Connect with us


Paraná

Eficiência e acolhimento: Estado qualifica 18 mil profissionais do PlanificaSUS

Publicado em

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), promove a formação de mais de 18 mil profissionais participantes do PlanificaSUS Paraná apenas em 2025. O projeto é uma estratégia de educação permanente que visa oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente à população.

O foco do PlanificaSUS Paraná é aprimorar a organização e a integração da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e tem desempenhado um papel importante na melhora da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) e da Atenção Primária à Saúde (APS) no atendimento aos cidadãos paranaenses.

Segundo o levantamento da Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, neste ano, foram promovidos dois encontros estaduais de formação de tutores regionais com 250 participantes, replicados em todo o Paraná em 94 encontros regionais com 14.173 profissionais, além de 103 oficinas com 4.797 profissionais.

O Estado possui atualmente 1.482 Unidades de Saúde, 34 ambulatórios e 83 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) envolvidos nesse processo.

“A qualificação dos nossos profissionais é importante para que possamos oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente. O PlanificaSUS Paraná, via formação de tutores, garante que as melhores práticas cheguem a cada unidade de saúde, impactando positivamente a vida dos nossos cidadãos”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Em 2025, foram realizadas três etapas de formação com duas temáticas diferentes. A primeira abordou o “Olhar Vigilante no Território”, com o objetivo de organizar e integrar os processos de vigilância em saúde. A segunda temática focou na melhoria do cuidado à saúde mental dos paranaenses.

Com a capacitação dos tutores, os profissionais de saúde estão mais preparados para identificar as necessidades das pessoas, oferecer um cuidado integrado e coordenado e promover a saúde de forma mais eficaz, resultando em uma melhor experiência de atendimento.

“Já temos uma rede ampla, mas buscamos fortalecer ainda mais a Atenção Primária à Saúde e a Atenção Ambulatorial Especializada. Ter equipes de saúde perto da população, reconhecendo o cidadão e saber o caminho que o usuário percorre no atendimento e tratamento faz toda a diferença”, destaca a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa e coordenadora do Grupo Condutor Estadual do PlanificaSUS Paraná, Maria Goretti David Lopes.

Leia mais:  Caravana do ICMS Ecológico e Pagamento por Serviços Ambientais impacta 234 cidades

De acordo com ela, é muito importante valorizar a atenção primária para responder às necessidades e expectativas da população. “O PlanificaSUS tem se mostrado uma ferramenta viva de aprendizagem, integração e inovação. O envolvimento dos profissionais e o alcance territorial evidenciam o quanto a formação em rede fortalece a APS, a AAE e o cuidado em Saúde Mental em nosso “Estado”, acrescentou Maria Goretti.

EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE – A promoção de ações de capacitação e qualificação de profissionais de saúde da Rede de Atenção à Saúde (RAS) está alinhada com a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), instituída em 2004 pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de promover a transformação das práticas do trabalho em saúde.

Com a expansão do PlanificaSUS Paraná – Saúde Mental na APS, anunciada durante o 2º Encontro Saúde em Movimento, realizado em março de 2025, em Foz do Iguaçu, o Estado registra avanços na qualificação das equipes e na integração das daquelas que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) e na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE).

A enfermeira Daniela de Souza Carvalho Gomes, assessora da Secretaria de Saúde de Londrina e referência técnica do PlanificaSUS da cidade, destacou que a cidade iniciou em 2021 com quatro unidades de saúde envolvidas no processo. Neste, o município decidiu expandir a estratégia para todas as demais unidades do território, totalizando 54 serviços envolvidos no processo de Planificação.

“O PlanificaSUS tem sido um grande avanço para o município, pois possibilita aos profissionais da APS refletirem e dialogarem sobre seus processos de trabalho em busca de novas ações e modos de fazer na prática. Isso representa um grande avanço para a APS de Londrina”, explicou Daniela.

A enfermeira Tais de Oliveira Stechi, referência técnica do PlanificaSUS do município de Rolândia, salientou o impacto da estratégia na reorganização dos serviços e a linha de cuidado em saúde mental.

“Olhando para a situação das Unidades de Saúde quando o município aderiu ao PlanificaSUS é possível ver o quanto essa estratégia auxiliou na organização dos processos de trabalho dos serviços, em especial com a implantação do Núcleo Municipal de Segurança do Paciente. Agora estamos em processo de organização da Linha de Cuidado em Saúde Mental, sendo o PlanificaSUS Paraná um grande aliado nesse processo”, afirmou Tais.

