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Número de inscritos no Enem para pessoas privadas de liberdade cresce mais de 50%

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A Polícia Penal do Paraná (PPPR) registrou um aumento expressivo no número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL) 2025. Neste ano, 7.663 custodiados participarão das provas, um crescimento de 51,45% em relação a 2024, quando 5.060 internos se inscreveram.

As inscrições foram encerradas na última sexta-feira (24), e o exame será aplicado nos dias 16 e 17 de dezembro dentro das unidades penais e socioeducativas indicadas pela PPPR. Assim como o Enem regular, o Enem PPL é composto por quatro provas objetivas e uma redação, distribuídas em dois dias de aplicação, mantendo o mesmo nível de dificuldade. A diferença está no local e na forma de aplicação, que ocorre em ambientes prisionais e socioeducativos.

“A crescente participação de apenados no Enem PPL é um passo fundamental para a inclusão educacional e a reintegração social. A oportunidade de acesso à educação é vital para quebrar ciclos de criminalidade e proporcionar novos horizontes para esses indivíduos”, destaca o coordenador regional da PPPR em Curitiba, Márcio Zapchon.

“É encorajador ver regiões como Curitiba liderando esse movimento, demonstrando que a educação pode ser uma chave para a mudança. Investir na educação é investir em um futuro mais digno e promissor”, acrescenta.

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Entre as regionais administrativas da PPPR, Curitiba se destaca com o maior número de apenados inscritos, com 2.053. Na sequência aparecem Londrina, Umuarama, Cascavel, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão.

ENEM PPL – O exame é composto por 180 questões objetivas – divididas entre Linguagens e Códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática — e uma redação, cujo tema é diferente da aplicação regular. As notas dos participantes serão informadas pelos responsáveis pedagógicos das unidades penais.

Aplicado desde 2010 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Enem PPL é realizado em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Polícia Penal, e tem se consolidado como uma importante ferramenta de reintegração social e estímulo à educação dentro do sistema prisional.

VESTIBULAR EM LONDRINA – O Vestibular 2025 da Universidade Estadual de Londrina (UEL), aplicado no último domingo e segunda-feira (26 e 27), contou com a participação de 288 pessoas privadas de liberdade custodiadas em unidades penais da cidade.

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De acordo com o coordenador regional da PPPR em Londrina, Élcio Martins Basdão, o resultado consolida o crescimento contínuo das ações voltadas à educação e reintegração social no sistema prisional. “A participação destes 288 custodiados no vestibular da UEL reafirma o empenho da Polícia Penal em promover a educação como ferramenta de transformação. Acreditamos que esse caminho contribui diretamente para a redução da reincidência e para a reconstrução de novos projetos de vida”.

A realização do exame foi possível graças à parceria entre a PPPR – por meio das penitenciárias estaduais I, II e III; do Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon); do Patronato Penitenciário; e da Cadeia Pública Feminina – com a Vara de Execuções Penais (VEP); o Conselho da Comunidade; o Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja) Professor Manoel Machado; e a UEL.

A inscrição dos candidatos é realizada pelo Setor de Pedagogia das unidades penais e as provas ocorrem dentro dos estabelecimentos prisionais, garantindo um direito assegurado pela Lei de Execução Penal (LEP).

Fonte: Governo PR

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Paraná instala cabine de amamentação em terminal metropolitano e amplia conforto das mães

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O Governo do Estado implementou, de forma pioneira no Brasil, uma cabine modular de amamentação em um terminal do transporte coletivo metropolitano. A iniciativa começa com um módulo experimental no Terminal Metropolitano Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com instalação realizada pela Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep) nesta quinta-feira (7), perto do Dia das Mães. Ela já estará à disposição da população a partir desta sexta-feira (8).

O projeto-piloto recebeu investimento de R$ 53,5 mil. A Amep também será responsável pelo acompanhamento e fiscalização da estrutura durante a fase inicial. A proposta inclui fornecimento, transporte, montagem e instalação da cabine, além de garantia e suporte técnico, seguindo normas de acessibilidade, segurança e higiene.

Segundo o presidente da Amep, Gilson Santos, a iniciativa responde a uma demanda concreta das usuárias do sistema. “Hoje, quase 60% dos passageiros do transporte coletivo metropolitano são mulheres. Muitas delas se deslocam diariamente com seus filhos e precisam de um espaço apropriado para amamentação ou cuidados básicos. A cabine vem justamente para oferecer conforto, segurança e dignidade para essas usuárias”, afirmou.

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A proposta surgiu a partir de uma diretriz do governador Carlos Massa Ratinho Junior, após observar modelos semelhantes em funcionamento no Exterior. “Desenvolvemos o projeto e agora iniciamos essa fase piloto, que será monitorada para avaliar o uso e eventuais ajustes antes de ampliar para outros terminais”, explicou Santos. Nos primeiros meses, a Amep fará o acompanhamento do funcionamento para avaliar a adesão das usuárias e o desempenho do equipamento.

ESTRUTURA E DEMANDA – A cabine foi projetada para oferecer um ambiente reservado, seguro e confortável para mães que utilizam o transporte coletivo e precisam de um espaço adequado para amamentação e cuidados com os filhos durante o deslocamento. O uso será gratuito e aberto ao público, sem necessidade de cadastro.

A estrutura foi planejada para operação contínua em ambientes de grande circulação, com ventilação adequada, superfícies de fácil higienização e mobiliário de apoio. A cabine contará com monitoramento externo e sinalização dentro do terminal, facilitando a identificação pelas passageiras.

A medida atende a uma demanda recorrente no sistema metropolitano, especialmente entre mulheres que conciliam trabalho e cuidados com os filhos. Muitas passageiras utilizam os terminais como pontos de conexão e, nesse intervalo, precisam realizar tarefas como amamentação ou troca de crianças sem dispor de um espaço apropriado.

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Além do impacto na mobilidade, a iniciativa dialoga com recomendações de saúde pública. O aleitamento materno deve ser incentivado de forma exclusiva até os seis meses de idade e continuado até pelo menos os dois anos, pelos benefícios à criança e à mãe.

A expectativa é que, após o período de testes de aproximadamente 60 dias, o modelo possa ser replicado em outros terminais metropolitanos do Paraná, como Colombo e Fazenda Rio Grande, ampliando a rede de acolhimento às mães que utilizam o transporte público.

“É um projeto inovador, uma experiência nova no Brasil. A ideia é começar, avaliar e, a partir disso, expandir essa estrutura para outros equipamentos do sistema metropolitano”, concluiu o presidente da Amep.

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Foto: Amep

REDE DE APOIO – O projeto da Amep se insere em uma política mais ampla do Governo do Estado voltada à primeira infância e à valorização das mulheres.

Em 2023, foi inaugurada a primeira sala de apoio à servidoras lactantes no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Paralelamente, o Paraná também conta atualmente com 29 salas de apoio à amamentação certificadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). As estruturadas, instaladas em empresas privadas, precisam seguir critérios que garantem condições adequadas para o atendimento das mulheres e o armazenamento seguro do leite materno.

Fonte: Governo PR

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