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Paraná registra 1.802 atendimentos no projeto de Insulina Glargina para diabetes

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A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), a convite do Ministério da Saúde (MS), iniciou uma parceria com o órgão federal para implementação do projeto-piloto visando a ampliação do acesso à insulina Glargina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares, especialmente quando não há controle adequado da glicemia.

Implementado em fevereiro deste ano, o projeto já atendeu no Paraná 1.802 pacientes até o dia 20 de maio de 2026. O Estado recebeu uma remessa de 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atendimento da população contemplada pelo programa.

De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, o projeto busca ampliar a assistência aos pacientes e avaliar os resultados clínicos da utilização da medicação na rede pública de saúde. “A proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para pacientes que apresentam dificuldades no controle glicêmico. O acompanhamento adequado contribui para reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.

O tratamento contempla novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1. O projeto também prevê monitoramento dos pacientes atendidos, com avaliação médica e acompanhamento multiprofissional realizado pelas equipes de saúde.

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AÇÃO PROLONGADA – Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto no Departamento de Atenção Primária à Saúde da SMS Curitiba, Alexei Volaco, a insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. “Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação”, explicou.

O endocrinologista reforça que o controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. “O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completou.

PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – Além da distribuição do medicamento, a iniciativa também destaca a importância da prevenção e da identificação precoce do diabetes. Entre os sinais mais comuns da doença estão sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.

A paciente Martha Notburga Rosniecek, de 90 anos, que participa do projeto-piloto, relata melhora significativa no controle da glicemia após o início do tratamento com a insulina Glargina. ‘Estou me dando muito bem com essa nova insulina. Parece que ela é melhor do que a outra que eu usava. Depois que comecei o tratamento, meus exames melhoraram bastante e a glicemia ficou mais controlada no dia a dia. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança’, relatou.

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Segundo ela, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde também tem contribuído para melhorar a qualidade de vida. Hoje consigo acompanhar melhor os resultados e percebo que os níveis diminuíram bastante. Acho que melhorou muito”, afirmou Martha.

Para Antônio José Bertulino, de 83 anos, a utilização da insulina Glargina trouxe melhora significativa no controle da glicemia e mais qualidade de vida. “Antes eu tinha muita dificuldade para controlar o diabetes. Mesmo usando a outra insulina, a glicemia chegava a níveis muito altos. Depois que comecei a usar a insulina Glargina, melhorou bastante. Hoje, em alguns dias, a medição fica em 90, 87. Isso traz mais tranquilidade e segurança. Ter acesso gratuito a esse medicamento pela rede pública está sendo muito bom e fez diferença na minha saúde”, relatou.

PRODUÇÃO NACIONAL – A adoção desta estratégia pelo Ministério da Saúde (MS) é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do país e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.

Fonte: Governo PR

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Paraná ultrapassa 115 mil emissões da Carteira da Pessoa Idosa Paranaense

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), emitiu 115.228 Carteiras da Pessoa Idosa Paranaense até 13 de outubro de 2026. A Carteira da Pessoa Idosa Paranaense garante duas vagas gratuitas e duas com 50% de desconto em cada linha convencional do transporte intermunicipal rodoviário do Estado, conforme os critérios estabelecidos pela Lei Estadual nº 22.162/2024.

Entre os municípios paranaenses, Curitiba lidera o número de emissões, com 13.320 carteiras. Com exceção da Capital, Londrina e Cascavel lideram as emissões, respectivamente com 4.212 e 4.111 documentos emitidos. A Lei da gratuidade de passagens de ônibus intermunicipais para pessoas idosas está em vigor no Paraná desde maio de 2025.

Para solicitar a Carteira é necessário ter 65 anos ou mais, renda mensal igual ou inferior a dois salários mínimos nacionais, e cadastro atualizado no CadÚnico, o que pode ser feito pelo beneficiário no CRAS mais próximo ou no setor responsável pela assistência social do município.
Para a secretária de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Mariana Neris, a iniciativa é essencial para assegurar o acesso a direitos e promover um envelhecimento com mais autonomia e dignidade.

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“É uma ferramenta que garante às pessoas idosas o acesso a um direito que amplia suas possibilidades de deslocamento e convivência com familiares, parentes e amigos. Nosso compromisso, no Governo do Paraná, é fortalecer as políticas públicas que promovam autonomia, dignidade e qualidade de vida, facilitando o acesso da população aos benefícios assegurados por lei”, afirma.

A diretora de Políticas Públicas para a Pessoa Idosa da Semipi, Larissa Marsolik, ressalta que a divulgação de informações sobre a Carteira da Pessoa Idosa Paranaense é fundamental para que o benefício alcance quem tem direito e contribua para ampliar a autonomia e a mobilidade dessa população. Ela também orienta que pessoas idosas e familiares procurem os canais oficiais para esclarecer dúvidas sobre a emissão e a utilização do documento.

“Garantir o acesso à informação é parte importante da efetivação dos direitos da pessoa idosa. Por isso, é fundamental que a população conheça os critérios para solicitar a carteira e saiba onde buscar orientação. Em caso de dúvidas ou dificuldades, o Disque Idoso Paraná atende gratuitamente pelo telefone 0800 141 0001, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h”.

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COMO FUNCIONA – O documento é válido em todo o Estado e pode ser emitido gratuitamente pela internet ou com apoio dos municípios e dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Para solicitar, é necessário estar com o CadÚnico atualizado e apresentar documento oficial com foto e CPF.

Para utilizar o benefício, a passagem deve ser solicitada com pelo menos três horas de antecedência e a carteira apresentada no momento do embarque.

PREMIAÇÃO – O sistema da Carteira da Pessoa Idosa Paranaense também se tornou referência em inovação no serviço público nacional. Em 2026, a Semipi recebeu o Prêmio de Inovação na Gestão Pública, durante o Brasil Gov Summit, pelo desenvolvimento do sistema digital da carteira em parceria com a Celepar.

Fonte: Governo PR

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