Leia mais:  Simone Mendes leva público recorde a Matinhos e Dudu Nobre agita Pontal do Paraná

REFERÊNCIA – O Paraná é o primeiro estado a expandir a metodologia do PlanificaSUS para 100% do território. As ações são conduzidas pelo Grupo Condutor Estadual que reúne representantes das diretorias da Sesa, do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/PR), da Associação dos Consórcios e Associações Intermunicipais de Saúde do Paraná (Acispar) e do Conselho Estadual de Saúde (CES/PR).

DESTAQUE NACIONAL – O destaque nacional alcançado pelo Paraná na implantação da planificação resultou no convite para que o Estado apresente o seu trabalho. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, será palestrante na I Conferência de Planificação e I Encontro Internacional de Promoção da Saúde, que serão realizados entre os dias 15 e 16 de dezembro de 2025, em Brasília.

PROGRAMA E PARCERIAS – O PlanificaSUS Paraná é uma estratégia de educação permanente em saúde que busca reorganizar os processos de trabalho das equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE), com o objetivo de aprimorar o acolhimento e o cuidado oferecido aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Isso acontece por meio da metodologia de Planificação da Atenção à Saúde, proposta pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em parceria com o Ministério da Saúde e o Hospital Israelita Albert Einstein (SP), pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (ProadiSUS).

As atividades a serem desenvolvidas são discutidas no âmbito do Grupo Condutor Estadual, que reúne representantes das diretorias da Sesa, do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/PR), da Associação dos Consórcios e Associações Intermunicipais de Saúde do Paraná (Acispar) e do Conselho Estadual de Saúde (CES/PR).

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Paraná registra 1.802 atendimentos no projeto de Insulina Glargina para diabetes

Published

on

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), a convite do Ministério da Saúde (MS), iniciou uma parceria com o órgão federal para implementação do projeto-piloto visando a ampliação do acesso à insulina Glargina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares, especialmente quando não há controle adequado da glicemia.

Implementado em fevereiro deste ano, o projeto já atendeu no Paraná 1.802 pacientes até o dia 20 de maio de 2026. O Estado recebeu uma remessa de 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atendimento da população contemplada pelo programa.

De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, o projeto busca ampliar a assistência aos pacientes e avaliar os resultados clínicos da utilização da medicação na rede pública de saúde. “A proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para pacientes que apresentam dificuldades no controle glicêmico. O acompanhamento adequado contribui para reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.

O tratamento contempla novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1. O projeto também prevê monitoramento dos pacientes atendidos, com avaliação médica e acompanhamento multiprofissional realizado pelas equipes de saúde.

Leia mais:  Paralimpíada Escolar Brasileira: Paraná conquista 48 medalhas, sendo 26 de ouro e 15 de prata

AÇÃO PROLONGADA – Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto no Departamento de Atenção Primária à Saúde da SMS Curitiba, Alexei Volaco, a insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. “Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação”, explicou.

O endocrinologista reforça que o controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. “O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completou.

PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – Além da distribuição do medicamento, a iniciativa também destaca a importância da prevenção e da identificação precoce do diabetes. Entre os sinais mais comuns da doença estão sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.

A paciente Martha Notburga Rosniecek, de 90 anos, que participa do projeto-piloto, relata melhora significativa no controle da glicemia após o início do tratamento com a insulina Glargina. ‘Estou me dando muito bem com essa nova insulina. Parece que ela é melhor do que a outra que eu usava. Depois que comecei o tratamento, meus exames melhoraram bastante e a glicemia ficou mais controlada no dia a dia. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança’, relatou.

Leia mais:  Amep amplia em 184% o número de viagens nas linhas de ônibus em Pinhais

Segundo ela, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde também tem contribuído para melhorar a qualidade de vida. Hoje consigo acompanhar melhor os resultados e percebo que os níveis diminuíram bastante. Acho que melhorou muito”, afirmou Martha.

Para Antônio José Bertulino, de 83 anos, a utilização da insulina Glargina trouxe melhora significativa no controle da glicemia e mais qualidade de vida. “Antes eu tinha muita dificuldade para controlar o diabetes. Mesmo usando a outra insulina, a glicemia chegava a níveis muito altos. Depois que comecei a usar a insulina Glargina, melhorou bastante. Hoje, em alguns dias, a medição fica em 90, 87. Isso traz mais tranquilidade e segurança. Ter acesso gratuito a esse medicamento pela rede pública está sendo muito bom e fez diferença na minha saúde”, relatou.

PRODUÇÃO NACIONAL – A adoção desta estratégia pelo Ministério da Saúde (MS) é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do país e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262