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Bolsa da China atinge máxima em 10 anos com balanços positivos e expectativa por encontro entre Trump e Xi Jinping

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Os principais índices da China encerraram o pregão desta quarta-feira (29) em forte alta, atingindo o maior nível em uma década, sustentados por resultados corporativos sólidos e pelo otimismo em torno das negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

O índice de Xangai avançou 0,7%, fechando no nível mais alto desde julho de 2015, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,19%, alcançando seu patamar mais elevado desde janeiro de 2022.

Os setores de energia e metais não ferrosos lideraram os ganhos, impulsionados por balanços trimestrais positivos e expectativas de um possível acordo entre Donald Trump e Xi Jinping durante reunião marcada para esta quinta-feira na Coreia do Sul.

Expectativa de trégua comercial anima investidores

Investidores globais acompanharam com otimismo as notícias de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, devem discutir uma trégua na guerra comercial que vem afetando o comércio bilateral.

Segundo fontes da imprensa internacional, Washington avalia reduzir tarifas sobre produtos chineses em troca de restrições de Pequim à exportação de substâncias químicas utilizadas na produção de fentanil. Trump também declarou que pretende tratar com Xi sobre o chip de inteligência artificial Blackwell, desenvolvido pela Nvidia, empresa americana que lidera o setor de semicondutores.

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Energia e metais puxam os ganhos na bolsa chinesa

O Índice CSI New Energy, que acompanha o desempenho de empresas do setor de energia limpa, saltou mais de 6% após a Sungrow Power Supply divulgar forte crescimento nos lucros, o que elevou suas ações em 15% e reforçou a confiança dos investidores no segmento.

As ações de metais não ferrosos também se destacaram, registrando alta próxima de 5%, refletindo o otimismo com a recuperação industrial e a demanda crescente por matérias-primas.

Desempenho dos mercados asiáticos

Enquanto os mercados chineses operaram em forte valorização, outras bolsas da Ásia tiveram desempenho misto:

  • Tóquio (Nikkei 225): +2,17%, a 51.307 pontos
  • Seul (Kospi): +1,76%, a 4.081 pontos
  • Taiwan (Taiex): +1,24%, a 28.294 pontos
  • Cingapura (Straits Times): -0,24%, a 4.439 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): -0,96%, a 8.926 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): mercado fechado por feriado local
Cenário reforça confiança no mercado chinês

Com o avanço das negociações entre Pequim e Washington e o bom desempenho de empresas estratégicas, os investidores voltaram a demonstrar confiança no mercado chinês, que vinha enfrentando períodos de instabilidade.

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Analistas destacam que o movimento de alta pode se consolidar caso a reunião entre Trump e Xi resulte em avanços concretos nas relações comerciais, abrindo espaço para uma nova fase de crescimento econômico e estabilidade nos mercados globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inflação na zona do euro pode permanecer acima da meta mesmo com acordo de paz, alerta BCE

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A inflação na zona do euro pode permanecer acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE) por um período prolongado, mesmo diante de uma possível estabilização no cenário geopolítico no Oriente Médio. A avaliação foi feita nesta terça-feira (data não informada) pelo economista-chefe da instituição, Philip Lane.

Durante discurso a parlamentares europeus em Bruxelas, Lane destacou que o índice inflacionário pode seguir acima do objetivo do BCE até o primeiro semestre de 2027, após ter superado a marca de 3% no mês passado.

BCE mantém postura cautelosa diante da inflação persistente

Segundo o economista-chefe, embora avanços rumo à paz no Oriente Médio sejam positivos, o cenário ainda é marcado por incertezas que podem manter a inflação elevada por mais tempo do que o esperado.

“Embora os recentes avanços rumo a uma resolução do conflito no Oriente Médio sejam bem-vindos, a incerteza continua elevada e há riscos contínuos de que a inflação permaneça acima de nossa meta de médio prazo de 2% por um bom tempo”, afirmou Lane.

O BCE já elevou as taxas de juros neste mês como estratégia para conter a pressão inflacionária, especialmente diante do impacto dos preços da energia sobre as expectativas de longo prazo. Mesmo com a recente queda no petróleo, o mercado ainda projeta possibilidade de novas altas até o fim do ano.

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Mercado reduz apostas em novos aumentos de juros

De acordo com as expectativas dos mercados financeiros, há menor probabilidade de novos aumentos de juros no curto prazo. As projeções indicam apenas cerca de 20% de chance de alta em julho, enquanto um novo ajuste estaria totalmente precificado apenas para dezembro.

Gráficos apresentados por Lane mostram que a recente desaceleração dos preços da energia posiciona o petróleo entre cenários mais moderados dentro das projeções do BCE, reduzindo parte da pressão imediata sobre a política monetária.

Apesar disso, o economista reforçou que a estratégia atual segue baseada em uma abordagem gradual.

“Estamos adotando uma abordagem cautelosa. Não se trata de uma resposta enorme ou gigantesca. É uma resposta calibrada ao que observamos”, disse.

BCE avalia riscos de inflação prolongada

Mesmo com sinais de arrefecimento em alguns indicadores, autoridades do BCE seguem alertando para riscos de inflação persistente. Entre elas, o presidente do banco central da Eslováquia, Peter Kazimir, afirmou que o trabalho de combate à inflação ainda não foi concluído.

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Segundo ele, choques de preços anteriores ainda podem impactar a economia por mais tempo, mesmo em um cenário de estabilidade geopolítica.

“Acho que a direção está clara e acho que ainda temos trabalho a fazer”, declarou Kazimir.

Economia segue resiliente apesar da pressão inflacionária

Philip Lane também destacou que, apesar do impacto da inflação elevada e dos custos de energia, a atividade econômica da zona do euro tem mostrado resiliência.

Segundo ele, fatores como um mercado de trabalho sólido, investimentos em inteligência artificial e aumento dos gastos públicos em defesa e infraestrutura ajudam a sustentar o crescimento.

“É um crescimento menor do que esperávamos, mas está muito acima de uma economia estagnada. Há um bom impulso na economia”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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