a estruturação tecnológica e capacitação técnica das 19 associações de municípios.

Fonte: Governo PR

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Paraná oferta tratamento multidisciplinar pelo SUS contra o tabagismo

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No Dia Mundial Sem Tabaco, neste 31 de maio, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR) destaca a importância da prevenção, do tratamento para cessação do tabagismo e da adoção de hábitos saudáveis, reforçando o alerta sobre os impactos de fumar na saúde. É essencial, ainda, a conscientização da população quanto aos riscos associados ao cigarro convencional e aos dispositivos eletrônicos.

Hoje, 336 cidades do Estado ofertam ações multidisciplinares para tratamento, uma alta de 33% em comparação a 2019, quando 251 municípios contavam com os serviços do Programa Estadual de Controle do Tabagismo (PECT). A expansão garante que mais pessoas tenham acesso ao tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que aumenta em até cinco vezes as chances de sucesso de quem deseja abandonar o vício.

O programa conta com atuação de equipes da saúde que oferecem apoio integral às pessoas que desejam parar de fumar. Há equipes estruturadas para o tratamento de cessação do tabagismo em 1.184 estabelecimentos de saúde.

As ações incluem abordagem cognitivo-comportamental, individual ou em grupo, além de apoio medicamentoso, quando necessário, com adesivos de nicotina, gomas, pastilhas e medicamentos como a bupropiona.

De setembro a dezembro de 2025, 6.511 pessoas foram atendidas pelas equipes de tratamento do tabagismo no Paraná. Os dados apontam participação predominantemente feminina, com 4.014 mulheres, correspondendo a 58,22% do total de pacientes. Os homens representam 41,78% dos participantes, com 2.881 atendimentos registrados.

Em relação à faixa etária, observa-se concentração expressiva entre adultos de 18 a 59 anos, grupo que representa 73,18% dos atendidos, totalizando 5.046 pacientes. Pessoas com 60 anos ou mais correspondem a 24,24% dos participantes, com 1.671 registros, enquanto menores de 18 anos representam 2,58% do total, com 178 pacientes acompanhados.

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O secretário de Estado da Saúde, César Neves, reforça que o combate ao tabagismo é uma prioridade de saúde pública.

“O fortalecimento do Programa amplia o acesso da população ao tratamento gratuito e qualificado pelo SUS. Nosso objetivo é garantir acolhimento, acompanhamento e apoio para que cada vez mais paranaenses consigam abandonar o cigarro e tenham mais saúde e qualidade de vida”.

SAÚDE EM RISCO – Dados da Sesa demonstram o impacto das doenças cardiovasculares no Paraná. Entre janeiro e março deste ano, foram registrados 13.491 internamentos relacionados a doenças cardiovasculares no Estado, sendo 6.903 pacientes do sexo masculino e 6.588 do sexo feminino. No mesmo período de 2025, houve 12.570 internamentos, evidenciando a relação entre fatores de risco, como tabagismo, e o agravamento das doenças cardiovasculares.

De acordo com especialistas, o tabagismo continua sendo um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças cardiovasculares, respiratórias e diversos tipos de câncer. Além dos danos provocados pelo cigarro tradicional, os cigarros eletrônicos — conhecidos como pods e vapes — têm preocupado profissionais de saúde devido ao aumento do consumo entre os jovens.

O cardiologista Maurício Dallagrana, diretor clínico do Hospital Infantil Waldemar Monastier, explica que os efeitos do tabaco no organismo são amplos e podem causar complicações graves.

“O tabagismo torna o organismo muito mais propenso à ocorrência de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, impotência sexual e fenômenos oclusivos em diferentes territórios arteriais do corpo, podendo levar até mesmo à necessidade de amputações ou cirurgias de emergência”, destaca o especialista.

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O médico também faz um alerta sobre os cigarros eletrônicos. “Existe uma falsa percepção de que os dispositivos eletrônicos seriam alternativas inofensivas. Na realidade, eles entregam altas doses de nicotina e outras substâncias nocivas que causam rigidez arterial, aumentam a pressão arterial e elevam o risco de infartos e arritmias. Além dos danos cardiovasculares, também estão associados a doenças pulmonares e ao aumento do risco de câncer”, completa.

DESAFIO SUPERADO – A aposentada Roszangela Abbud, de 66 anos, conseguiu abandonar o cigarro após décadas de dependência e hoje relata mudanças significativas na qualidade de vida.

“Fumei desde a adolescência e, quando completei 40 anos, me propus a parar porque sentia muito cansaço e fui diagnosticada com hipertensão. Fiz várias tentativas e não consegui. Fumei até os 56 anos”, contou.

Após abandonar o cigarro, a rotina mudou completamente. “Hoje tenho 66 anos, pratico atividade física três vezes por semana, faço passeios com grupos de amigos com disposição e leveza. E hoje desfruto dos aromas e sabores que a nicotina não me deixava perceber”, afirmou.

A Sesa orienta que pessoas interessadas em parar de fumar procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima para obter informações sobre os programas de cessação do tabagismo disponíveis na rede pública.

Fonte: Governo PR

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