Connect with us


Agro

Brasil promove o ‘Frutas do Brasil Festival’ na Argentina e reforça relações comerciais

Publicado em

Com o objetivo de fortalecer parcerias comerciais e ampliar a visibilidade da fruticultura nacional, o Brasil realizou, em 22 de outubro, o ‘Frutas do Brasil Festival’ na capital argentina. A iniciativa foi coordenada pela adida agrícola do Brasil na Argentina, Andrea Parrilla, com apoio da Embaixada do Brasil em Buenos Aires, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e empresas brasileiras dos segmentos de espumantes e água de coco.

Promovido no âmbito do projeto setorial Frutas do Brasil, desenvolvido pela Abrafrutas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o festival reuniu mais de 20 empresas exportadoras brasileiras e atraiu importadores, distribuidores, representantes do varejo argentino, autoridades locais e membros do corpo diplomático.

A programação destacou frutas tropicais brasileiras como manga, banana, melão, abacate, limão e mamão, além de produtos de maior valor agregado, como espumantes nacionais e água de coco. A iniciativa teve como objetivo ampliar a visibilidade da oferta brasileira, evidenciando a diversidade, a qualidade e as práticas sustentáveis da fruticultura nacional.

Leia mais:  Recuperação das fixações de açúcar reduz pressão vendedora e pode impulsionar preços internacio

O encontro incluiu degustações, apresentação de portfólios e rodadas de aproximação entre empresas brasileiras e compradores argentinos, com foco na identificação de oportunidades de negócios e no fortalecimento de parcerias comerciais.

Em 2024, a Argentina importou mais de US$ 1,51 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro, dos quais US$ 45 milhões foram em frutas.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações brasileiras de frutas para todos os destinos cresceram cerca de 10% em valor, em comparação com o mesmo período de 2024. Esse avanço é resultado da estratégia de ampliação e diversificação de mercados. Na última semana, por exemplo, a Malásia abriu seu mercado para o melão e a maçã brasileiros, elevando para 24 o número de novas oportunidades para frutas na atual gestão.

Iniciativas como essa fazem parte da estratégia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da rede de Adidos Agrícolas, que atua para facilitar negociações sanitárias e fitossanitárias, consolidar e ampliar o acesso a mercados e conectar exportadores brasileiros a novos canais de comercialização.

Leia mais:  Bolsas da China encerram semana em queda após trégua comercial entre EUA e Pequim

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook

Agro

Mato Grosso aposta em florestas plantadas para garantir biomassa ao setor de etanol

Published

on

O avanço da produção de etanol de milho em Mato Grosso tem levantado um alerta sobre a disponibilidade de biomassa para abastecer as caldeiras das usinas. Segundo o governo estadual, a utilização de madeira proveniente da supressão vegetal não será suficiente para atender à demanda crescente do setor.

Diante desse cenário, o Estado lançou um plano estratégico para ampliar a produção de biomassa de origem sustentável, com foco no uso industrial.

Crescimento do etanol de milho pressiona demanda por biomassa

O aumento acelerado das usinas de etanol de milho tem elevado significativamente a necessidade de matéria-prima para geração de energia. Atualmente, a biomassa utilizada nas caldeiras inclui tanto madeira nativa quanto madeira de florestas plantadas, como o eucalipto.

No entanto, o governo avalia que a oferta proveniente da supressão vegetal — permitida dentro dos limites legais — não será suficiente para sustentar a expansão do setor no longo prazo.

Plano estadual prevê expansão de florestas plantadas até 2040

Para enfrentar esse desafio, Mato Grosso lançou, no fim de março, um plano com horizonte até 2040 que prevê a ampliação das áreas de florestas plantadas no Estado.

A meta é expandir a área atual de aproximadamente 200 mil hectares para cerca de 700 mil hectares, garantindo maior oferta de biomassa de origem renovável e reduzindo a dependência de madeira nativa.

Leia mais:  Mercado do milho inicia fevereiro com oscilações e impasse entre produtores e indústrias
Debate ambiental envolve uso de madeira nativa

O tema ganhou relevância após a realização de uma audiência pública, no início do mês, que discutiu o uso de vegetação nativa nos Planos de Suprimento Sustentável (PSS) por grandes consumidores de matéria-prima florestal.

A discussão ocorre também no contexto de um inquérito aberto pelo Ministério Público em 2024, que investiga possíveis irregularidades no uso de madeira nativa por indústrias, incluindo usinas de etanol.

Apesar disso, o governo estadual afirma que não há ilegalidade nos processos atuais, destacando que a legislação brasileira permite ao produtor rural realizar a supressão de parte da vegetação em sua propriedade, gerando biomassa para uso econômico.

Transição busca reduzir dependência de vegetação nativa

Mesmo com respaldo legal, o Estado reconhece que o uso contínuo de madeira oriunda da supressão vegetal não é sustentável do ponto de vista estratégico.

Por isso, o plano prevê uma fase de transição, com incentivo à substituição gradual dessa fonte por biomassa proveniente de florestas plantadas e manejo sustentável.

A expectativa é que, até 2035, políticas de descarbonização contribuam para reduzir significativamente a dependência da supressão de vegetação nativa.

Leia mais:  Crédito rural voltado a investimento ganha força e impulsiona modernização do agronegócio em 2026
Oferta futura pode ser insuficiente sem planejamento

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, mesmo que Mato Grosso ainda possua áreas passíveis de supressão no futuro, o volume disponível não será suficiente para atender à demanda crescente da indústria.

Esse cenário reforça a necessidade de planejamento antecipado para garantir o abastecimento energético das usinas e evitar gargalos na expansão do setor.

Potencial para manejo sustentável e reflorestamento

O Estado destaca que cerca de 60% do território de Mato Grosso permanece preservado, com potencial para geração de biomassa por meio de manejo florestal sustentável.

Além disso, há áreas degradadas ou com baixa produtividade que podem ser destinadas ao reflorestamento, ampliando a oferta de matéria-prima sem pressionar novas áreas de vegetação nativa.

Expansão do setor de etanol reforça urgência da estratégia

Mato Grosso, maior produtor de etanol de milho do país, contava até o ano passado com dez usinas em operação, além de diversos projetos em desenvolvimento.

Diante desse cenário de crescimento, o fortalecimento de uma base sustentável de biomassa se torna essencial para garantir a continuidade da expansão industrial com equilíbrio ambiental e segurança energética.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262